domingo, outubro 28, 2018

Estudo

Estudar nunca foi, durante todo o meu tempo de escola, liceu, faculdade(s) e pós-graduação algo que  possa, em consciência, dizer que tenha gostado. Nunca. Contrariamente ao meu irmão que estudava pouco - porventura por estar atento nas aulas - já eu tinha de estudar bem mais. Talvez por isso as notas do mais novo fossem raramente abaixo do "Muito bom" ou "Excelente" e as minhas fossem "Bom" e "Suficiente", dependendo da disciplina em causa. Penso que o facto de eu falar nas aulas, a converseta, se preferirem, não ajudava nada.
Concluído o curso superior veio a pós-graduação. Em regime pós-laboral e na altura optei pelas aulas ao Sábado. O dia todo. Desconfio que pior que isso, só mesmo o que tenho agora, que passa por ter as aulas depois de um dia de trabalho. Todos os dias. Quer num caso, quer no outro, 95% das pessoas que estão nas aulas são, tal como eu, trabalhadores estudantes e que merecem a minha total compreensão e respeito, quanto mais não seja pelo facto de estarem ali, naquele momento, depois de um dia de trabalho e em busca de um objectivo comum.
Voltar a estudar neste altura da minha vida, é diferente. Outra idade. Outra maturidade. É pedir para falarem mais baixo ou mandar calar nas aulas. É colocar as coisas em perspectiva, ou seja, definir prioridades. E sim, sem dúvida, abdicar de algumas coisas, em particular, todo o tempo livre passa a ser utilizado para estudar e para me actualizar. E será assim durante os próximos tempos. Sem sombra de dúvida. E já o começou a ser. Já são alguns fins de semana (ainda poucos) em que me dedico ao estudo e tenho reservado um pouco do final do dia de Sábado para ir espairecer.
Com o tempo vou melhorar, certamente alguns processos que já são meus conhecidos. A concentração elevada leva a que haja um alheamento do mundo à minha volta. Como tal, uma pressão auto-induzida superior e consequentemente mau humor. Respostas bruscas. Intolerância. Pouco poder de encaixe e paciência. E sofre quem comigo se relacionada. Invariavelmente e inevitavelmente. Mas estou genuinamente interessado em melhorar isso. Só tenho a ganhar e todos, por inerência.

domingo, outubro 21, 2018

Semana preenchida

Com o abraçar deste meu novo desafio penso recorrentemente que o dia devia ter mais de 24H. É verdade. Entre treinos, trabalho, aulas e as aulas em regime pós-laboral, sobra o tempo para ir jantar fora ao Sábado, ir a um cinema (sessão das 2130H) e pouco mais. É a minha realidade e será durante os tempos mais próximos.
Em boa verdade, gosto de semanas assim. Preenchidas. Ocupadas. Em que o tempo passa depressa. Pelo caminho fica naturalmente uma vida mais boémia, de há uns anos a esta parte em que me esticava mais ao fim de semana. Pouco mais, é certo, mas o suficiente para chegar a casa até às 3 badaladas do relógio do cuco. Lamentavelmente (ou não), não consigo mais fazer isso. Aliás, quem me acompanha neste meu espaço de opinião, já terá entendido que noitadas e discotecas não fazem parte da minha vida há algum tempo. Contar-se-ão pelos dedos de uma (meia) mão as vezes que saí até tarde nos últimos tempos (anos).
Para quem trabalha, estudar à noite é complexo. Uma das coisas que obriga, sem dúvida, é que haja método e disciplina. De nada vale ir para as aulas dormir. Os professores compreendem, mas não deixam de dar a matéria por isso. Importa portanto, a montante, prevenir isso. Como? Deitando cedo e dormindo bem na noite anterior. Só assim se poderá aguentar os dias longos. Assim, obrigo-me a deitar pouco depois das 2200H todos os dias. Ao fim de semana, como referi acima, dá para ir para a cama um pouco mais tarde. Mas nada de muitoooo mais tarde. A minha capacidade de recuperação de uma noitada não é a mesma que alguém com 19-20 anos. A idade começa a pesar, pois claro. Outra questão que decorre do estudo à noite é a necessidade de termos de colocar em perspectiva as nossas prioridades pessoais. Claro que todas as pessoas gostam de ir passear ao fim-de-semana e fazer 1001 programas com os amigos após uma semana de trabalho. Ir almoçar fora. Passar a tarde invernosa a ver filmes ou uma qualquer série. Mas a minha realidade actual não passa tanto por aí. Comecei a aproveitar o tempo livre ao fim de semana para actualizar o estudo. Para procurar informação. Para ler apontamentos dos professores e consequentemente actualizar os meus cadernos. Só assim me sinto confiante e com o dever da missão cumprida que estou certo que trará bons resultados mais à frente. Como costumo dizer (parafraseando algo que não é da minha autoria) - "O único sítio onde sucesso vem antes de trabalho é no dicionário". Faço disto um (dos vários) lemas de vida.

segunda-feira, outubro 15, 2018

Esperar pela vez

Se há coisa que me irrita, é precisamente a falta de respeito que há nas filas do supermercado (ou noutras filas). Passo a explicar.
Penso que ninguém discordará de mim se referir que as senhas das filas de espera existem para que a própria da espera se faça ordeiramente. E que as pessoas esperem pela vez. Parece-me óbvio.
Acontece que por vezes, quando a fila é grande, tira-se a senha e vai-se adiantando outras compras. Acho lógico. O que não me parece aceitável é que quem está à espera da sua vez tenha de esperar um pouco mais porque entretanto apareceu a senha que já foi chamada - e que entretanto deixou passar a vez por estar noutra secção. E outra senha. E mais uma. Aconteceu-me isto há pouco tempo. E foi quando tive de mergulhar no telefone, à procura de e-mails novos que não existiam para não me saltar a tampa.
É tudo uma questão de respeito por quem está na mesma fila. Se toda a gente tirar a senha e for à sua vida e quiser ser atendido(a) quando vier - e já tiver passado a vez - de nada serve a senha. Apenas a minha opinião.

domingo, outubro 07, 2018

Casamento em Elvas

Sábado passado foi dia de casamento de uma das minhas primas. Por sinal, uma das mais novas.
Não obstante ter sido uma cerimónia engraçada, começou "só" 2H15m mais tarde do que era suposto.  O que, como devem imaginar, fez-me ficar logo bem disposto. Acontece que as coisas não correram de feição. Nada mesmo.
Em primeiro lugar pelo local do casamento. Elvas. Sendo que há família espalhada por todo o País, em particular Lisboa, naturalmente que houve muita gente que preferiu ficar por casa a ter de ir ao interior de Portugal, e ainda ter de suportar despesas de deslocação, combustível, alojamento e alimentação. Para famílias com crianças seria um fim de semana caro. Logo, algumas dezenas de pessoas - só do nosso lado, da noiva - não foram.
Em segundo lugar, o calor que se fez sentir e o atraso da noiva. Meia hora de atraso é o aceitável, tolerável, se quiserem. Uma hora é abusivo. Duas horas é inqualificável. No dia anterior ao casamento tinha feito o reconhecimento do local. Fi-lo para para ver onde era a capela e para ver como seria quanto ao estacionamento. A razão prende-se com o facto de não ter ficado alojado em Elvas, mas sim em Campo Maior. Ou seja, a cerca de 17 quilómetros do local do casamento. E claro que não me apetecia chegar ao casamento, no próprio do dia do evento, e ter de procurar lugar para estacionar, engravatado, debaixo de perto de 40º C! Pelo meio, perguntei o caminho para a capela a um tipo que estava a lavar o telhado que me mandou seguir por uma rua. Hoje realizo que talvez me tenha enganado na rua que ele me disse. Porque por onde me meti...dificilmente passava um mini pequeno (dos antigos). E ainda estou para perceber como passou o meu carro. Tenho de ver se as dimensões não ficaram....reduzidas!!
Em terceiro lugar, a cerimónia. Aqui sim, vários apontamentos. A cerimónia em si foi...desinteressante. De 0 a 10, eu não consigo avaliar mais do que um 3. E fraco. As palavras do Padre foram pouco interessantes. Piadas secas. A Igreja tinha pouca ventilação. O coro...médio. Mas engraçado. Talvez o melhor de tudo na cerimónia.
Na medida em que a minha prima chegou com todo aquele atraso, todos os restantes eventos foram empurrados para a frente. E claro que apanhou a missa das 1700H (no convite era feita menção ao início da celebração às 1530H). A confusão.
No copo de água, mais tarde, e onde chegámos quase de noite (anoitece bem mais tarde nesta altura do ano), a organização falhou em vários pontos. Para começar, a escolha dos noivos recaiu numa herdade que vai ser vendida em breve - presumo, pelo que percebi, que a mesma fosse de uma amiga da minha prima. E daí o interesse em fazer o copo de água por lá. A distância entre o local onde ficaram os carros estacionados e a herdade era quase 1 ha. Ou seja, a distância de um campo de futebol à séria. Não que me incomode em especial, mas é importante reter que os convidados, como referi antes, não era só jovens. Se para mim que gosto de andar a pé - e não me incomoda - não faz confusão, há outras pessoas a quem terá feito.
Os acessos de uma herdade no Alentejo interior não foram idealizados a pensar em pessoas com mobilidade reduzida. Consigo aceitar isso. Já não consigo aceitar que tal facto não tenha sido perfeitamente integrado pelos noivos. Ou então não convidavam pessoas com dificuldades na locomoção. Rampas entre pisos em mármore com declive bem acentuado, escadas bem íngremes ou sectores sem luz são alguns bons exemplos. Já não falando no facto de ter se me aliviar (urinar) quase de porta escancarada - não fechava.
Entendo com facilidade que a generalidade das pessoas tenha um perfil de diversão diferente do meu. Tenho um semblante mais carregado e pouco sorrio ou rio. Também sei disso. Mas não aprecio casamentos em que os padrinhos (neste caso eram 7, os do noivo) passem o tempo todo a beber e aos urros. Cansa. E muito. É irritante. É desnecessário. Há ali pessoas que vão ao casamento para se divertir e conseguir falar com outras pessoas que não vêem há muito tempo. Sem que necessariamente tenham de compreender ou aceitar este tipo de comportamento de quem mora numa caverna e é convidado para um casamento de vez em quando. O tempo médio para se conseguir uma bebida, se estivéssemos à espera paciente e ordeiramente da nossa vez, não era inferior a 1H. É verdade. Num casamento dos mais pequenos em que já estive, mas talvez aquele onde as pessoas tinham mais receio que todo o álcool do mundo desaparecesse naquela noite.
O resto é o habitual. Uma parte da sala onde teve lugar o jantar dedicada aqueles que queriam dar um pezinho de dança. Dancei um pouco e passado meia hora estava a caminho de casa. Nunca ansiei tanto por uma 2F para poder esquecer tudo isto. Valha-me ter atestado o depósito do carro em Badajoz e ter poupado 0,31 cents / L!

domingo, setembro 30, 2018

Paco e o banho

O Paco é um Labrador e como tal, adora água. Primeiro estranha, mas depois adora. E claro, começa a festa. Para ele e para mim, na medida em que eu também acabo por tomar banho. Independentemente das condições climatéricas que se façam sentir. Faça chuva ou sol. Com ou sem brisa, adora a água.
Penso que será algo que está nos genes dele. A raça é caracterizada por uma paixão grande pelo meio aquático e claro que o Paco não foge à regra. Parece, repito, parece que estranha quando o chamo com a mangueira ligada em modo de pulverização. Mas depois acaba por adorar e os saltos no ar que dá não enganam ninguém.
Há duas semanas atrás, aproveitando um dia bem quente, dei-lhe um bom banho. Daqueles em que reduz o tamanho do corpo dele para metade porque o pelo está encharcado. Fica tipo tira-linhas. Mas acaba por ser normal, porque fica com o pelo cheio de água (e consideravelmente mais pesado).
O resultado final é o mesmo de sempre: pelo muito lustroso e cheiroso. E macio. E claro, o Paco imensamente charmoso e contente. Penso que a confiança e ego dele também aumentam até uma dimensão estratosférica. Afinal fica muito mais bonito e sabendo disso, aumenta o seu "sex appeal"!

domingo, setembro 23, 2018

Panquecas Fit e Xarope de Ácer

Ainda não experimentei fazer, mas está na calha. Esta semana descobri que é possível preparar panquecas com farinha de aveia instantânea e comer sem que façam tanto mal. Mas vamos por partes.
A aveia instantânea nem sequer sabia que existia. Cresci  a conhecer a aveia a ser preparada pelo meu pai, com água. Ao lume. E era algo que eu e o meu irmão torcíamos o nariz. Naturalmente. Mas na maneira tradicional, a aveia era em flocos - eventualmente a forma como todos a conhecerão.
Pois bem, na última consulta com o Sérgio (nutricionista) partilhei com ele que a aveia demora algum tempo a ser preparada. Mínimo uns 5 a 7 minutos, na medida em que tem de ser cozida ao lume. Depois sentar e comer. E não se poder comer tudo de seguida, correndo o perigo de queimar a língua, garganta e por aí adiante. E foi então que o Sérgio me falou desta variante da aveia, que pode ser misturada com a proteína que faço (suplementação), suprimindo assim alguns minutos da preparação. Acreditem, nos dias de treino - em que tipicamente como aveia como fonte proteica e de hidratos de carbono - faz toda a diferença. Mesmo.
E foi ao encomendar a aveia instantânea nos meus fornecedores habituais de suplementos que percebi que há receitas (centenas) com este alimento. Claro que fiquei particularmente interessado nas panquecas porque é "só" das coisas que mais gosto. Desde sempre. Mas sempre as preparei da forma habitual (i.e. ovos, farinha, frigideira anti-aderente, etc.).
A outra parte boa é que com alguma procura - que já devia ter feito há muito, muito tempo - descobri um xarope que se utiliza muito nos EUA. O xarope que usam em (quase) tudo - chamam de syrup - não é mais do que xarope de Ácer. Já comprei e tenho cá em casa para "casar" com a pilha de panquecas que vou fazer. Curiosamente, estive a fazer uma comparação com um frasco de mel que habitualmente consumo: por 100g, o xarope de Ácer é menos calórico e tem menos açucar. Bom saber.
Esta semana que agora entra devo terminar o pacote de aveia integral (flocos) que tenho ainda. Depois, passarei a experimentar a outra aveia, a instantânea. Comprei aveia instantânea de vários sabores pelo que tenho provisão desta aveia até ao final do Verão de 2019...Agora tenho de preparar tudo - para comer de manhã - e experimentar algumas receitas.

domingo, setembro 16, 2018

Assobiar para o lado

Tenho para mim que há muito boa gente que assobia maravilhosamente. De forma melodiosa como uma canário. Mas não é disso que falo no texto de hoje. Falo sim de assobiar para o lado ou fingir-se de morto.
Ambas as expressões acima reflectem a mesma situação: alguém que consegue passar pelas pingas da chuva.Ou, se preferirem, alguém com quem ninguém fala porque é "escorregadio" como uma enguia molhada. Alguém que não quer ter responsabilidades. Que se pauta pelo cinismo e que por alguma razão, que só ao/à mesmo(a) diz respeito, não têm coluna vertebral para assumir as responsabilidades. Feliz ou infelizmente conheço algumas pessoas assim. E faz-me imensa confusão, em especial porque colide de frente com a minha forma de ser e de estar.
Não é a primeira vez que abordo este tema neste blogue. Mas acontece-me diariamente ter contacto com pessoas assim. Que quando chega a hora de falar duro ou de pôr  o dedo na ferida, calam-se. Olham para os botões ou deitam-se no chão à espera que a guerra acabe ou a tempestade passe. Anedótico. No mínimo.

domingo, setembro 09, 2018

Festa do Avante

Este ano fui lá me decidi e fui à festa do Avante. Depois de muitos anos a prometer a mim mesmo que ía...decidi este ano ir para poder opinar sobre a festa com propriedade.
Este evento, integralmente organizado  pelo Partido Comunista Português (PCP) tem lugar numa quinta da Atalaia, quinta detida pelo PCP e situada na Margem Sul, perto de Corroios. Soube entretanto que a quinta tem cerca de 25ha, ou seja, 25 campos de futebol, grosseiramente falando. O que uma extensão imensa, como se imagina.
Cheguei à quinta seriam umas 1900H. A razão para tal hora foi o não ter encontrado estacionamento perto e ter de andar à procura de lugar. Já fui ao final da tarde do 2º de 3 dias de evento. Penso para mim que será o dia mais "forte" na medida em que é ao Sábado (6F há muita gente que não vai por estar cansada da semana e Domingo será um dia logicamente mais fraco por via de 2F ser dia de trabalho).
A extensão da quinta justifica clara e inequivocamente a afluência à mesma. Se à hora que cheguei já era possível ver muita gente...à hora a que me vim embora (deviam ser umas 2300H) era quase impossível circular em determinadas zonas. Para isso terá contribuído um alinhamento forte de grupos musicais - sendo os mundialmente conhecidos "Xutos e Pontapés" a actuar em último lugar, por volta das 2400H. Ou seja, infelizmente, tarde para mim.
Em consciência não posso dizer que tenha desgostado do evento. É importante que quem fala das coisas saiba do que fala. Aparte de um ou outro apontamento específico (e.g. muita gente a envergar o estilo do Che Guevara com cara de quem nem sabe quem é ou o que fez, bibliografia alusiva ao comunismo, o trato por camarada/tu, etc), se me tivessem deixado ali de olhos fechados poderia dizer que estava numa festa organizada por outro quadrante político. Percebe-se que há uma organização fortíssima que "levanta" o evento e  que todos os camaradas que lá trabalham fazem-no gratuitamente. Aspecto positivo e que revela um espírito de sacrifício em prol da continuidade de realização deste tipo de eventos e consequentemente, em algum momento, a merecida "engorda" dos cofres do PCP
Um aspecto que achei muito bem pensado foi o facto da quinta em si estar dividida por regiões: Castelo Branco, Guarda, Lisboa, etc.. Basicamente, serão locais onde o PCP estará devidamente representado, sendo que nesses locais, foi idealizada a existência de barracas com gastronomia regional típica e ainda espaço físico para debates. Gostei da conjugação.
Não tenho muito mais para dizer. Milhares de pessoas estiveram na festa do Avante no Sábado, quando eu estive. A hora do jantar - crítica quer no Avante quer na festa do Pontal - é naturalmente marcada por filas mais demoradas. Invariavelmente. Donde, há compreensão para este aspecto particular. Por outro lado, o estacionamento reduzido também se consegue explicar pela afluência de milhares de pessoas naquele dia bem como pelo facto de já ter chegado tarde ao local. Acaso tivesse chegado mais cedo, talvez tivesse tido mais sorte e encontrado logo lugar. Não o saberei.
Não tenho a certeza de querer voltar à festa do Avante. Os bilhetes não são baratos (i.e. 25,00€ a Entrada Permanente (EP)) ou seja, uma entrada que é válida para os 3 dias da festa. Contudo, para mim, não só é longe como vou garantidamente voltar a ter de estar no mesmo espaço com milhares de pessoas, algo que não adoro. Como se de um concerto de música qualquer se tratasse. Ou festival. O que quiserem. Já dei para esse peditório, muita vez, no passado. Para o Avante ainda não tinha dado. Até este ano!

domingo, setembro 02, 2018

Feira da Ladra

Fui ontem à feira da ladra. Depois de....talvez uns 30 anos. 
Não tinha nada em mente para comprar. Tipo...alguma coisa que quisesse mesmooooo comprar. Queria perceber como está esta feira e se se confirmavam ainda algumas memórias trago da minha juventude.
Começo por referir que não fui muitas vezes à feira da ladra. Talvez tenha ido umas 4 ou 5 vezes em toda a minha vida. Na altura, comecei por ir com amigos que lá íam para despachar (rápido) qualquer coisa que tinham em casa e já não fazia falta. Durante a viagem de autocarro, o preço de venda era definido. Ou seja, de forma (muito) despreocupada e sem tomar muito tempo.
Numa dessas viagens levei umas 4 ou 5 revistas de Hi-Fi (aparelhagens). Foi uma altura em que, influenciado por um dos meus primos mais velhos, comprava esse tipo de revistas. Não as lia integralmente. Lia um ou outro artigo e ía amontoando-as por casa. Para não ir de mãos a abanar, levei uma série de revistas dessa vez.
Naquela altura, tal como agora, havia/há lugares marcados/autorizados/licenciados para os comerciantes habituais. Outras pessoas, que vão à feira da ladra pontualmente, e que queiram vender algo, terão de ir bem cedo para conseguir um local onde possam ser vistas (e ter a sorte de vender o que levam). Ou então ficam atrás de um carro qualquer. A feira começa a encher-se de pessoas (visitantes e comerciantes e com o sol ainda por nascer).
O que é certo é que quando lá chegámos, percebi rapidamente que já íamos tarde. Tenho de memória que teremos ficado numa zona menos visível. Lá está, chegámos tarde. Não demorou muito tempo até que aparecesse alguém interessado nas minhas revistas. Não em todas. Mas especificamente numa. Lembro-me que pedi o preço que tinha pago por ela e o tipo nem regateou. Ficou com a mesma. Achei lindo. Mas não voltei lá mais, até ontem.
Penso que a feira da ladra consta do roteiro de locais de visita obrigatória em Lisboa. Pela sua peculiaridade. Pelas velharias e pelos bons negócios que ali podem ser realizados. Diz-se (não tenho como confirmar) que também era o local onde alguns amigos do alheio despachavam os artigos "subtraídos" a alguém nessa madrugada ou uns dias antes (dado que esta feira só se realiza às 3F e Sábados).
Encontrei uma feira pouco diferente do que conhecia. Quase a mesma coisa. Duas lojas que havia de artigos militares, infelizmente, estavam encerradas. Talvez por não abrirem ao Sábado. Também não vi a senhora que por lá andava há muitos anos, a vender carcaças com croquetes lá dentro. Se calhar já não está connosco. Ou se está não pode fazer isto por hoje em dia existir a ASAE...Foi bom revisitar a feira.

domingo, agosto 26, 2018

Novo Desafio

Bem sei que vou ser crucificado, mas não irei partilhar o meu novo desafio. Porquê? Porque dá azar.
Das últimas vezes que aqui partilhei algo, não se concretizou. É a minha verdade. Há pessoas que preferem partilhar. Eu também o fazia. Mas diz-me o bom senso e maturidade que doravante tenho de mudar um pouco esta postura. Inveja e (possivelmente) mau olhado. Começo a acreditar nisso.
Em todo o caso, posso partilhar, sem grande compromisso, que é uma decisão muito recente. E que poderá, a médio prazo, mudar a minha vida. Para já, prefiro não me adiantar muito mais. Irei dando notícias.

domingo, agosto 19, 2018

Maratona de Viagens

Esta semana que agora termina foi marcada pela realização de não uma, não duas, mas quatro auditorias. Auditorias em vôo, ou seja, mais não foram que a avaliação dos procedimentos dos pilotos e dos tripulantes de cabina em operação. Correu tudo optimamente.
Naturalmente que não seria uma viagem minha se não fosse marcada por algumas peculiaridades. Em 4 dias devo ter dormido, no máximo, 14H. Quando se planeia uma viagem olhando para a minimização dos custos e a optimização do tempo de auditoria, é normal que assim seja. Passei pela Holanda, França e EUA. Não irei tomar o v/tempo com detalhes técnicos de auditorias específicas. Nem tampouco poderei partilhar, infelizmente para mim, detalhes das cidades onde estive, tão somente porque não tive (literalmente) tempo para as visitar. A não ser nos EUA onde estive no "ground zero" onde teve lugar o 11 de Setembro de 2001

O pouco tempo sobrante que tinha servia para tomar um duche, encostar um pouco, fazer o "check-out" do hotel e partir para o próximo destino.
A primeira situação, que aconteceu, foi à saída da Holanda e tendo como destino França. Esteve relacionado com o transporte de dois volumes numa companhia aérea "low cost" - devidamente informado no "site" da companhia. Na medida em que era impraticável levar todo o meu material num só "trolley" optei por levar também uma mochila. Fi-lo consciente, quando fiz as malas em Lisboa. Já calculava que pudesse haver confusão. Claro que na altura do embarque para o avião desta companhia aérea, fui barrado. Uma das funcionárias informou que um dos meus volumes teria de ir para o porão. O meu colega (com quem fiz este conjunto de auditorias) já tinha passado estas dupla de funcionárias com apenas e só um "trolley" - sendo que era o dobro da dimensão do meu...E do outro lado da barreira insistia que eu passasse e não fizesse caso do que me tinham dito. Impossível. Não dava. E foi quando ele me disse para colocar o cartão de "crew" (tripulante) que tenho não sendo, porque facilita quando temos auditorias como estas que nos propúnhamos fazer. E de repente, quando a 2ª funcionária olha para mim e percebe que sou "tripulante, mandou-me avançar. Épico, portanto. 
A segunda situação sucedeu já na entrada nos EUA. Qualquer pessoa, que pretenda visitar aquele país tem de ter na sua posse o "ESTA", que não é mais que um visto de entrada de passageiro. Na medida em que estive em Outubro passado em solo norte-americano, tive na altura de solicitar a emissão deste visto/autorização. Nota: O "ESTA" é algo que, em caso de haver necessidade, não demora a ninguém mais do que...5 minutos a ter em sua posse. Na medida em que o meu "ESTA" está válido até Maio do próximo ano não me preocupei mais com o tema. A não ser quando viajei de França para a terra da estátua da liberdade. 
Neste tipo de auditorias, para acelerar os processos de segurança aeroportuária, entramos com a tripulação, ou seja, vamos fardados como se tripulantes fossemos (daí o tal cartão de tripulante que refiro acima). Será complexo, imagino eu, para quem está a realizar a tarefa de segurança aeroportuária entender alguém que está a entrar com uma tripulação esteja vestido à "civil". Neste caso em particular, todos os tripulantes tinham um visto especial para entrada nos EUA por razões operacionais. E claro que eu não tinha. Resumidamente, tive de preencher um formulário específico, à chegada aquele país (imigração), destinado a passageiros, estando eu fardado. Mais à frente entregar este formulário preenchido a outro segurança do aeroporto que ficou visivelmente baralhado. Ainda tentou dizer algo, mas desapareci no meio dos tripulantes evitando assim uma explicação de 3/4 de hora.
E eis que somos chegados ao hotel em Nova Iorque. Foi algo que nunca me preocupou porque preparei toda a viagem com muito tempo de antecedência, para mim e para o meu colega e tinha comigo todas as confirmações que necessitava. Os dois únicos temas que eu sabia, desde o início, que podiam dar um pouco mais de trabalho, estavam ultrapassados (i.e. bagagem extra e imigração nos EUA), mas aparentemente havia um novo: embora os quartos estivessem reservados, faltava pagar os mesmos. E aquela hora (2230H locais e 0530H em Portugal) pouco podia fazer senão usar o meu cartão de crédito. Optei por não pagar e esclarecer tudo na manhã do dia seguinte com a Directora Comercial do hotel com quem tinha trocado várias mensagens 1 mês e meio antes. Nota: mais tarde acabou por se resolver tudo. Houve um erro da tal Directora que não divulgou a informação recepcionada.
Fui para o quarto descansar. O meu quarto estava situado no 42º andar. É verdade. Bem alto. Carreguei primeiro, não sei bem porquê, para o botão do 4º andar. Mas claro que não era. Era mesmo lá mais para cima. E enquanto tentava decifrar como funcionava o elevador, o mesmo foi puxado primeiro para um 54º andar e depois novamente chamado para o 27º andar. Foi neste andar que entrou uma colega minha (hospedeira) - que já teria feito o "check-in" e já estaria no seu quarto. Transtornada porque tinha percebido que deixado o "trolley" dela na entrada do hotel, por altura do "check in". Curiosamente, como fui o último a subir, tinha reparado em dois "trolleys" e disse-lhe isso mesmo, que estariam dois "trolleys". Um deles, o dela, tinha uma etiqueta vermelha. Ficou visivelmente mais aliviada. E ainda lhe disse que estava ao lado de outro "trolley" que alguém se teria esquecido. Lá cheguei ao quarto, despi-me, tomei um duche e quis pôr o telefone à carga. E eis que verifico que não tinha o "trolley" comigo. Só a mochila. E percebi de quem era o 2º "trolley" que estava na recepção do hotel. Lá vesti a camisa da farda, as calças e os mocassins sem meias. E fui lá abaixo buscar o que lá deixei.
O último dia foi marcado pelo facto de termos conseguido "upgrade" de económica para executiva. Faz toda a diferença em viagens grandes. E porque merecia depois de tanta adrenalina!

domingo, agosto 12, 2018

Incêndio de Monchique

Relativamente ao incêndio de Monchique. Alguém me consegue explicar a razão pela qual o António Costa ainda consegue sorrir quando o fogo esteve activo durante 7d? Ou afirmar que se nada tivesse sido feito as coisas estavam piores (remetendo-se ao flagelo de Pedrogão Grande). Mas ainda tenho mais questões: a) Onde está a fiscalização da aplicação do Decreto-Lei de finais do ano passado e em particular da limpeza dos terrenos contíguos às vias de circulação (deviam ser limpas numa distância mínima de 10 mts.); b) Se não for pedir muito, onde está a organização e mobilização dos meios aéreos de combate a incêndio? Tanta coisa com ajuste directos e vejo poucos aviões lá para baixo; c) Qual é a razão pela qual os C-130 da Força Aérea - em fim de carreira - não foram atempadamente modificados para colaborar nestas situações? d) Afinal, onde está o dinheiro angariado para as vítimas de Pedrogão Grande? Esse mesmo que foi angariado e agora ninguém sabe dele. Apenas e só concluo uma coisa: com tanta informação que há (combate a incêndio já realizado noutros países com sucesso, por ex, com recurso a bombas lançadas cirurgicamente por aviões caça) só pode haver interesses muito bem instalados. E que estão para durar. Afinal, a madeira queimada também vale dinheiro. E deve dar para complementar alguns vencimentos de Governantes.

domingo, agosto 05, 2018

Praia 2018

Tenho feito praia este ano com o Afonso. Veio passar uns dias comigo e temos aproveitado o Sol e conseguido fazer uns excelentes dias de praia.
A praia nesta altura do ano é predominantemente frequentada por famílias. Pessoas que não mais fazem do que aproveitar estes dias de Sol de um Verão que se tem revelado atípico, com registo histórico de temperaturas máximas.
Depois de ter deambulado por várias praias da Margem Sul, como aqui dei conta o ano passado, este ano oscilo entre duas ou três. Privilegio praias com determinadas facilidades: estacionamento ainda que possa ser pago, possibilidade de aluguer de toldos e restaurante. Não quero com isto dizer que vá usar tudo. Mas gosto de ter as coisas disponíveis caso seja necessário. E com o Afonso comigo, pode mesmo ser necessário.
Mas há a parte má. Considero inaceitável que em pleno século XXI se continue a encontrar beatas de cigarros enterradas na areia. Não percebo. A sério. Fui fumador durante muitos anos e jamais enterrei beatas na areia. Acho só nojento e falta de respeito para com as outras pessoas. Quase ao nível das pessoas que não tiram o som do toque do telefone e vão dar um mergulho. A sério? Qual é o ponto? Ouvir a melodia escolhida com um gosto discutível?
A praia é de todos. Devemos garantir que todos (sem excepção) zelamos por ela e que sabemos viver em sociedade. Respeitar o próximo para sermos respeitados.

domingo, julho 29, 2018

Especulação Imobiliária

Voltei à carga. É verdade. Há coisa de um mês e meio, dois meses. Activamente à procura de casa para investir umas moedas que amealhei. E as conclusões a que chego rapidamente, não podiam ser piores.

A primeira - e eventualmente a mais importante - é que todas as pessoas estão a vender casas com ouro. É verdade. Falo de muito ouro mesmo. É a única explicação que vejo para que alguém tenha lata para inflaccionar o preço de uma casa a valores exorbitantes. Especulação imobiliária, dir-me-ão alguns. Prefiro apelidar de "período-de-graça-do-sector-imobiliário-e-que-vai-rebentar-não-tarda-nada". Note-se que falo na condição de comprador, ou seja, alguém que tem capacidade neste momento de avançar para a compra de um imóvel (não falo na condição de inquilino, ou seja,  de quem quer arrendar, onde naturalmente o investimento inicial será substancialmente mais baixo).

É importante entender a dinâmica do sector imobiliário. Ler um pouco sobre o tema. Ver algumas casas. Debater alguns pontos com agentes ou com promotores comerciais. Perceber do assunto, para que mais à frente se possa então realizar uma aquisição desse imóvel de forma informada. 

Graficamente, se me permitem a analogia, penso que pode ser descrito como um quadrado (4 vértices):

Vértice 1: Proprietário (Quem vende)
Alguém que quer vender um bem. Existirá sempre uma razão para tal decisão. Pode ser uma necessidade de mais espaço por exemplo pelo facto do agregado familiar ter aumentado. Por ser consequência de uma necessidade de deslocação em função de um novo desafio profissional. Ou de uma disponibilidade monetária imediata (e aí o preço do bem decresce e um investidor atento às convulsões do sector imobiliário local poderá realizar uma boa compra). Ou ainda, e por último, o aproveitar o actual estado de graça deste sector e tentar a sorte, vendendo a casa por um valor bem superior ao real.

Vértice 2: Imobiliária (Quem medeia)
Entidade a quem é entregue o imóvel. Penso que será mais uma questão de comodismo do que qualquer outra coisa. As pessoas não têm tempo nem paciência para andar a mostrar as suas casas esticando aqui e acoli as suas agendas profissionais. Nem tampouco têm (algumas) interesse em estar a regatear preços. Basicamente - e porque não há almoços grátis - delegam esta responsabilidade às agências imobiliárias que conduzem integralmente o processo de venda dos seus imóveis. Desde a sua angariação (pela agência em si que detectou um interesse de um proprietário em vender o seu imóvel) ou a mesma agência que acolhe na sua carteira de imóveis um novo negócio que lhes é proposto por um certo proprietário. Em qualquer um dos casos, o processo negocial é, como refiro anteriormente, liderado pela imobiliária que, no final do mesmo, receberá uma comissão proporcional ao valor de venda do imóvel. Certamente, e como em tudo, haverão pessoas idóneas e menos idóneas. Essas mesmas pessoas farão o bom nome da instituição a que pertencem. Nota: Nesta minha "senda" reencontrei uma boa amiga que integra uma das mais fortes imobiliárias e com quem tenho trocado algumas ideias. Lá está, no "final do dia" é importante obter informação certa e adequada por forma a poder realizar negócios de forma séria e transparente.

Vértice 3: A Banca (Quem empresta o dinheiro)
Talvez o "actor" mais importante de todo o processo de aquisição de um imóvel. À excepção da minha madrinha, conheço poucas pessoas que consigam "bater a nota" para comprar imóveis com 6 algarismos significativos. A realidade é esta. Hoje em dia, concordarão comigo que qualquer T2 com cerca de 100 m2 em Lisboa custará no mínimo 150k € (às vezes sem obras feitas). 

Este gama de valores, reduz (e muito) o número de pessoas que têm esse tipo de montante na conta bancária. Faço naturalmente parte da maioria das pessoas que não tem capacidade para pagar a pronto um imóvel e que tem de recorrer à Banca. E aqui reside o cerne e o grande desafio. Entender a linguagem utilizada pela Banca. Considero-me uma pessoa com alguma inteligência. Consegui a licenciatura, consegui uma pós-graduação, o acesso à Ordem dos Engenheiros (sendo que foi aqui que perdi a minha inocência, naqueles dois dias de exame). Mas a minha inteligência é rapidamente ultrapassada quando se começa a falar em siglas: TAN, TAEG, spread, taxa de esforço, fiadores, etc. 

Na altura em que contraí o meu primeiro empréstimo à habitação, há muitos anos atrás, não havia tanto formalismo nem eram solicitados tantos elementos. Nem tampouco havia empréstimos cedidos a 80% ou 85%. Havia empréstimos a 100%. Esse dinheiro possibilitava a compra do imóvel, a realização de obras de beneficiação e ainda o mobilar a casa. Sou desse tempo. Actualmente as coisas não são assim. 

Por um lado, por via da austeridade da "troika" e ainda por via do crédito mal parado, passou a haver instruções claras por parte do BdP (Banco de Portugal) para que as várias instituições bancárias se salvaguardem mais e melhor aquando da concessão dos empréstimos. Não me alongarei muito sobre o tema, mas quem contraiu empréstimo há pouco tempo/anos sabe do que falo. Por um lado são necessários mais elementos pessoais que garantam à instituição bancária o pagamento integral do empréstimo (por exemplo, a designação de um fiador para casos em que o empréstimo é concedido em situações limite). A taxa de esforço é calculada da mesma forma, mas algumas instituições são mais rigorosas na avaliação da mesma e subsequente atribuição do montante solicitado e no "pêso" que a mesma tem na decisão de concessão do empréstimo. A idade também conta (65 anos). 

Por outro lado, há a inevitável necessidade de cumprimento de objectivos mensais / anuais por parte dessas mesmas instituições bancárias pelo que, não raro, o empréstimo é concedido sem que sejam seguidas na íntegra todas as recomendações do BdP. E é na negociação das condições do empréstimo bancária que reside a arte. Ainda não cheguei lá...mas é a parte que mais me agrada. Poder comparar o que as várias entidades consultadas me oferecem. As melhores condições. Apertar com eles. No final do dia, o que ficar contratualizado é o que será Lei durante a vigência do contrato...donde, é necessário que seja sempre mais favorável para o meu lado.

Vértice 4: Comprador (Quem compra)
O meu vértice. É necessário que haja uma harmonia e entendimento com todos os demais vértices. Em teoria, se a casa for mediada por uma imobiliária, não é expectável o contacto com o "Vértice 1". Contudo, se o negócio fôr realizado entre proprietário (Vértice 1) e comprador (Vértice 4) há uma fortíssima possibilidade de um encontro de valores, leia-se valores de aquisição mais baixos - na medida em que o imóvel não é agenciado e como tal não há lugar ao pagamento de comissões que oneram o valor do mesmo. Contudo, e como referi anteriormente, é importante que haja uma compilação sólida de informação. Sem receios de perguntar. Nenhuma da outras partes - neste caso os vértices - tem interesse em partilhar o máximo de informação. O segredo é a alma do negócio e não creio que qualquer uma dos outros intervenientes tenham interesse em perder dinheiro. Mas claro que as coisas são como são.

A minha experiência neste campo é ainda muito incipiente. Basicamente, passei a assumir uma condição de comprador/investidor de imóveis, quando há dois anos atrás estava longíssimo desta minha nova realidade. Das visitas a casas que já fiz, deparei-me com algumas inverdades passadas pelos vendedores, que por via do meu não conhecimento, não rebati na hora. Gosto de transparência, de verticalidade e de honestidade. Não obstante haver sempre a componente do negócio, tal não tem que necessariamente sugerir opacidade ou parcialidade no negócio. Afinal, todos, em alguma altura da nossa vida, somos compradores de algo. E naturalmente não gostamos de ser "embrulhados". Daí o querer reunir informação e saber em concreto o que envolve a compra de um imóvel nos dias de hoje. Já que é diferente - da noite para o dia - do que envolveu a compra de um imóvel que tive há alguns anos atrás!

domingo, julho 22, 2018

Incêndio na Auto-Estrada

Passou ontem no noticiário da hora do jantar um incêndio que terá acontecido numa das auto-estradas do nosso País. Em concreto na A12 (na zona do Pinhal Novo/Setúbal). Mas podia ser na A1 ou na A2, vias de comunicação com um fluxo de tráfego mais intenso.
Aparentemente, na origem do incêndio terá estado uma queimada de rolos de palha que terá provocado um fumo denso e que se alastrou para a auto-estrada causando o pânico nos automobilistas que nela circulavam. Ontem terá sido um dia particularmente marcado pelo regresso de muitos veraneantes que regressavam de férias do Sul de Portugal.
A questão é que esses mesmos condutores, legitimamente assustados com a cortina de fumo, ligaram para o 112 que, segundo dizem na peça noticiosa, desconhecia as razões do fumo. Ligaram também para a GNR que igualmente desconhecia o que se passava. E instalou-se o pânico. Nas filmagens que passaram no noticiário percebe-se bem que a memória do flagelo de Pedrogão Grande está bem presente. Afinal, fez há poucos dias um ano este trágico acontecimento. Vários carros a fazerem inversão de marcha (no mesmo sentido da auto-estrada, no caso Sul-Norte) e ainda que se notasse uma circulação minimamente ordeira, era perceptível o medo de ali ficar e ser atacado pelas chamas.
Mais à frente, na peça, surge o Comandante dos Bombeiros do Pinhal Novo a falar. Consigo perceber que enquanto profissional de combate ao fogo possa, com propriedade, dizer que o fogo foi rapidamente controlado pelos seus homens. Sem dificuldade algum também entendo que terá feito uma avaliação profissional desta situação e que terá situado a importância deste evento na sua escala de prioridades. E percebe-se agora que não estaria no topo. Contudo, importa reter que não era o Comandante que estava na estrada num carro com a sua família nem tampouco era o Comandante a quem ninguém dava informações concretas. E não se deve (poder pode) criticar comportamentos de pânico como os que sucederam ontem.
Felizmente foi apenas um susto. E felizmente correu tudo bem. Importa ver o que se passou com a descoordenação de informação. Não critico os condutores. Mas não posso deixar de criticar o Comandante dos Bombeiros pelo que diz. É fácil falar quando detemos mais informação das coisas. E não temos os nossos filhos no banco de trás do carro.

domingo, julho 15, 2018

Oftalmologia

Este fim de semana fui a mais consulta de oftalmologia, desta vez dada por um amigo de família. Importa aqui começar por referir que se trata de alguém que utiliza o mesmo equipamento há mais de 30 anos e defende de forma acérrima a eficiência do mesmo.
Eu devia ter desconfiado da "muita esmola" da primeira consulta de oftalmologia que tive há pouco tempo. Da tal óptica onde fui e paguei pouco (paguei armação e ofereceram as lentes). Ainda que fosse agora confirmada a falta de vista para o perto - e daí ter feito um par de óculos para tal - ninguém me falou no facto de ter falta de vista para longe. Ou seja, é necessário ter as duas correcções no mesmo par de óculos ou, alternativamente, ter dois pares de óculos. Ou três pares, se considerarmos que os óculos escuros também terão de ter graduação. É verdade..jamais pensei que os meus óculos escuros teriam de ter graduação. Mas sim. E eis que chego à meia-idade!
Outro dado interessante é nem mais nem menos que a minha última avaliação oftalmológica realizada por este médico tinha sido no distante ano de 2003. Ou seja, há 15 anos. Naquela altura via praticamente a 100% e uma ligeira correcção foi necessária para o longe, no olho direito. Agora, para longe, é este olho que vê melhor, sendo que o olho esquerdo não vê tão bem. No perto - que em 2003 não havia queixa - o olho esquerdo vê bem e o olho direito não tão bem.
Depois de ouvir que a tal máquina para os exames da vista - e que não existe nas lojas de rua - é que é boa, percebi a direcção que a conversa ía tomar. Ou seja, na perspectiva do médico eu devia passar a usar lentes bifocais. Não sabe o que é? Eu explico rápido. São aquelas lentes "quase" tão espectaculares quanto as progressivas sendo que, têm aquelas "janelas" na parte posterior da lente para permitir o efeito de lupa (e consequentemente melhorar a vista ao perto). Acho fantástico. Para alguém com mais 30 anos que eu. E, "a cereja no topo do bolo", os óculos escuros com graduação. Não estava mentalmente preparado para isso. O que é certo é que ando a ver mal e com as correcções necessárias vejo muito melhor.
Na próxima 5F vou a uma óptica de um amigo (mas em Lisboa). Basicamente, a minha ideia é aproveitar uma armação que comprei - e claro que o médico disse logo que não prestava para nada porque "não tinha marca" (é só uma das marcas mais conhecidas de Surf e neve a nível mundial ) e colocar lá então umas lentes que permitam passar a ver tudo melhor. Sendo que terei, penso eu, que começar a usar sempre óculos. Não me incomoda nada. Fico muito bem de óculos.

domingo, julho 08, 2018

Deixar de falar

Nos últimos anos tenho conhecido várias pessoas. Posso dizer, com relativa certeza que conheci, até ao momento, largas dezenas de pessoas.
Se me perguntarem com quantas pessoas mantenho contacto, creio que os dedos das mãos chegam para as contar. Por uma ou outra razão - ou do meu lado ou do outro - as relações acabam por cessar. Feliz ou infelizmente, diria.
Não irei falar das razões que os outros têm para deixar de manter contacto comigo. Certamente terão as suas razões perfeitamente legítimas. E faço um "mea culpa" porque é mundialmente conhecido o meu feitio de bode. Mas, a culpa não morre solitária. A menos que fosse alguém sem um pingo de tino (que não é o caso) terá havido algo que faz com que o contacto com determinada pessoa cessasse. 
Não obstante isso, sou alguém que prima pelo diálogo construtivo. Que gosta de debater os assuntos, com elevação. A troca de ideias é, na generalidade das vezes, e assim haja maturidade, produtiva. Claro está que, se estou a tentar manter o tal diálogo e a outra pessoa só ataca e não deixa que haja a réplica, está tudo estragado.
O grande problema da actualidade, penso eu, é a falta de paciência para o diálogo. Principalmente para pessoas recentemente conhecidas ou que entraram há pouco tempo na nossa vida. O elo mais fraco. Alguém com quem não temos ligação afectiva ou com quem não temos qualquer laço que nos prenda às mesmas. É a era do facilmente descartável. Todos temos os nossos problemas pessoais e já dão dores de cabeça. Não precisamos de mais. E isso faz com que as pessoas não conversem sobre as coisas. É mais fácil deixar de falar do que arranjar soluções para o evitar.

domingo, julho 01, 2018

"Bullying"

No semanário "Expresso" desta semana vem um artigo de página inteira sobre o "Bullying" feito a uma miúda de 10 anos numa conhecida escola do Estoril. Não me recordo do nome da escola em concreto, mas para o caso não será relevante.
Muito resumidamente, uma criança foi vítima de violência (não física) por parte de colegas seus, com idades que rondariam a sua. Isto de forma continuada e com um apático conhecimento e inépcia por parte da Direcção da escola.
Sou só eu quem tem o sangue quente e quereria logo uma acção, com carácter imediato e terminante por parte da Directora daquele estabelecimento de ensino? Sou só eu quem ía privar essaa pessoa do seu sono caso não me fossem dadas a conhecer medidas imediatas por parte do estabelecimento face ao comportamento dos miúdos - e que até são conhecidos?
Não percebo. Li e reli o artigo e não vejo responsabilização dos tutores das crianças. Responsabilizar os colegas desta miúda é só um acto grosseiro e, penso eu, estéril. Afinal, a educação começa em casa. E é nesse patamar que esta avaliação por parte da Directora da escola tem de ser baseada Falar com os tutores. Olhos nos olhos, e dizer-lhes sem pruridos, o que fazem as crianças durante o tempo em que estão no estabelecimento de ensino e nas redes sociais da moda (i.e. Instagram e Whatsapp). E que tanta mossa fizeram a esta pobre miúda. Acreditem, crueldade é um adjectivo "mimo" nestas idades.
Moral da história: os pais tiraram a miúda da escola e matricularam-na noutra. A ela (miúda), já de si traumatizada, e ao irmão. As outras crianças, permanecerão intocáveis na escola onde sempre estiveram. Como aliás esta nossa sociedade se pauta. Culpabiliza os inocentes e arranja forma de inocentar quem efectivamente tem culpa.
Para concluir, este tema toca-me em particular. Quando andei no ciclo preparatório foi eleito alguns anos Delegado de Turma. As minhas características de líder já eram reconhecidas na altura. Acontece que extrapolava um pouco mais as minhas responsabilidades. Ai de quem se metesse com alguém da minha turma. Resolvia tudo com punhos. Mesmo com colegas que por exemplo, importunavam as minhas colegas (raparigas). E foi por ter dado sovas a colegas meus que batiam em colegas minhas que tive o meu cargo de Delegado suspenso e depois fui posteriormente demitido de funções. Foi justo, na altura. A minha metodologia de resolver os problemas internos - "bullying" - não eram as mais correctas. Mas também não havia abusos. Não permitia. 
Anos mais tarde, já na faculdade, houve um grupo de colegas de curso (de anos anteriores ao meu) que quiseram fazer praxe - fora de tempo, tipo anos mais tarde do que seria a época normal - a dois irmãos gémeos que tive como colegas. Claro que intervi. E claro que a praxe não teve lugar. Temos pena.
P.S.: O Afonso e a Maria Luísa não moram cá. Talvez seja melhor assim. E por aqui me fico...Não seria bom eu saber que qualquer um deles era alvo de qualquer tipo de acto do género. Talvez houvesse mudanças rápidas na Direcção da escola. E talvez alguns pais tivessem visitas quando fossem trabalhar. Em jeito de aviso.

domingo, junho 24, 2018

Compras

Sou o mais anti-compras que alguém pode imaginar. Detesto. Abomino ter de fazer compras, mas invariavelmente tenho de as fazer. 
Com a mais recente aposta na dieta - enquanto complemento do exercício físico - tive de passar a procurar nos supermercados os alimentos sugeridos pelo nutricionista. A generalidade deles existe num qualquer supermercado ou mercearia de rua. Mas há algo que uma única vez dei conta de não haver no Pingo Doce: papaia.
A papaia é dos frutos tropicais que comia de tempos a tempos. Nunca foi uma fruta que me estimulasse muito. Preferia outras (e.g. manga, uvas, maçãs, abacaxi, etc.). Mas houve uma clara indicação por parte do nutricionista para a introduzir na dieta dos dias em que não treino - aliás, como agora ao pequeno-almoço o que nunca comi antes (ovos, fruta) além do café que era a única coisa que bebia.
Nesse dia em que não tinha a papaia lembrei-me de um plano B. Qual? Um China (mais um) que há perto de minha casa. Não "o" China que tenho falado. Mas outro que a minha prima me falou e que tem fruta óptima. "Claro que o China vai ter papaia", zombei eu quando saí do Pingo Doce. Era esta a primeira vez que ía vencer. Mas não. Mais de uma dezena delas. Perfeitamente alinhadas. Mesmo ao lado dos pensos higiénicos e tampões. Ou da alface roxa. Mas eram boas. Muito boas. Agora tenho dois fornecedores de géneros alimentícios. Em especial da papaia. Que nunca mais me faltou!

quinta-feira, junho 21, 2018

Apple

Desde que me recordo, sempre houve computadores da Apple em minha casa. Sempre. Quando digo sempre, é mesmo isso. E nunca achei grande piada aos mesmos.  A nossa mente está "formatada" para os PC e desde sempre foi nesse sentido que caminhei. Até que tive o meu primeiro iPhone depois de vários Nokia, Samsung e outras marcas.
Há pessoas que não gostam ou não se adaptam aos iPhone. Eu não me adapto aos Android. Tentei, com dois modelos da Samsung e não consegui. Não resultou. Costumo dizer que na altura em que os tive, para agendar um compromisso na minha agenda, precisava de seguir uma dança de 7 passos. Nada intuitiva. Com o iPhone faço metade dos passos. Ou nem isso.
Mas não é só esta simplicidade que me fez ficar fã dos telefones da Apple. A sobriedade e inquestionável intemporalidade das linhas seduziu-me desde sempre. É um pouco como gostar de uma determinada marca de carros ou de relógios. Há milhares de fabricantes. Mas "aquele" faz segue sempre a mesma receita. E o produto final não poderia ser diferente do que já conhecemos. É certo que os processadores evoluem, as memórias aumentam e até as baterias duram mais tempo (teoricamente), mas não deixa de ter um "padrão" similar ao primeiro iPhone que comprei quando surgiu. Mas com melhoramentos.
Anos mais tarde, já depois de me ter rendido aos telefones, foi a vez do portátil. Consegui um excelente negócio com um "setup" muito bom. A vantagem, imediata, foi o peso comparativamente a um PC (portátil) com o qual andei durante anos. Creio que uns 8 anos. Estamos a falar de alguém que deu formação (muita) recorrendo ao tal terminal que me foi atribuído - na empresa - e que de repente faz o mesmo com metade do peso. Acreditem que no final do dia faz toda a diferença
Já aqui referi que uma das resoluções para o presente ano é / está a ser deixar de usar papel. E tenho conseguido resistir à tentação de o fazer. Tenazmente, posso acrescentar. Mas é mais fácil do que aquilo que pensei. Papel, só mesmo o estritamente necessário e..porque vivemos num mundo que ainda depende muito das árvores para passar informação. Daí ter feito e faz todo o sentido para mim utilizar o iPad no meu dia-a-dia. Fazer as minhas auditorias. E ler as notícias ao fim de semana.
Mais recentemente, e copiando o meu irmão, mais um "gadget" da Apple. Desta feita, o iWatch. Estilizado. Tem um formato único. Discreto. E é prático poder ser notificado de mensagens, e-mails ou ser convidado a ir andar um pouco ou respirar. Ou, por outra, que conseguimos atingir a nossa meta diária de queima calórica, ou não. Engraçado e útil.
Para terminar, e como não podia deixar de ser, comprei um iMac. O computador da Apple. O estilo é o mesmo de tudo o que falei anteriormente. Não é exuberante. Não é pindérico. É simples. Modesto, e para o que pretendo fazer (utilização meramente doméstica), dá e sobra. Estou no processo de adaptação.
Nem tudo são rosas. Em particular para o portátil e para o iMac. Porquê? A linguagem mais utilizada no Mundo, se não me falha a memória de um artigo que li em tempos, era, na altura, a dos PC. Faz sentido. A Apple foi sempre vista como uma linguagem mais fechada. Para pessoas ligadas ao sector do "design", arquitectura e publicidade, em que, sem qualquer sombra de dúvida os programas utilizados nestas máquinas aliados a máquinas (processadores mais potentes) conduzem a resultados óptimos. O problema reside na adaptação. Na chamada "curva de aprendizagem" (learning curve) que, na minha idade será tendencialmente mais longa. Faz sentido. Mas irei, determinadamente, insistir na mesma. Tal como me escuso a utilizar o papel e tenho conseguido. Nos programas da Apple as coisas não estão nos mesmos sítios. Isso irrita-me. Acentuar as palavras com "~" é digno de risota. Já escrevi umas 900 vezes "qu\ao". A razão prende-se com o facto de estar habituado a utilizar um teclado diferente. De PC. E requer hábito. No meu caso, terei de viver com PC (empresa) e Apple, no resto da minha vida. Se há melhor que os produtos que elenquei acima, da concorrência? Sim, há. Mais barato? Sim, sem dúvida. É uma questão de opção. Como sempre.

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...