terça-feira, janeiro 01, 2019

Primeiro dia do Ano

Mais uma vez, eis que somos chegados ao primeiro dia do ano. E é tempo de ser feito o "inventário".
Globalmente, o saldo é positivo. Atingi vários dos objectivos a que me propus. E isso será, para mim, o mais importante. Profissionalmente, acabei por experimentar alguns desafios novos que permitiram que conhecesse realidades novas. Embora tenha conseguido ligeiras melhorias no feitio, há ainda alguns pontos que tenho de melhorar. E vou consegui-lo. Foco e determinação. Disciplina. Resiliência. Espírito de sacrifício. São tudo nomes que me irão acompanhar este ano (e nos seguintes) para me ajudar a ser uma pessoa melhor. Gostava que todos pensássemos assim. No melhorarmos continuamente o que somos. Ser mais ambiciosos. Sermos audazes. Seguirmos o nosso instinto. E acima de tudo, sermos fortes. Persistentes. Tenazes. Desejo que o ano que agora começa seja repleto de sucessos pessoais. Que consigamos encetar e terminar de forma exímia os desafios que se avizinham. Que tenhamos saúde. E que haja dinheiro. Excelentes entradas em 2019! 

domingo, dezembro 23, 2018

Acidente com Helicóptero INEM

O mais recente acidente aéreo que envolveu um helicóptero do INEM atesta bem o quão voraz pode ser a comunicação social na busca do "furo" jornalístico. Nada contra. Mas que o façam de forma digna e bem informada. Não foi o caso.
Tal como todos os demais portugueses, fui surpreendido pela notícia do desaparecimento de um helicóptero na região Norte de Portugal. E desde o primeiro momento em que vi a notícia, naturalmente acompanhei em permanência todas as actualizações da mesma.
A minha experiência aeronáutica permite-me avaliar as coisas de forma diferente do telespectador comum. Quando refiro "forma diferente", não quero dizer com isto que seja profundamente conhecedor. Mas há toda uma sequência de eventos, uma terminologia técnica, detalhes que sei antecipadamente que terão de ser abordados. Afinal, e nas primeiras horas, tratava-se de um desaparecimento de uma aeronave em território nacional e há um protocolo que tem de ser seguido.
Um dos aspectos que me terá chamado desde logo a atenção foi o facto de, ainda sem sequer se ter descoberto o paradeiro da aeronave e já se falar em mortos. Não é mais do que jornalismo do pior nível. Medíocre.
Convido o/a meu/minha leitor(a), a, conjuntamente, analisar a minha forma de pensar (na medida em que me parece que a mesma faz sentido).
Condições climatéricas
A questão das condições climatéricas em que foi efectuada esta missão de socorro merece um comentário. Este helicóptero estava baseado em Macedo de Cavaleiros. Foi realizado o transporte de uma doente para o Porto com condições climatéricas adversas. Sabe-se que o normal seria, no regresso, realizar uma paragem técnica (para abastecimento) antes de regressar à base. Não foi isso que aconteceu. O Comandante terá pedido ao controlo de tráfego aéreo - por via das más condições climatéricas e da consequente má visibilidade - para realizar o vôo de regresso a baixa altitude. Aqui reside a minha questão. Não havendo necessidade de regressar naquele dia específico à base, e conhecendo as condições climatéricas adversas que conduziram a que tivesse de pedir para voar a baixa altitude - porque razão não decidiu este experiente piloto aguardar até que as condições do tempo melhorassem? Esta parece ser uma questão que nunca será respondida cabalmente. Afinal estamos a falar do carácter subjectivo de avaliação de um piloto bem experiente. Porventura outro piloto, na medida em que não havia urgência no regresso, teria optado por aguardar que as condições climatéricas melhorassem antes de prosseguir com o vôo.
Tempo de resposta
Importará perceber, assim termine a investigação já encomendada pelo MAI (Ministério da Administração Interna), a razão pela qual há 2,00H de hiato de tempo em que não houve resposta a uma emergência. As comunicações com o helicóptero perderam-se por volta das 1830H e o sistema de emergência só é accionado pelas 2015H. Em situações ou eventos em que todos os minutos contam, importa perceber o porquê de (mais uma vez) o sistema de emergência ter falhado.
Localizador de Emergência
Outro ponto que me tem dado que pensar é a questão do "ELT" (Emergency Locator Transmitter) e do qual pouco ou nada se fala. Toda e qualquer aeronave registada no espaço comunitário tem de ter instalado um "ELT". Sem complicações, trata-se de um dispositivo que, para situações de acidente aéreo, transmite numa frequência específica auxiliando na sua localização (e salvamento) dos ocupantes de determinada aeronave. Se há componente ou dispositivo indestrutível, este será um bom exemplo. Imaginem o que é ter de resistir à queda de uma aeronave (meio aquático ou terrestre) e ainda ter de transmitir numa frequência para que as equipas de busca e salvamento o detectem. Curiosamente pouco ou nada se falou neste equipamento. E a "melhor" explicação que ouvi foi que a antena se tinha partido (???). Sem comentários.
Conferências de Imprensa / Protecção Civil
O "centro de crise", usualmente estabelecido neste tipo de infeliz evento, foi criado. Os responsáveis pela busca e salvamento estiveram sempre juntos nas várias conferências de imprensa (também previstas no estabelecimento deste centro de crise) por forma a ir actualizando o ponto de situação. Nota positiva para a forma como o mesmo foi imediatamente criado, desde o "momento zero" e a ponderação nas respostas dadas - quando a comunicação social já falava em mortos, o responsável  da Protecção Civil retorquia referindo que a aeronave ainda não tinha sido encontrada. Como que a serenar os ânimos. Nota negativa para o facto deste mesmo responsável não ter nunca tirado o "bivaque" (boina dos militares) durante todas as conferências de imprensa. Ao longo de décadas tenho visto várias entrevistas televisivas e não me recordo de militares com a boina colocada ou mesmo o chapéu da farda. E alguns dos militares da classe de generais. Um detalhe, bem sei, mas que reparei. 
Detalhe Mórbido
Há situações em que me envergonho de ser português ou, indo mais longe, de ser humano. Tenho dito ao longo dos tempos, que quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais. E aqui temos um pequeníssimo exemplo de onde quero chegar. O acesso ao local do acidente foi complicado durante a noite. Muitos foram os voluntários locais (praticantes de todo-o-terreno) que o tentaram, mas que desistiram face às condições de tempo adversas experimentadas naquela noite. O que não se entende é como é que no dia seguinte, quando os acessos foram tornados possíveis e já havia luz natural, já havia peças da aeronave acidentada à venda no OLX. É verdade. Eu vi um anúncio - que terá sido removido entretanto. Mas confirmo que esteve efectivamente publicado um anúncio da tampa do bocal de abastecimento de combustível da aeronave. Incrível o mórbido da situação e a falta de respeito pelo próximo que fica bem patente neste comportamento de algumas "pessoas".
Papel da Comunicação Social
Tenho já dito que há muitos maus profissionais na comunicação social. Na generalidade das vezes, há detalhes que não são explorados e que podem tornar a notícia mais fidedigna. O que interessa é desde o primeiro momento - sem olhar a meios - garantir o "furo" jornalístico. Temos em Portugal verdadeiros conhecedores do sector aeronáutico/emergência/helicópteros que poderiam ter certamente contribuído com a partilha do seu conhecimento e evitando-se que a notícia fosse fraca.    

domingo, dezembro 09, 2018

Jantares de Natal

No final desta semana já conto com 3 jantares e um almoço de Natal. É verdade. Se por um lado são momentos em que se consegue uma maior sociabilização, por outro lado é "alocar" uma refeição a uma determinada quadra. Ganha a restauração. Esvazia-se o significado do evento clássico de "jantar de Natal".
Na sua essência (ou por definição), o jantar de Natal é em casa de cada um com a sua família. Um ambiente íntimo. Familiar. Sem estranhos. Só família. Perto da árvore de Natal. Com o bacalhau cozido ou com o perú recheado. Isso sim,  faz todo o sentido na minha cabeça. 
O que acontece actualmente é um claro aproveitamento desta data. Com, uma coisa que acho ridícula: a troca de prendas. Quase tão bom como me pedirem para ir cantar no "karaoke" no final da noite. Já tenho pouco tempo para me coçar e ainda tenho de arranjar-algum-tempo-sabe-Deus-onde-para-ir-comprar-uma-prenda-de-5,00€. Patético.
Contudo, com a idade, vamos inevitavelmente "arredondando" a nossa forma de pensar. Neste aspecto tive de o fazer e passar a ir com a carneirada evitando assim dissabores e comentários mais à frente. Os jantares de empresa são importantes. Para mostrar que há um comprometimento pessoal com aquele momento para o qual fomos convidados a participar e em que abdicámos por umas horas do conforto do nosso lar na companhia dos nossos. Os almoços e jantares de família são igualmente importantes. Na medida em que é possível reunir família que usualmente não vemos com frequência. Ainda assim, não gosto do "rótulo" de jantar de Natal ou almoço de Natal. A serem realizados, que sejam com mais regularidade. Concluindo: não me choca absolutamente nada que sejam feitos. Mas por favor, não estraguem a quadra. Arranjem outro nome para estes convívios!

domingo, dezembro 02, 2018

Auto-Estima

Possivelmente um dos temas que mais vezes desenvolvi aqui no blogue. Não por necessidade pessoal, mas porque diariamente lido com pessoas com auto-estima a roçar o valor mínimo dos mínimos ou mesmo, em alguns casos, inexistente.
Entendam mais esta opinião como sendo minha e sem qualquer tipo de fundamento científico. Decorre da minha experiência de vida e do contacto que vou tendo com pessoas que vou conhecendo ou que já conheço e cuja vida é marcada por momentos bons e menos bons.
A auto-estima pode ser desencadeada por vários factores. Mas todos eles partem de um ponto em comum: nós. Do indivíduo. Da pessoa em si.
Uma das maiores contribuições para a auto-estima de alguém é, sem qualquer dúvida, a sociedade. É verdade. A forma como os outros nos vêem e o tipo de comentários que tecem sobre nós. Decerto concordarão comigo que um elogio trabalha a nossa auto-estima de uma forma positiva, contrariamente à ausência de comentário ou de um comentário negativo ou crítica - sendo que aqui reconheço um potencial de severidade latente assim o comentário seja injusto - que trabalhará de forma inversa, ou seja, má. Ainda no casos das críticas, piora tudo quando o fazem de forma injusta.
O problema associado com uma baixa auto-estima é o quão isso interfere ou poderá interferir com outros domínios. Não conheço ninguém que tenha uma auto-estima "beliscada" e que dê tudo no trabalho. Impossível. Quem disser que o consegue, mente. Pessoas com auto-estima bem consolidadas, que estão de bem com a vida em todos os domínios (i.e. afectivo, pessoal, profissional) são pessoas mais felizes. Nota: Não digo que sejam felizes porque o conceito de "felicidade plena" é utópico. Não existe. Daí ter empregue a conjugação de palavras "mais felizes".
Uma das formas para contrariar a "espiral negativa" tão comum em casos de baixa auto-estima é partilhar o que se sente com alguém mais próximo. Ninguém imagina o quão simples fica tudo quando isso é tornado possível ou quando acontece. É partilhar o pêso que trazemos às costas. É ter uma opinião de alguém que nos conhece e que passa a estar envolvido(a) nessa questão. É bom. É positivo. No final do dia poderá ajudar-nos a ver outro ângulo da questão e no final do dia, aliviar-nos de um qualquer sentimento de culpa / redutor e que trabalhe a nossa auto-estima no sentido de fortalecer a mesma.

domingo, novembro 25, 2018

O dia (refeição) livre

Quem já consultou um nutricionista sabe que há um dia da semana em que é possível comer o que quisermos. Sem restrições. A questão é que andei vários anos enganado. Não será um dia, mas uma refeição. Esse foi um dos mitos urbanos que foi "desmontado" na minha primeira consulta com o Sérgio.
Também já aqui partilhei que na altura em que comecei a olhar mais por mim, de há 6-7 anos a esta parte, li bastante sobre a actividade desportiva e a alimentação. Na altura sem o necessário acompanhamento profissional de um nutricionista, mas ainda assim consegui absorver alguns conceitos que se aplicam integralmente.
Retive que esta questão da refeição livre funciona de duas formas na nossa mente. Em primeiro lugar, um prémio pelo facto de, em alguns casos e estoicamente, termos conseguido comer areia e ar durante uma semana. Isto sem cair na tentação de ir a uma pizzaria e devorar 5 pizzas familiares. Em segundo lugar, trata-se de uma refeição semanal em que os nutricionistas entendem ser mais vantajoso que haja a quebra de algumas regras, do que as ir quebrando ao longo da semana. Tipo, estar acordado entre as partes (nutricionista e pessoa) que naquele dia, tipicamente, e numa das refeições do dia há a loucura.
Há contudo uma ressalva que ecoa na minha mente desde que a li, há alguns anos. Não se deve confundir, nestes momentos mais "livres", o "à vontade" com o "à vontadinha". Uma coisa será comer uma ou outra coisa que, durante a semana não comemos. Outra coisa será comer 9 "Vianettas". Mal comparado, será como aquelas pessoas que dizem que só fumam socialmente. Penso várias vezes que essas mesmas pessoas a dada altura devem passar a ter tantos eventos sociais, que do fumar apenas e só ao fim de semana extrapolam para um ou dois dias por semana. No fim de contas, fumam tanto ou mais que um fumador normal.
Como tudo na vida, tudo o que é excessivo é mau. Mantenho bem presente esta máxima. Tento aplicá-la à minha refeição livre. Que tanto penso durante a semana!

domingo, novembro 18, 2018

Foco e Determinação

Foco e determinação são dois aspectos que nos últimos anos têm, inquestionavelmente, norteado a minha vida e forma de estar. O deixar de fumar. O ter seguido o meu caminho depois ter terminado uma relação afectiva longa e com tanta coisa já construída. O desporto que comecei a praticar e a olhar mais para mim tendo actualmente um resultado que não tinha, por exemplo, há 20 anos. E claro, alguns novos desafios que tenho vindo a abraçar. 
Nada do que refiro anteriormente seria possível sem o foco. Sem a perseverança e determinação. Pelo caminho fica, naturalmente a minha (menor) capacidade de tolerância e compreensão para com todas as coisas que de alguma forma fogem daquilo que considero normal e aceitável. Bem sei que todos os anos, daqui por algum tempo (determinações para 2019) me vou repetir. E dizer que tenho de melhorar o feitio. Bla, bla, bla. Sempre a mesma conversa. Mas começo a chegar à conclusão que se calhar não sou eu quem está mal. Tenho é tido azar com as pessoas que conheço e que passam pela minha vida.
Foram essas mesmas pessoas que passaram pela minha vida que não compreenderam de todo a pessoa que sou. Não lhes foi possível valorizar a pessoa que sou ou o Amigo que sei ser. Não conseguiram entender porque estão demasiado centradas em si mesmas, para o seu bem-estar não conseguindo ver para além disso mesmo. Para essas pessoas, não posso deixar de desejar o melhor deste mundo e boa viagem. Não preciso de más energias neste momento da minha vida. Agora, mais do que nunca, preciso de força, incentivo e reconhecimento. Que por acaso até consigo ter para comigo mesmo. Mas os verdadeiros Amigos ajudam. Não colocando obstáculos.

domingo, novembro 11, 2018

O (contente) nutricionista

É verdade. Voltei a ver um sorriso estampado na cara do Sérgio (meu nutricionista) a semana passada.
Esta terá sido a 4ª consulta de um percurso conjunto que começou em Maio passado. Falei nisso na altura neste espaço. Em paralelo com a prática do exercício físico, que nunca abandonei, os resultados estão à vista. Mas só agora, na medida em que no passado mês de Setembro - após período de férias e alguns (muitos) excessos - os resultados não foram bons.
O Sérgio é uma pessoa extremamente profissional e focado nos resultados. Como deverão ser todos os bons profissionais, concordarão comigo. Não só esclarece todas as dúvidas em termos de dieta alimentar, bem como mostra caminhos alternativos. E regista tudo num documento que me entrega no final da consulta com as novas opções. Faz todo o sentido, na medida em que na consulta a seguir (tipicamente intervalada em 2 meses) fará a avaliação da evolução / regressão face ao documentado. Com a dieta prescrita e acordada comigo e não outra.
Se a avaliação de Setembro me frustrou (é verdade, a mim também), a desta semana, volvidos que são 2 meses, não teve esse efeito. Reduzi o pêso em quase 2 Kg, reduzi o perímetro abdominal em quase 2 cm e reduzi também as pregas (cintura, braço e costas). Bons e agradáveis valores. Estamos no bom caminho, portanto. Aproxima-se, bem sei, e para mal dos meus pecados, a época natalícia. Mas nada como continuar a disciplina e o foco. Afinal, até Janeiro tenho de atingir o meu objectivo - perder mais 2 kg. Custe o que custar! 

domingo, novembro 04, 2018

Helloween

Para não variar muito, não sou um grande fã desta festividade. Começando e terminando pelo facto de ser uma festividade (acho que se pode chamar assim) que nem sequer é nossa. Ou por outra, por cá celebra-se o "pão por Deus" em locais onde esta tradição sempre existiu. Com algum esforço e  algumas "mentes-focadas-no-dinheiro-fácil", colou-se a nossa celebração religiosa à palhaçada das máscaras de filmes de terror e à tão conhecida "doçura ou travessura" de algo que se vive predominantemente nos EUA. E no final do dia, vemos crianças mascaradas de chitas e pedir o "pão por Deus"...

domingo, outubro 28, 2018

Estudo

Estudar nunca foi, durante todo o meu tempo de escola, liceu, faculdade(s) e pós-graduação algo que  possa, em consciência, dizer que tenha gostado. Nunca. Contrariamente ao meu irmão que estudava pouco - porventura por estar atento nas aulas - já eu tinha de estudar bem mais. Talvez por isso as notas do mais novo fossem raramente abaixo do "Muito bom" ou "Excelente" e as minhas fossem "Bom" e "Suficiente", dependendo da disciplina em causa. Penso que o facto de eu falar nas aulas, a converseta, se preferirem, não ajudava nada.
Concluído o curso superior veio a pós-graduação. Em regime pós-laboral e na altura optei pelas aulas ao Sábado. O dia todo. Desconfio que pior que isso, só mesmo o que tenho agora, que passa por ter as aulas depois de um dia de trabalho. Todos os dias. Quer num caso, quer no outro, 95% das pessoas que estão nas aulas são, tal como eu, trabalhadores estudantes e que merecem a minha total compreensão e respeito, quanto mais não seja pelo facto de estarem ali, naquele momento, depois de um dia de trabalho e em busca de um objectivo comum.
Voltar a estudar neste altura da minha vida, é diferente. Outra idade. Outra maturidade. É pedir para falarem mais baixo ou mandar calar nas aulas. É colocar as coisas em perspectiva, ou seja, definir prioridades. E sim, sem dúvida, abdicar de algumas coisas, em particular, todo o tempo livre passa a ser utilizado para estudar e para me actualizar. E será assim durante os próximos tempos. Sem sombra de dúvida. E já o começou a ser. Já são alguns fins de semana (ainda poucos) em que me dedico ao estudo e tenho reservado um pouco do final do dia de Sábado para ir espairecer.
Com o tempo vou melhorar, certamente alguns processos que já são meus conhecidos. A concentração elevada leva a que haja um alheamento do mundo à minha volta. Como tal, uma pressão auto-induzida superior e consequentemente mau humor. Respostas bruscas. Intolerância. Pouco poder de encaixe e paciência. E sofre quem comigo se relacionada. Invariavelmente e inevitavelmente. Mas estou genuinamente interessado em melhorar isso. Só tenho a ganhar e todos, por inerência.

domingo, outubro 21, 2018

Semana preenchida

Com o abraçar deste meu novo desafio penso recorrentemente que o dia devia ter mais de 24H. É verdade. Entre treinos, trabalho, aulas e as aulas em regime pós-laboral, sobra o tempo para ir jantar fora ao Sábado, ir a um cinema (sessão das 2130H) e pouco mais. É a minha realidade e será durante os tempos mais próximos.
Em boa verdade, gosto de semanas assim. Preenchidas. Ocupadas. Em que o tempo passa depressa. Pelo caminho fica naturalmente uma vida mais boémia, de há uns anos a esta parte em que me esticava mais ao fim de semana. Pouco mais, é certo, mas o suficiente para chegar a casa até às 3 badaladas do relógio do cuco. Lamentavelmente (ou não), não consigo mais fazer isso. Aliás, quem me acompanha neste meu espaço de opinião, já terá entendido que noitadas e discotecas não fazem parte da minha vida há algum tempo. Contar-se-ão pelos dedos de uma (meia) mão as vezes que saí até tarde nos últimos tempos (anos).
Para quem trabalha, estudar à noite é complexo. Uma das coisas que obriga, sem dúvida, é que haja método e disciplina. De nada vale ir para as aulas dormir. Os professores compreendem, mas não deixam de dar a matéria por isso. Importa portanto, a montante, prevenir isso. Como? Deitando cedo e dormindo bem na noite anterior. Só assim se poderá aguentar os dias longos. Assim, obrigo-me a deitar pouco depois das 2200H todos os dias. Ao fim de semana, como referi acima, dá para ir para a cama um pouco mais tarde. Mas nada de muitoooo mais tarde. A minha capacidade de recuperação de uma noitada não é a mesma que alguém com 19-20 anos. A idade começa a pesar, pois claro. Outra questão que decorre do estudo à noite é a necessidade de termos de colocar em perspectiva as nossas prioridades pessoais. Claro que todas as pessoas gostam de ir passear ao fim-de-semana e fazer 1001 programas com os amigos após uma semana de trabalho. Ir almoçar fora. Passar a tarde invernosa a ver filmes ou uma qualquer série. Mas a minha realidade actual não passa tanto por aí. Comecei a aproveitar o tempo livre ao fim de semana para actualizar o estudo. Para procurar informação. Para ler apontamentos dos professores e consequentemente actualizar os meus cadernos. Só assim me sinto confiante e com o dever da missão cumprida que estou certo que trará bons resultados mais à frente. Como costumo dizer (parafraseando algo que não é da minha autoria) - "O único sítio onde sucesso vem antes de trabalho é no dicionário". Faço disto um (dos vários) lemas de vida.

segunda-feira, outubro 15, 2018

Esperar pela vez

Se há coisa que me irrita, é precisamente a falta de respeito que há nas filas do supermercado (ou noutras filas). Passo a explicar.
Penso que ninguém discordará de mim se referir que as senhas das filas de espera existem para que a própria da espera se faça ordeiramente. E que as pessoas esperem pela vez. Parece-me óbvio.
Acontece que por vezes, quando a fila é grande, tira-se a senha e vai-se adiantando outras compras. Acho lógico. O que não me parece aceitável é que quem está à espera da sua vez tenha de esperar um pouco mais porque entretanto apareceu a senha que já foi chamada - e que entretanto deixou passar a vez por estar noutra secção. E outra senha. E mais uma. Aconteceu-me isto há pouco tempo. E foi quando tive de mergulhar no telefone, à procura de e-mails novos que não existiam para não me saltar a tampa.
É tudo uma questão de respeito por quem está na mesma fila. Se toda a gente tirar a senha e for à sua vida e quiser ser atendido(a) quando vier - e já tiver passado a vez - de nada serve a senha. Apenas a minha opinião.

domingo, outubro 07, 2018

Casamento em Elvas

Sábado passado foi dia de casamento de uma das minhas primas. Por sinal, uma das mais novas.
Não obstante ter sido uma cerimónia engraçada, começou "só" 2H15m mais tarde do que era suposto.  O que, como devem imaginar, fez-me ficar logo bem disposto. Acontece que as coisas não correram de feição. Nada mesmo.
Em primeiro lugar pelo local do casamento. Elvas. Sendo que há família espalhada por todo o País, em particular Lisboa, naturalmente que houve muita gente que preferiu ficar por casa a ter de ir ao interior de Portugal, e ainda ter de suportar despesas de deslocação, combustível, alojamento e alimentação. Para famílias com crianças seria um fim de semana caro. Logo, algumas dezenas de pessoas - só do nosso lado, da noiva - não foram.
Em segundo lugar, o calor que se fez sentir e o atraso da noiva. Meia hora de atraso é o aceitável, tolerável, se quiserem. Uma hora é abusivo. Duas horas é inqualificável. No dia anterior ao casamento tinha feito o reconhecimento do local. Fi-lo para para ver onde era a capela e para ver como seria quanto ao estacionamento. A razão prende-se com o facto de não ter ficado alojado em Elvas, mas sim em Campo Maior. Ou seja, a cerca de 17 quilómetros do local do casamento. E claro que não me apetecia chegar ao casamento, no próprio do dia do evento, e ter de procurar lugar para estacionar, engravatado, debaixo de perto de 40º C! Pelo meio, perguntei o caminho para a capela a um tipo que estava a lavar o telhado que me mandou seguir por uma rua. Hoje realizo que talvez me tenha enganado na rua que ele me disse. Porque por onde me meti...dificilmente passava um mini pequeno (dos antigos). E ainda estou para perceber como passou o meu carro. Tenho de ver se as dimensões não ficaram....reduzidas!!
Em terceiro lugar, a cerimónia. Aqui sim, vários apontamentos. A cerimónia em si foi...desinteressante. De 0 a 10, eu não consigo avaliar mais do que um 3. E fraco. As palavras do Padre foram pouco interessantes. Piadas secas. A Igreja tinha pouca ventilação. O coro...médio. Mas engraçado. Talvez o melhor de tudo na cerimónia.
Na medida em que a minha prima chegou com todo aquele atraso, todos os restantes eventos foram empurrados para a frente. E claro que apanhou a missa das 1700H (no convite era feita menção ao início da celebração às 1530H). A confusão.
No copo de água, mais tarde, e onde chegámos quase de noite (anoitece bem mais tarde nesta altura do ano), a organização falhou em vários pontos. Para começar, a escolha dos noivos recaiu numa herdade que vai ser vendida em breve - presumo, pelo que percebi, que a mesma fosse de uma amiga da minha prima. E daí o interesse em fazer o copo de água por lá. A distância entre o local onde ficaram os carros estacionados e a herdade era quase 1 ha. Ou seja, a distância de um campo de futebol à séria. Não que me incomode em especial, mas é importante reter que os convidados, como referi antes, não era só jovens. Se para mim que gosto de andar a pé - e não me incomoda - não faz confusão, há outras pessoas a quem terá feito.
Os acessos de uma herdade no Alentejo interior não foram idealizados a pensar em pessoas com mobilidade reduzida. Consigo aceitar isso. Já não consigo aceitar que tal facto não tenha sido perfeitamente integrado pelos noivos. Ou então não convidavam pessoas com dificuldades na locomoção. Rampas entre pisos em mármore com declive bem acentuado, escadas bem íngremes ou sectores sem luz são alguns bons exemplos. Já não falando no facto de ter se me aliviar (urinar) quase de porta escancarada - não fechava.
Entendo com facilidade que a generalidade das pessoas tenha um perfil de diversão diferente do meu. Tenho um semblante mais carregado e pouco sorrio ou rio. Também sei disso. Mas não aprecio casamentos em que os padrinhos (neste caso eram 7, os do noivo) passem o tempo todo a beber e aos urros. Cansa. E muito. É irritante. É desnecessário. Há ali pessoas que vão ao casamento para se divertir e conseguir falar com outras pessoas que não vêem há muito tempo. Sem que necessariamente tenham de compreender ou aceitar este tipo de comportamento de quem mora numa caverna e é convidado para um casamento de vez em quando. O tempo médio para se conseguir uma bebida, se estivéssemos à espera paciente e ordeiramente da nossa vez, não era inferior a 1H. É verdade. Num casamento dos mais pequenos em que já estive, mas talvez aquele onde as pessoas tinham mais receio que todo o álcool do mundo desaparecesse naquela noite.
O resto é o habitual. Uma parte da sala onde teve lugar o jantar dedicada aqueles que queriam dar um pezinho de dança. Dancei um pouco e passado meia hora estava a caminho de casa. Nunca ansiei tanto por uma 2F para poder esquecer tudo isto. Valha-me ter atestado o depósito do carro em Badajoz e ter poupado 0,31 cents / L!

domingo, setembro 30, 2018

Paco e o banho

O Paco é um Labrador e como tal, adora água. Primeiro estranha, mas depois adora. E claro, começa a festa. Para ele e para mim, na medida em que eu também acabo por tomar banho. Independentemente das condições climatéricas que se façam sentir. Faça chuva ou sol. Com ou sem brisa, adora a água.
Penso que será algo que está nos genes dele. A raça é caracterizada por uma paixão grande pelo meio aquático e claro que o Paco não foge à regra. Parece, repito, parece que estranha quando o chamo com a mangueira ligada em modo de pulverização. Mas depois acaba por adorar e os saltos no ar que dá não enganam ninguém.
Há duas semanas atrás, aproveitando um dia bem quente, dei-lhe um bom banho. Daqueles em que reduz o tamanho do corpo dele para metade porque o pelo está encharcado. Fica tipo tira-linhas. Mas acaba por ser normal, porque fica com o pelo cheio de água (e consideravelmente mais pesado).
O resultado final é o mesmo de sempre: pelo muito lustroso e cheiroso. E macio. E claro, o Paco imensamente charmoso e contente. Penso que a confiança e ego dele também aumentam até uma dimensão estratosférica. Afinal fica muito mais bonito e sabendo disso, aumenta o seu "sex appeal"!

domingo, setembro 23, 2018

Panquecas Fit e Xarope de Ácer

Ainda não experimentei fazer, mas está na calha. Esta semana descobri que é possível preparar panquecas com farinha de aveia instantânea e comer sem que façam tanto mal. Mas vamos por partes.
A aveia instantânea nem sequer sabia que existia. Cresci  a conhecer a aveia a ser preparada pelo meu pai, com água. Ao lume. E era algo que eu e o meu irmão torcíamos o nariz. Naturalmente. Mas na maneira tradicional, a aveia era em flocos - eventualmente a forma como todos a conhecerão.
Pois bem, na última consulta com o Sérgio (nutricionista) partilhei com ele que a aveia demora algum tempo a ser preparada. Mínimo uns 5 a 7 minutos, na medida em que tem de ser cozida ao lume. Depois sentar e comer. E não se poder comer tudo de seguida, correndo o perigo de queimar a língua, garganta e por aí adiante. E foi então que o Sérgio me falou desta variante da aveia, que pode ser misturada com a proteína que faço (suplementação), suprimindo assim alguns minutos da preparação. Acreditem, nos dias de treino - em que tipicamente como aveia como fonte proteica e de hidratos de carbono - faz toda a diferença. Mesmo.
E foi ao encomendar a aveia instantânea nos meus fornecedores habituais de suplementos que percebi que há receitas (centenas) com este alimento. Claro que fiquei particularmente interessado nas panquecas porque é "só" das coisas que mais gosto. Desde sempre. Mas sempre as preparei da forma habitual (i.e. ovos, farinha, frigideira anti-aderente, etc.).
A outra parte boa é que com alguma procura - que já devia ter feito há muito, muito tempo - descobri um xarope que se utiliza muito nos EUA. O xarope que usam em (quase) tudo - chamam de syrup - não é mais do que xarope de Ácer. Já comprei e tenho cá em casa para "casar" com a pilha de panquecas que vou fazer. Curiosamente, estive a fazer uma comparação com um frasco de mel que habitualmente consumo: por 100g, o xarope de Ácer é menos calórico e tem menos açucar. Bom saber.
Esta semana que agora entra devo terminar o pacote de aveia integral (flocos) que tenho ainda. Depois, passarei a experimentar a outra aveia, a instantânea. Comprei aveia instantânea de vários sabores pelo que tenho provisão desta aveia até ao final do Verão de 2019...Agora tenho de preparar tudo - para comer de manhã - e experimentar algumas receitas.

domingo, setembro 16, 2018

Assobiar para o lado

Tenho para mim que há muito boa gente que assobia maravilhosamente. De forma melodiosa como uma canário. Mas não é disso que falo no texto de hoje. Falo sim de assobiar para o lado ou fingir-se de morto.
Ambas as expressões acima reflectem a mesma situação: alguém que consegue passar pelas pingas da chuva.Ou, se preferirem, alguém com quem ninguém fala porque é "escorregadio" como uma enguia molhada. Alguém que não quer ter responsabilidades. Que se pauta pelo cinismo e que por alguma razão, que só ao/à mesmo(a) diz respeito, não têm coluna vertebral para assumir as responsabilidades. Feliz ou infelizmente conheço algumas pessoas assim. E faz-me imensa confusão, em especial porque colide de frente com a minha forma de ser e de estar.
Não é a primeira vez que abordo este tema neste blogue. Mas acontece-me diariamente ter contacto com pessoas assim. Que quando chega a hora de falar duro ou de pôr  o dedo na ferida, calam-se. Olham para os botões ou deitam-se no chão à espera que a guerra acabe ou a tempestade passe. Anedótico. No mínimo.

domingo, setembro 09, 2018

Festa do Avante

Este ano fui lá me decidi e fui à festa do Avante. Depois de muitos anos a prometer a mim mesmo que ía...decidi este ano ir para poder opinar sobre a festa com propriedade.
Este evento, integralmente organizado  pelo Partido Comunista Português (PCP) tem lugar numa quinta da Atalaia, quinta detida pelo PCP e situada na Margem Sul, perto de Corroios. Soube entretanto que a quinta tem cerca de 25ha, ou seja, 25 campos de futebol, grosseiramente falando. O que uma extensão imensa, como se imagina.
Cheguei à quinta seriam umas 1900H. A razão para tal hora foi o não ter encontrado estacionamento perto e ter de andar à procura de lugar. Já fui ao final da tarde do 2º de 3 dias de evento. Penso para mim que será o dia mais "forte" na medida em que é ao Sábado (6F há muita gente que não vai por estar cansada da semana e Domingo será um dia logicamente mais fraco por via de 2F ser dia de trabalho).
A extensão da quinta justifica clara e inequivocamente a afluência à mesma. Se à hora que cheguei já era possível ver muita gente...à hora a que me vim embora (deviam ser umas 2300H) era quase impossível circular em determinadas zonas. Para isso terá contribuído um alinhamento forte de grupos musicais - sendo os mundialmente conhecidos "Xutos e Pontapés" a actuar em último lugar, por volta das 2400H. Ou seja, infelizmente, tarde para mim.
Em consciência não posso dizer que tenha desgostado do evento. É importante que quem fala das coisas saiba do que fala. Aparte de um ou outro apontamento específico (e.g. muita gente a envergar o estilo do Che Guevara com cara de quem nem sabe quem é ou o que fez, bibliografia alusiva ao comunismo, o trato por camarada/tu, etc), se me tivessem deixado ali de olhos fechados poderia dizer que estava numa festa organizada por outro quadrante político. Percebe-se que há uma organização fortíssima que "levanta" o evento e  que todos os camaradas que lá trabalham fazem-no gratuitamente. Aspecto positivo e que revela um espírito de sacrifício em prol da continuidade de realização deste tipo de eventos e consequentemente, em algum momento, a merecida "engorda" dos cofres do PCP
Um aspecto que achei muito bem pensado foi o facto da quinta em si estar dividida por regiões: Castelo Branco, Guarda, Lisboa, etc.. Basicamente, serão locais onde o PCP estará devidamente representado, sendo que nesses locais, foi idealizada a existência de barracas com gastronomia regional típica e ainda espaço físico para debates. Gostei da conjugação.
Não tenho muito mais para dizer. Milhares de pessoas estiveram na festa do Avante no Sábado, quando eu estive. A hora do jantar - crítica quer no Avante quer na festa do Pontal - é naturalmente marcada por filas mais demoradas. Invariavelmente. Donde, há compreensão para este aspecto particular. Por outro lado, o estacionamento reduzido também se consegue explicar pela afluência de milhares de pessoas naquele dia bem como pelo facto de já ter chegado tarde ao local. Acaso tivesse chegado mais cedo, talvez tivesse tido mais sorte e encontrado logo lugar. Não o saberei.
Não tenho a certeza de querer voltar à festa do Avante. Os bilhetes não são baratos (i.e. 25,00€ a Entrada Permanente (EP)) ou seja, uma entrada que é válida para os 3 dias da festa. Contudo, para mim, não só é longe como vou garantidamente voltar a ter de estar no mesmo espaço com milhares de pessoas, algo que não adoro. Como se de um concerto de música qualquer se tratasse. Ou festival. O que quiserem. Já dei para esse peditório, muita vez, no passado. Para o Avante ainda não tinha dado. Até este ano!

domingo, setembro 02, 2018

Feira da Ladra

Fui ontem à feira da ladra. Depois de....talvez uns 30 anos. 
Não tinha nada em mente para comprar. Tipo...alguma coisa que quisesse mesmooooo comprar. Queria perceber como está esta feira e se se confirmavam ainda algumas memórias trago da minha juventude.
Começo por referir que não fui muitas vezes à feira da ladra. Talvez tenha ido umas 4 ou 5 vezes em toda a minha vida. Na altura, comecei por ir com amigos que lá íam para despachar (rápido) qualquer coisa que tinham em casa e já não fazia falta. Durante a viagem de autocarro, o preço de venda era definido. Ou seja, de forma (muito) despreocupada e sem tomar muito tempo.
Numa dessas viagens levei umas 4 ou 5 revistas de Hi-Fi (aparelhagens). Foi uma altura em que, influenciado por um dos meus primos mais velhos, comprava esse tipo de revistas. Não as lia integralmente. Lia um ou outro artigo e ía amontoando-as por casa. Para não ir de mãos a abanar, levei uma série de revistas dessa vez.
Naquela altura, tal como agora, havia/há lugares marcados/autorizados/licenciados para os comerciantes habituais. Outras pessoas, que vão à feira da ladra pontualmente, e que queiram vender algo, terão de ir bem cedo para conseguir um local onde possam ser vistas (e ter a sorte de vender o que levam). Ou então ficam atrás de um carro qualquer. A feira começa a encher-se de pessoas (visitantes e comerciantes e com o sol ainda por nascer).
O que é certo é que quando lá chegámos, percebi rapidamente que já íamos tarde. Tenho de memória que teremos ficado numa zona menos visível. Lá está, chegámos tarde. Não demorou muito tempo até que aparecesse alguém interessado nas minhas revistas. Não em todas. Mas especificamente numa. Lembro-me que pedi o preço que tinha pago por ela e o tipo nem regateou. Ficou com a mesma. Achei lindo. Mas não voltei lá mais, até ontem.
Penso que a feira da ladra consta do roteiro de locais de visita obrigatória em Lisboa. Pela sua peculiaridade. Pelas velharias e pelos bons negócios que ali podem ser realizados. Diz-se (não tenho como confirmar) que também era o local onde alguns amigos do alheio despachavam os artigos "subtraídos" a alguém nessa madrugada ou uns dias antes (dado que esta feira só se realiza às 3F e Sábados).
Encontrei uma feira pouco diferente do que conhecia. Quase a mesma coisa. Duas lojas que havia de artigos militares, infelizmente, estavam encerradas. Talvez por não abrirem ao Sábado. Também não vi a senhora que por lá andava há muitos anos, a vender carcaças com croquetes lá dentro. Se calhar já não está connosco. Ou se está não pode fazer isto por hoje em dia existir a ASAE...Foi bom revisitar a feira.

domingo, agosto 26, 2018

Novo Desafio

Bem sei que vou ser crucificado, mas não irei partilhar o meu novo desafio. Porquê? Porque dá azar.
Das últimas vezes que aqui partilhei algo, não se concretizou. É a minha verdade. Há pessoas que preferem partilhar. Eu também o fazia. Mas diz-me o bom senso e maturidade que doravante tenho de mudar um pouco esta postura. Inveja e (possivelmente) mau olhado. Começo a acreditar nisso.
Em todo o caso, posso partilhar, sem grande compromisso, que é uma decisão muito recente. E que poderá, a médio prazo, mudar a minha vida. Para já, prefiro não me adiantar muito mais. Irei dando notícias.

domingo, agosto 19, 2018

Maratona de Viagens

Esta semana que agora termina foi marcada pela realização de não uma, não duas, mas quatro auditorias. Auditorias em vôo, ou seja, mais não foram que a avaliação dos procedimentos dos pilotos e dos tripulantes de cabina em operação. Correu tudo optimamente.
Naturalmente que não seria uma viagem minha se não fosse marcada por algumas peculiaridades. Em 4 dias devo ter dormido, no máximo, 14H. Quando se planeia uma viagem olhando para a minimização dos custos e a optimização do tempo de auditoria, é normal que assim seja. Passei pela Holanda, França e EUA. Não irei tomar o v/tempo com detalhes técnicos de auditorias específicas. Nem tampouco poderei partilhar, infelizmente para mim, detalhes das cidades onde estive, tão somente porque não tive (literalmente) tempo para as visitar. A não ser nos EUA onde estive no "ground zero" onde teve lugar o 11 de Setembro de 2001

O pouco tempo sobrante que tinha servia para tomar um duche, encostar um pouco, fazer o "check-out" do hotel e partir para o próximo destino.
A primeira situação, que aconteceu, foi à saída da Holanda e tendo como destino França. Esteve relacionado com o transporte de dois volumes numa companhia aérea "low cost" - devidamente informado no "site" da companhia. Na medida em que era impraticável levar todo o meu material num só "trolley" optei por levar também uma mochila. Fi-lo consciente, quando fiz as malas em Lisboa. Já calculava que pudesse haver confusão. Claro que na altura do embarque para o avião desta companhia aérea, fui barrado. Uma das funcionárias informou que um dos meus volumes teria de ir para o porão. O meu colega (com quem fiz este conjunto de auditorias) já tinha passado estas dupla de funcionárias com apenas e só um "trolley" - sendo que era o dobro da dimensão do meu...E do outro lado da barreira insistia que eu passasse e não fizesse caso do que me tinham dito. Impossível. Não dava. E foi quando ele me disse para colocar o cartão de "crew" (tripulante) que tenho não sendo, porque facilita quando temos auditorias como estas que nos propúnhamos fazer. E de repente, quando a 2ª funcionária olha para mim e percebe que sou "tripulante, mandou-me avançar. Épico, portanto. 
A segunda situação sucedeu já na entrada nos EUA. Qualquer pessoa, que pretenda visitar aquele país tem de ter na sua posse o "ESTA", que não é mais que um visto de entrada de passageiro. Na medida em que estive em Outubro passado em solo norte-americano, tive na altura de solicitar a emissão deste visto/autorização. Nota: O "ESTA" é algo que, em caso de haver necessidade, não demora a ninguém mais do que...5 minutos a ter em sua posse. Na medida em que o meu "ESTA" está válido até Maio do próximo ano não me preocupei mais com o tema. A não ser quando viajei de França para a terra da estátua da liberdade. 
Neste tipo de auditorias, para acelerar os processos de segurança aeroportuária, entramos com a tripulação, ou seja, vamos fardados como se tripulantes fossemos (daí o tal cartão de tripulante que refiro acima). Será complexo, imagino eu, para quem está a realizar a tarefa de segurança aeroportuária entender alguém que está a entrar com uma tripulação esteja vestido à "civil". Neste caso em particular, todos os tripulantes tinham um visto especial para entrada nos EUA por razões operacionais. E claro que eu não tinha. Resumidamente, tive de preencher um formulário específico, à chegada aquele país (imigração), destinado a passageiros, estando eu fardado. Mais à frente entregar este formulário preenchido a outro segurança do aeroporto que ficou visivelmente baralhado. Ainda tentou dizer algo, mas desapareci no meio dos tripulantes evitando assim uma explicação de 3/4 de hora.
E eis que somos chegados ao hotel em Nova Iorque. Foi algo que nunca me preocupou porque preparei toda a viagem com muito tempo de antecedência, para mim e para o meu colega e tinha comigo todas as confirmações que necessitava. Os dois únicos temas que eu sabia, desde o início, que podiam dar um pouco mais de trabalho, estavam ultrapassados (i.e. bagagem extra e imigração nos EUA), mas aparentemente havia um novo: embora os quartos estivessem reservados, faltava pagar os mesmos. E aquela hora (2230H locais e 0530H em Portugal) pouco podia fazer senão usar o meu cartão de crédito. Optei por não pagar e esclarecer tudo na manhã do dia seguinte com a Directora Comercial do hotel com quem tinha trocado várias mensagens 1 mês e meio antes. Nota: mais tarde acabou por se resolver tudo. Houve um erro da tal Directora que não divulgou a informação recepcionada.
Fui para o quarto descansar. O meu quarto estava situado no 42º andar. É verdade. Bem alto. Carreguei primeiro, não sei bem porquê, para o botão do 4º andar. Mas claro que não era. Era mesmo lá mais para cima. E enquanto tentava decifrar como funcionava o elevador, o mesmo foi puxado primeiro para um 54º andar e depois novamente chamado para o 27º andar. Foi neste andar que entrou uma colega minha (hospedeira) - que já teria feito o "check-in" e já estaria no seu quarto. Transtornada porque tinha percebido que deixado o "trolley" dela na entrada do hotel, por altura do "check in". Curiosamente, como fui o último a subir, tinha reparado em dois "trolleys" e disse-lhe isso mesmo, que estariam dois "trolleys". Um deles, o dela, tinha uma etiqueta vermelha. Ficou visivelmente mais aliviada. E ainda lhe disse que estava ao lado de outro "trolley" que alguém se teria esquecido. Lá cheguei ao quarto, despi-me, tomei um duche e quis pôr o telefone à carga. E eis que verifico que não tinha o "trolley" comigo. Só a mochila. E percebi de quem era o 2º "trolley" que estava na recepção do hotel. Lá vesti a camisa da farda, as calças e os mocassins sem meias. E fui lá abaixo buscar o que lá deixei.
O último dia foi marcado pelo facto de termos conseguido "upgrade" de económica para executiva. Faz toda a diferença em viagens grandes. E porque merecia depois de tanta adrenalina!

domingo, agosto 12, 2018

Incêndio de Monchique

Relativamente ao incêndio de Monchique. Alguém me consegue explicar a razão pela qual o António Costa ainda consegue sorrir quando o fogo esteve activo durante 7d? Ou afirmar que se nada tivesse sido feito as coisas estavam piores (remetendo-se ao flagelo de Pedrogão Grande). Mas ainda tenho mais questões: a) Onde está a fiscalização da aplicação do Decreto-Lei de finais do ano passado e em particular da limpeza dos terrenos contíguos às vias de circulação (deviam ser limpas numa distância mínima de 10 mts.); b) Se não for pedir muito, onde está a organização e mobilização dos meios aéreos de combate a incêndio? Tanta coisa com ajuste directos e vejo poucos aviões lá para baixo; c) Qual é a razão pela qual os C-130 da Força Aérea - em fim de carreira - não foram atempadamente modificados para colaborar nestas situações? d) Afinal, onde está o dinheiro angariado para as vítimas de Pedrogão Grande? Esse mesmo que foi angariado e agora ninguém sabe dele. Apenas e só concluo uma coisa: com tanta informação que há (combate a incêndio já realizado noutros países com sucesso, por ex, com recurso a bombas lançadas cirurgicamente por aviões caça) só pode haver interesses muito bem instalados. E que estão para durar. Afinal, a madeira queimada também vale dinheiro. E deve dar para complementar alguns vencimentos de Governantes.

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...