Sábado passado foi dia de casamento de uma das minhas primas. Por sinal, uma das mais novas.
Não obstante ter sido uma cerimónia engraçada, começou "só" 2H15m mais tarde do que era suposto. O que, como devem imaginar, fez-me ficar logo bem disposto. Acontece que as coisas não correram de feição. Nada mesmo.
Em primeiro lugar pelo local do casamento. Elvas. Sendo que há família espalhada por todo o País, em particular Lisboa, naturalmente que houve muita gente que preferiu ficar por casa a ter de ir ao interior de Portugal, e ainda ter de suportar despesas de deslocação, combustível, alojamento e alimentação. Para famílias com crianças seria um fim de semana caro. Logo, algumas dezenas de pessoas - só do nosso lado, da noiva - não foram.
Em segundo lugar, o calor que se fez sentir e o atraso da noiva. Meia hora de atraso é o aceitável, tolerável, se quiserem. Uma hora é abusivo. Duas horas é inqualificável. No dia anterior ao casamento tinha feito o reconhecimento do local. Fi-lo para para ver onde era a capela e para ver como seria quanto ao estacionamento. A razão prende-se com o facto de não ter ficado alojado em Elvas, mas sim em Campo Maior. Ou seja, a cerca de 17 quilómetros do local do casamento. E claro que não me apetecia chegar ao casamento, no próprio do dia do evento, e ter de procurar lugar para estacionar, engravatado, debaixo de perto de 40º C! Pelo meio, perguntei o caminho para a capela a um tipo que estava a lavar o telhado que me mandou seguir por uma rua. Hoje realizo que talvez me tenha enganado na rua que ele me disse. Porque por onde me meti...dificilmente passava um mini pequeno (dos antigos). E ainda estou para perceber como passou o meu carro. Tenho de ver se as dimensões não ficaram....reduzidas!!
Em terceiro lugar, a cerimónia. Aqui sim, vários apontamentos. A cerimónia em si foi...desinteressante. De 0 a 10, eu não consigo avaliar mais do que um 3. E fraco. As palavras do Padre foram pouco interessantes. Piadas secas. A Igreja tinha pouca ventilação. O coro...médio. Mas engraçado. Talvez o melhor de tudo na cerimónia.
Na medida em que a minha prima chegou com todo aquele atraso, todos os restantes eventos foram empurrados para a frente. E claro que apanhou a missa das 1700H (no convite era feita menção ao início da celebração às 1530H). A confusão.
No copo de água, mais tarde, e onde chegámos quase de noite (anoitece bem mais tarde nesta altura do ano), a organização falhou em vários pontos. Para começar, a escolha dos noivos recaiu numa herdade que vai ser vendida em breve - presumo, pelo que percebi, que a mesma fosse de uma amiga da minha prima. E daí o interesse em fazer o copo de água por lá. A distância entre o local onde ficaram os carros estacionados e a herdade era quase 1 ha. Ou seja, a distância de um campo de futebol à séria. Não que me incomode em especial, mas é importante reter que os convidados, como referi antes, não era só jovens. Se para mim que gosto de andar a pé - e não me incomoda - não faz confusão, há outras pessoas a quem terá feito.
Os acessos de uma herdade no Alentejo interior não foram idealizados a pensar em pessoas com mobilidade reduzida. Consigo aceitar isso. Já não consigo aceitar que tal facto não tenha sido perfeitamente integrado pelos noivos. Ou então não convidavam pessoas com dificuldades na locomoção. Rampas entre pisos em mármore com declive bem acentuado, escadas bem íngremes ou sectores sem luz são alguns bons exemplos. Já não falando no facto de ter se me aliviar (urinar) quase de porta escancarada - não fechava.
Entendo com facilidade que a generalidade das pessoas tenha um perfil de diversão diferente do meu. Tenho um semblante mais carregado e pouco sorrio ou rio. Também sei disso. Mas não aprecio casamentos em que os padrinhos (neste caso eram 7, os do noivo) passem o tempo todo a beber e aos urros. Cansa. E muito. É irritante. É desnecessário. Há ali pessoas que vão ao casamento para se divertir e conseguir falar com outras pessoas que não vêem há muito tempo. Sem que necessariamente tenham de compreender ou aceitar este tipo de comportamento de quem mora numa caverna e é convidado para um casamento de vez em quando. O tempo médio para se conseguir uma bebida, se estivéssemos à espera paciente e ordeiramente da nossa vez, não era inferior a 1H. É verdade. Num casamento dos mais pequenos em que já estive, mas talvez aquele onde as pessoas tinham mais receio que todo o álcool do mundo desaparecesse naquela noite.
O resto é o habitual. Uma parte da sala onde teve lugar o jantar dedicada aqueles que queriam dar um pezinho de dança. Dancei um pouco e passado meia hora estava a caminho de casa. Nunca ansiei tanto por uma 2F para poder esquecer tudo isto. Valha-me ter atestado o depósito do carro em Badajoz e ter poupado 0,31 cents / L!