domingo, março 03, 2019

Os carros

Já aqui referi anteriormente que, se há coisa que gosto/adoro, são automóveis.
Em grande parte, foi algo que foi uma paixão desde sempre alimentada pelos meus pais. Não por falta de tentativa minha e do meu irmão, para que tivéssemos uma mota, quando todos os amigos e primos tinham. Mas porque foi acordado na altura que motas não entrariam lá em casa, mas que quando tivéssemos a carta de condução, haveria um carro para cada um. E assim foi.
Depois desse(s) primeiro(s) carro(s) vieram vários. Muitos deles novos. Hoje olho para trás e vejo bem o dinheiro gasto em carros. Não posso dizer que me arrependo, mas posso dizer que tive muita sorte em ter pais que me foram dando carros novos. Quase sempre os que queríamos. A mim e ao meu irmão.
Com o passar dos anos, comecei a realizar que não faz sentido comprar carros novos. O "impacto" da maior despesa é sempre para quem compra o carro novo. Quem vem a seguir - e compra o mesmo carro, mas já usado - negoceia enormemente o valor pelo qual o mesmo está a ser vendido. A menos que o valor de venda seja fixo e inegociável - o que nem sempre acontece.
Esta semana vendi mais um dos meus carros. Falo em plural porque vendi um carro mas fiquei com outro, um carro comercial, que tenho usado para andar com o Paco e algumas voltas na cidade. Vendi bem o carro, porque não perdi dinheiro e ainda usufruí do mesmo durante quase dois anos. Este carro com que ando é um carro pequeno, super económico e branco. Exactamente. Branco frigorífico para nem me preocupar com riscos na pintura.
Confesso que há efectivamente uma possibilidade residual de comprar um outro carro. Para andar de vez em quando. Dar umas voltas maiores. Mas penso que vou esperar uns tempos. Não comprar nada por impulso. Para já, ir vendo em que param as modas no mercado de usados. Há uma grande indefinição, que também decorre das declarações do Ministro do Ambiente relativamente aos carros a gasóleo. Até lá, vou analisando e sonhando. Para já com um comercial. Branco. Quem diria. 

domingo, fevereiro 24, 2019

Venezuela

Por motivos profissionais estive há dois anos na Venezuela. Há um texto sobre isso mesmo algures nessa altura. 
É por isso natural que acompanhe com alguma curiosidade o desenvolvimento dos acontecimentos naquela parte do globo. Porque de alguma forma estive naquele País e porque falei e convivi com pessoas que lá vivem e percebi que o que têm para viver (vencimento mensal) é cerca de 1/3 do que pagamos por cá num jantar fora. É isso mesmo. Pensem, para já, nesta realidade de pessoas que têm, por exemplo, 2 filhos. E percebam a angústia.
Tenho muita pena de perceber que as coisas se vão adensar e complicar por ali. São várias as potências mundiais interessadas na Venezuela, que, como se sabe, tem uma das maiores reservas petrolíferas a nível planetário. Acredito que um qualquer Presidente de uma dessas nações interessadas nessas reservas não tenha, objetivamente, qualquer interesse no bem-estar dos venezuelanos. Mas terá sim, uma genuína vontade em mostrar uma posição de força para resolver este impasse. Quase como....promover uma campanha eleitoral em terreno alheio e conquistar o respeito de um povo muitíssimo carenciado e ávido de bens essenciais / de 1ª necessidade.
Não sou vidente e como tal não posso dizer com toda a certeza o que irá acontecer. A sensação que tenho, se quiserem, é que algo vai acontecer. Muito em breve. E não será necessariamente bom. Esperemos que não seja derramado (muito) sangue inocente.

domingo, fevereiro 17, 2019

O bruto

Não serei a pessoa mais calma do mundo. Mas também não me tenho como sendo uma pessoa de mau trato. Ou como sendo uma pessoa hostil. Ou se quiserem, alguém com quem não se possa falar.
É bom e interessante, de forma desprendida e descontraída, que consigamos perceber como os outros nos vêem. Fi-lo recentemente - por ocasião de uma avaliação a que fui sujeito. Efectivamente, fiquei a saber que passo a imagem de alguém bruto (ou brusco, não me recordo bem do termo utilizado) na forma como falo com as pessoas.
Não me irei desculpar pelo facto de ser militarista. Nem tampouco pelo facto de ter sido educado de forma rigorosa e disciplinada sem grandes complacências. Com o intuito de me incutir os bons valores que fazem de mim aquilo que sou hoje em dia. Cada um será como cada qual. E haverá sempre, do meu lado, respeito pelo meu próximo. Lá está, um entre tantos outros valores com que cresci.
A questão parece-me ser outra. Passa pela exigência que tenho comigo próprio. Dou comigo a pensar por vezes nisso mesmo. Por breves momentos, ocorre-me o meu dia-a-dia. As minhas semanas. O que acontece na minha vida. A intensidade das coisas. E não digo isto com o intuito de ser melhor ou pior que os outros. É a minha realidade. No limite, aquela que escolhi e com a qual terei de viver porque assim quero. Daqui, directamente, decorre um grau de exigência superior para com aqueles com quem me relaciono. Quem quer que seja. Melhorar sempre. Conseguir que as pessoas tentem todos os dias melhorar um pouco. Acontece, penso eu,  que nem todas as pessoas querem ou estão preparadas para tal. E quando não estão para aí viradas e ouvem o que não querem, vem a adjectivação do "bruto". Há coisas piores. 

domingo, fevereiro 10, 2019

Casino de Lisboa

Depois de muitos anos sem ir ao Casino de Lisboa, passei por lá há uns dias, para beber um copo, por ocasião da vinda de um Amigo meu a Lisboa. Continua igual. O mesmo ambiente de vício. Pessoas que deixam de viver a vida real e "entram" nas máquinas. Fumando cigarro atrás de cigarro, vidradas no écran. Confesso que esta visão sempre me deixou extasiado. Sempre pensei para mim como será possível que tal aconteça. Já não falando de pessoas que apostam a quase totalidade dos (parcos) vencimentos. Triste. Na verdade, eu não vou aos casinos para jogar. Nunca tive esse "chamamento". Vou sim aos Casinos porque, como refiro anteriormente, a adição do jogo e o estado absolutamente "petrificado" e absorto da realidade em que ficam as pessoas exerce um efeito magnético em mim. Havia nessa noite um trapezista que fez algumas coisas que pensei serem impossíveis de serem feitas por um ser humano! Chamo ao que vi muita hora de treino e conhecimento dos limites físicos. Sei bem o que isso é. P.S.: Não sei como está o Casino do Estoril, na medida em que não vou lá há muito tempo, mas no de Lisboa, agora, a entrada é conseguida através do cartão de cidadão. Um pouco para (penso eu) controlar a lavagem de dinheiro que pode - como se sabe - ser realizada nestes espaços.

domingo, fevereiro 03, 2019

Ócio

Ócio é algo que não tenho tido nos últimos tempos. É verdade. Hoje em dia, olhando para trás, realizo que até quase ao ano passado tinha algum tempo livre que me permitia, por exemplo, gerir o tempo em que não trabalhava e descansar. Actualmente o meu tempo livre resume-se, efectivamente, ao tempo que tenho para dormir.
Escrevi em tempos, neste espaço, algo que, dia para dia, me parece ser cada vez mais óbvio. Tudo na vida acontece por alguma razão. E há sempre dois caminhos: o fácil e o que exige mais de nós. Tem-me mostrado a vida que invariavelmente escolho os caminhos menos óbvios (ou lógicos) e os que exigem mais de mim. Foi sempre assim.
Desde o ano passado, ao abraçar este meu novo desafio pessoal, que sabia ao que ía. E que os tempos livres iriam ser francamente reduzidos. Mas como refiro antes, foi opção. Minha opção que assim fosse. E irei seguir o meu rumo e determinação. Custe o que custar.

domingo, janeiro 27, 2019

Green Book

Retomo neste espaço a partilha da minha opinião relativamente a filmes recentemente assistidos. Ontem assisti ao "Green Book: O Guia", um filme que estreou esta semana que agora termina e que estará de certeza absoluta numa sala de cinema perto do(a) meu/minha amigo(a).
O filme desenrola-se na década de 60 abordando o já tantas vezes explorado -e agora mais uma vez - tema do racismo. Numa América em que se vivia o auge da tensão racial, e se começava a vislumbrar o reconhecimento dos direitos dos negros com a ajuda importantíssima do então Presidente Kennedy, desta vez o realizador leva-nos a ver a história de outro ângulo - um pianista negro bem sucedido e a forma como isso era visto, naquele tempo, pela sociedade. O resultado é bom. Muito bom. Para quem consegue perceber todo o enquadramento deste filme, será possivelmente, tal como a mim foi, avaliar esta película como  uma das que será merecedora de algumas estatuetas douradas. Vinte valores para os dois papeis principais (Viggo Mortensen e Mahershala Ali). P.S.: Green Book, o nome do filme, era o livro que os negros tinha, na altura, com os locais que podiam frequentar (e.g restaurantes, hotéis onde podiam pernoitar, etc.). Recomendo.

domingo, janeiro 20, 2019

Época de Estudo

Há muitos anos que não pegava em livros para estudar. No sentido de ter de apreender conhecimentos. Absorver. Interiorizar. Assimilar. Com este novo desafio tudo se altera e toda uma série de aspectos tiveram/estão de/a ser revistos. Incluindo a parte do tempo dedicado ao estudo que até agora não havia. E que naturalmente acaba por ser ao fim de semana. É um esforço grande. Depois de uma semana de trabalho - e tenho tido as últimas semanas bem intensas - é complicado. Mas não impossível. É preciso é saber relativizar as coisas. Valorizar o que tem de ser valorizado e desvalorizar o que, opostamente, não merece ser valorizado. Deus me dê forças e garanta o foco para conseguir levar este meu novo desafio até ao fim.

domingo, janeiro 13, 2019

Falecimento Pai

Foi a semana que findou agora. Estranho estar a escrever sobre isto. Mas é a realidade. Doença prolongada. Várias idas ao hospital - com consequente internamento - uma pneumonia contraída há pouco tempo antes do Natal. Alta para vir passar o Natal a casa, com a Família. Internamento a partir do dia 26 de Dezembro último. E nova alta - por via da estabilização dos sinais vitais - dia 09 de Janeiro. Uma noite muito inquieta, de 09 para 10. Ainda o vi vivo, antes de sair. Acabou por falecer nos braços da minha mãe, a meio da manhã de dia 10 de Janeiro. O fim do ciclo. Onde está, estará muito melhor do que estava nos últimos tempos. Paz à sua alma. Obrigado por tudo, Pai.

domingo, janeiro 06, 2019

O frio

O mês de Janeiro é dos mais severos (senão o mais severo) do ano. É sempre assim. Costumo dizer que prefiro o frio à chuva, mas o que é certo é que não é bem assim. Ou por outra, poderá até ser, mas o que é certo é que as baixas temperaturas que se têm feito sentir só promovem o surgimento de gripes, constipações e resfriados.
Este ano já vou na 2ª gripe. Contraí a primeira gripe por via da vacina contra a gripe. Não em mim, mas sim nos meus pais. O sistema imunitário das pessoas com mais idade não é o mesmo que das pessoas com menos idade e daí aos sintomas gripais, é um fósforo. Precavido, comecei logo com medicação e em menos de uma semana, aparentemente, já teria a gripe controlada. Até que por via de estar em ambientes contaminados - e utilizados pelas mais variadas pessoas - tive uma recaída. Até agora.
A ver vamos se curo isto depressa. 

terça-feira, janeiro 01, 2019

Primeiro dia do Ano

Mais uma vez, eis que somos chegados ao primeiro dia do ano. E é tempo de ser feito o "inventário".
Globalmente, o saldo é positivo. Atingi vários dos objectivos a que me propus. E isso será, para mim, o mais importante. Profissionalmente, acabei por experimentar alguns desafios novos que permitiram que conhecesse realidades novas. Embora tenha conseguido ligeiras melhorias no feitio, há ainda alguns pontos que tenho de melhorar. E vou consegui-lo. Foco e determinação. Disciplina. Resiliência. Espírito de sacrifício. São tudo nomes que me irão acompanhar este ano (e nos seguintes) para me ajudar a ser uma pessoa melhor. Gostava que todos pensássemos assim. No melhorarmos continuamente o que somos. Ser mais ambiciosos. Sermos audazes. Seguirmos o nosso instinto. E acima de tudo, sermos fortes. Persistentes. Tenazes. Desejo que o ano que agora começa seja repleto de sucessos pessoais. Que consigamos encetar e terminar de forma exímia os desafios que se avizinham. Que tenhamos saúde. E que haja dinheiro. Excelentes entradas em 2019! 

domingo, dezembro 23, 2018

Acidente com Helicóptero INEM

O mais recente acidente aéreo que envolveu um helicóptero do INEM atesta bem o quão voraz pode ser a comunicação social na busca do "furo" jornalístico. Nada contra. Mas que o façam de forma digna e bem informada. Não foi o caso.
Tal como todos os demais portugueses, fui surpreendido pela notícia do desaparecimento de um helicóptero na região Norte de Portugal. E desde o primeiro momento em que vi a notícia, naturalmente acompanhei em permanência todas as actualizações da mesma.
A minha experiência aeronáutica permite-me avaliar as coisas de forma diferente do telespectador comum. Quando refiro "forma diferente", não quero dizer com isto que seja profundamente conhecedor. Mas há toda uma sequência de eventos, uma terminologia técnica, detalhes que sei antecipadamente que terão de ser abordados. Afinal, e nas primeiras horas, tratava-se de um desaparecimento de uma aeronave em território nacional e há um protocolo que tem de ser seguido.
Um dos aspectos que me terá chamado desde logo a atenção foi o facto de, ainda sem sequer se ter descoberto o paradeiro da aeronave e já se falar em mortos. Não é mais do que jornalismo do pior nível. Medíocre.
Convido o/a meu/minha leitor(a), a, conjuntamente, analisar a minha forma de pensar (na medida em que me parece que a mesma faz sentido).
Condições climatéricas
A questão das condições climatéricas em que foi efectuada esta missão de socorro merece um comentário. Este helicóptero estava baseado em Macedo de Cavaleiros. Foi realizado o transporte de uma doente para o Porto com condições climatéricas adversas. Sabe-se que o normal seria, no regresso, realizar uma paragem técnica (para abastecimento) antes de regressar à base. Não foi isso que aconteceu. O Comandante terá pedido ao controlo de tráfego aéreo - por via das más condições climatéricas e da consequente má visibilidade - para realizar o vôo de regresso a baixa altitude. Aqui reside a minha questão. Não havendo necessidade de regressar naquele dia específico à base, e conhecendo as condições climatéricas adversas que conduziram a que tivesse de pedir para voar a baixa altitude - porque razão não decidiu este experiente piloto aguardar até que as condições do tempo melhorassem? Esta parece ser uma questão que nunca será respondida cabalmente. Afinal estamos a falar do carácter subjectivo de avaliação de um piloto bem experiente. Porventura outro piloto, na medida em que não havia urgência no regresso, teria optado por aguardar que as condições climatéricas melhorassem antes de prosseguir com o vôo.
Tempo de resposta
Importará perceber, assim termine a investigação já encomendada pelo MAI (Ministério da Administração Interna), a razão pela qual há 2,00H de hiato de tempo em que não houve resposta a uma emergência. As comunicações com o helicóptero perderam-se por volta das 1830H e o sistema de emergência só é accionado pelas 2015H. Em situações ou eventos em que todos os minutos contam, importa perceber o porquê de (mais uma vez) o sistema de emergência ter falhado.
Localizador de Emergência
Outro ponto que me tem dado que pensar é a questão do "ELT" (Emergency Locator Transmitter) e do qual pouco ou nada se fala. Toda e qualquer aeronave registada no espaço comunitário tem de ter instalado um "ELT". Sem complicações, trata-se de um dispositivo que, para situações de acidente aéreo, transmite numa frequência específica auxiliando na sua localização (e salvamento) dos ocupantes de determinada aeronave. Se há componente ou dispositivo indestrutível, este será um bom exemplo. Imaginem o que é ter de resistir à queda de uma aeronave (meio aquático ou terrestre) e ainda ter de transmitir numa frequência para que as equipas de busca e salvamento o detectem. Curiosamente pouco ou nada se falou neste equipamento. E a "melhor" explicação que ouvi foi que a antena se tinha partido (???). Sem comentários.
Conferências de Imprensa / Protecção Civil
O "centro de crise", usualmente estabelecido neste tipo de infeliz evento, foi criado. Os responsáveis pela busca e salvamento estiveram sempre juntos nas várias conferências de imprensa (também previstas no estabelecimento deste centro de crise) por forma a ir actualizando o ponto de situação. Nota positiva para a forma como o mesmo foi imediatamente criado, desde o "momento zero" e a ponderação nas respostas dadas - quando a comunicação social já falava em mortos, o responsável  da Protecção Civil retorquia referindo que a aeronave ainda não tinha sido encontrada. Como que a serenar os ânimos. Nota negativa para o facto deste mesmo responsável não ter nunca tirado o "bivaque" (boina dos militares) durante todas as conferências de imprensa. Ao longo de décadas tenho visto várias entrevistas televisivas e não me recordo de militares com a boina colocada ou mesmo o chapéu da farda. E alguns dos militares da classe de generais. Um detalhe, bem sei, mas que reparei. 
Detalhe Mórbido
Há situações em que me envergonho de ser português ou, indo mais longe, de ser humano. Tenho dito ao longo dos tempos, que quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais. E aqui temos um pequeníssimo exemplo de onde quero chegar. O acesso ao local do acidente foi complicado durante a noite. Muitos foram os voluntários locais (praticantes de todo-o-terreno) que o tentaram, mas que desistiram face às condições de tempo adversas experimentadas naquela noite. O que não se entende é como é que no dia seguinte, quando os acessos foram tornados possíveis e já havia luz natural, já havia peças da aeronave acidentada à venda no OLX. É verdade. Eu vi um anúncio - que terá sido removido entretanto. Mas confirmo que esteve efectivamente publicado um anúncio da tampa do bocal de abastecimento de combustível da aeronave. Incrível o mórbido da situação e a falta de respeito pelo próximo que fica bem patente neste comportamento de algumas "pessoas".
Papel da Comunicação Social
Tenho já dito que há muitos maus profissionais na comunicação social. Na generalidade das vezes, há detalhes que não são explorados e que podem tornar a notícia mais fidedigna. O que interessa é desde o primeiro momento - sem olhar a meios - garantir o "furo" jornalístico. Temos em Portugal verdadeiros conhecedores do sector aeronáutico/emergência/helicópteros que poderiam ter certamente contribuído com a partilha do seu conhecimento e evitando-se que a notícia fosse fraca.    

domingo, dezembro 09, 2018

Jantares de Natal

No final desta semana já conto com 3 jantares e um almoço de Natal. É verdade. Se por um lado são momentos em que se consegue uma maior sociabilização, por outro lado é "alocar" uma refeição a uma determinada quadra. Ganha a restauração. Esvazia-se o significado do evento clássico de "jantar de Natal".
Na sua essência (ou por definição), o jantar de Natal é em casa de cada um com a sua família. Um ambiente íntimo. Familiar. Sem estranhos. Só família. Perto da árvore de Natal. Com o bacalhau cozido ou com o perú recheado. Isso sim,  faz todo o sentido na minha cabeça. 
O que acontece actualmente é um claro aproveitamento desta data. Com, uma coisa que acho ridícula: a troca de prendas. Quase tão bom como me pedirem para ir cantar no "karaoke" no final da noite. Já tenho pouco tempo para me coçar e ainda tenho de arranjar-algum-tempo-sabe-Deus-onde-para-ir-comprar-uma-prenda-de-5,00€. Patético.
Contudo, com a idade, vamos inevitavelmente "arredondando" a nossa forma de pensar. Neste aspecto tive de o fazer e passar a ir com a carneirada evitando assim dissabores e comentários mais à frente. Os jantares de empresa são importantes. Para mostrar que há um comprometimento pessoal com aquele momento para o qual fomos convidados a participar e em que abdicámos por umas horas do conforto do nosso lar na companhia dos nossos. Os almoços e jantares de família são igualmente importantes. Na medida em que é possível reunir família que usualmente não vemos com frequência. Ainda assim, não gosto do "rótulo" de jantar de Natal ou almoço de Natal. A serem realizados, que sejam com mais regularidade. Concluindo: não me choca absolutamente nada que sejam feitos. Mas por favor, não estraguem a quadra. Arranjem outro nome para estes convívios!

domingo, dezembro 02, 2018

Auto-Estima

Possivelmente um dos temas que mais vezes desenvolvi aqui no blogue. Não por necessidade pessoal, mas porque diariamente lido com pessoas com auto-estima a roçar o valor mínimo dos mínimos ou mesmo, em alguns casos, inexistente.
Entendam mais esta opinião como sendo minha e sem qualquer tipo de fundamento científico. Decorre da minha experiência de vida e do contacto que vou tendo com pessoas que vou conhecendo ou que já conheço e cuja vida é marcada por momentos bons e menos bons.
A auto-estima pode ser desencadeada por vários factores. Mas todos eles partem de um ponto em comum: nós. Do indivíduo. Da pessoa em si.
Uma das maiores contribuições para a auto-estima de alguém é, sem qualquer dúvida, a sociedade. É verdade. A forma como os outros nos vêem e o tipo de comentários que tecem sobre nós. Decerto concordarão comigo que um elogio trabalha a nossa auto-estima de uma forma positiva, contrariamente à ausência de comentário ou de um comentário negativo ou crítica - sendo que aqui reconheço um potencial de severidade latente assim o comentário seja injusto - que trabalhará de forma inversa, ou seja, má. Ainda no casos das críticas, piora tudo quando o fazem de forma injusta.
O problema associado com uma baixa auto-estima é o quão isso interfere ou poderá interferir com outros domínios. Não conheço ninguém que tenha uma auto-estima "beliscada" e que dê tudo no trabalho. Impossível. Quem disser que o consegue, mente. Pessoas com auto-estima bem consolidadas, que estão de bem com a vida em todos os domínios (i.e. afectivo, pessoal, profissional) são pessoas mais felizes. Nota: Não digo que sejam felizes porque o conceito de "felicidade plena" é utópico. Não existe. Daí ter empregue a conjugação de palavras "mais felizes".
Uma das formas para contrariar a "espiral negativa" tão comum em casos de baixa auto-estima é partilhar o que se sente com alguém mais próximo. Ninguém imagina o quão simples fica tudo quando isso é tornado possível ou quando acontece. É partilhar o pêso que trazemos às costas. É ter uma opinião de alguém que nos conhece e que passa a estar envolvido(a) nessa questão. É bom. É positivo. No final do dia poderá ajudar-nos a ver outro ângulo da questão e no final do dia, aliviar-nos de um qualquer sentimento de culpa / redutor e que trabalhe a nossa auto-estima no sentido de fortalecer a mesma.

domingo, novembro 25, 2018

O dia (refeição) livre

Quem já consultou um nutricionista sabe que há um dia da semana em que é possível comer o que quisermos. Sem restrições. A questão é que andei vários anos enganado. Não será um dia, mas uma refeição. Esse foi um dos mitos urbanos que foi "desmontado" na minha primeira consulta com o Sérgio.
Também já aqui partilhei que na altura em que comecei a olhar mais por mim, de há 6-7 anos a esta parte, li bastante sobre a actividade desportiva e a alimentação. Na altura sem o necessário acompanhamento profissional de um nutricionista, mas ainda assim consegui absorver alguns conceitos que se aplicam integralmente.
Retive que esta questão da refeição livre funciona de duas formas na nossa mente. Em primeiro lugar, um prémio pelo facto de, em alguns casos e estoicamente, termos conseguido comer areia e ar durante uma semana. Isto sem cair na tentação de ir a uma pizzaria e devorar 5 pizzas familiares. Em segundo lugar, trata-se de uma refeição semanal em que os nutricionistas entendem ser mais vantajoso que haja a quebra de algumas regras, do que as ir quebrando ao longo da semana. Tipo, estar acordado entre as partes (nutricionista e pessoa) que naquele dia, tipicamente, e numa das refeições do dia há a loucura.
Há contudo uma ressalva que ecoa na minha mente desde que a li, há alguns anos. Não se deve confundir, nestes momentos mais "livres", o "à vontade" com o "à vontadinha". Uma coisa será comer uma ou outra coisa que, durante a semana não comemos. Outra coisa será comer 9 "Vianettas". Mal comparado, será como aquelas pessoas que dizem que só fumam socialmente. Penso várias vezes que essas mesmas pessoas a dada altura devem passar a ter tantos eventos sociais, que do fumar apenas e só ao fim de semana extrapolam para um ou dois dias por semana. No fim de contas, fumam tanto ou mais que um fumador normal.
Como tudo na vida, tudo o que é excessivo é mau. Mantenho bem presente esta máxima. Tento aplicá-la à minha refeição livre. Que tanto penso durante a semana!

domingo, novembro 18, 2018

Foco e Determinação

Foco e determinação são dois aspectos que nos últimos anos têm, inquestionavelmente, norteado a minha vida e forma de estar. O deixar de fumar. O ter seguido o meu caminho depois ter terminado uma relação afectiva longa e com tanta coisa já construída. O desporto que comecei a praticar e a olhar mais para mim tendo actualmente um resultado que não tinha, por exemplo, há 20 anos. E claro, alguns novos desafios que tenho vindo a abraçar. 
Nada do que refiro anteriormente seria possível sem o foco. Sem a perseverança e determinação. Pelo caminho fica, naturalmente a minha (menor) capacidade de tolerância e compreensão para com todas as coisas que de alguma forma fogem daquilo que considero normal e aceitável. Bem sei que todos os anos, daqui por algum tempo (determinações para 2019) me vou repetir. E dizer que tenho de melhorar o feitio. Bla, bla, bla. Sempre a mesma conversa. Mas começo a chegar à conclusão que se calhar não sou eu quem está mal. Tenho é tido azar com as pessoas que conheço e que passam pela minha vida.
Foram essas mesmas pessoas que passaram pela minha vida que não compreenderam de todo a pessoa que sou. Não lhes foi possível valorizar a pessoa que sou ou o Amigo que sei ser. Não conseguiram entender porque estão demasiado centradas em si mesmas, para o seu bem-estar não conseguindo ver para além disso mesmo. Para essas pessoas, não posso deixar de desejar o melhor deste mundo e boa viagem. Não preciso de más energias neste momento da minha vida. Agora, mais do que nunca, preciso de força, incentivo e reconhecimento. Que por acaso até consigo ter para comigo mesmo. Mas os verdadeiros Amigos ajudam. Não colocando obstáculos.

domingo, novembro 11, 2018

O (contente) nutricionista

É verdade. Voltei a ver um sorriso estampado na cara do Sérgio (meu nutricionista) a semana passada.
Esta terá sido a 4ª consulta de um percurso conjunto que começou em Maio passado. Falei nisso na altura neste espaço. Em paralelo com a prática do exercício físico, que nunca abandonei, os resultados estão à vista. Mas só agora, na medida em que no passado mês de Setembro - após período de férias e alguns (muitos) excessos - os resultados não foram bons.
O Sérgio é uma pessoa extremamente profissional e focado nos resultados. Como deverão ser todos os bons profissionais, concordarão comigo. Não só esclarece todas as dúvidas em termos de dieta alimentar, bem como mostra caminhos alternativos. E regista tudo num documento que me entrega no final da consulta com as novas opções. Faz todo o sentido, na medida em que na consulta a seguir (tipicamente intervalada em 2 meses) fará a avaliação da evolução / regressão face ao documentado. Com a dieta prescrita e acordada comigo e não outra.
Se a avaliação de Setembro me frustrou (é verdade, a mim também), a desta semana, volvidos que são 2 meses, não teve esse efeito. Reduzi o pêso em quase 2 Kg, reduzi o perímetro abdominal em quase 2 cm e reduzi também as pregas (cintura, braço e costas). Bons e agradáveis valores. Estamos no bom caminho, portanto. Aproxima-se, bem sei, e para mal dos meus pecados, a época natalícia. Mas nada como continuar a disciplina e o foco. Afinal, até Janeiro tenho de atingir o meu objectivo - perder mais 2 kg. Custe o que custar! 

domingo, novembro 04, 2018

Helloween

Para não variar muito, não sou um grande fã desta festividade. Começando e terminando pelo facto de ser uma festividade (acho que se pode chamar assim) que nem sequer é nossa. Ou por outra, por cá celebra-se o "pão por Deus" em locais onde esta tradição sempre existiu. Com algum esforço e  algumas "mentes-focadas-no-dinheiro-fácil", colou-se a nossa celebração religiosa à palhaçada das máscaras de filmes de terror e à tão conhecida "doçura ou travessura" de algo que se vive predominantemente nos EUA. E no final do dia, vemos crianças mascaradas de chitas e pedir o "pão por Deus"...

domingo, outubro 28, 2018

Estudo

Estudar nunca foi, durante todo o meu tempo de escola, liceu, faculdade(s) e pós-graduação algo que  possa, em consciência, dizer que tenha gostado. Nunca. Contrariamente ao meu irmão que estudava pouco - porventura por estar atento nas aulas - já eu tinha de estudar bem mais. Talvez por isso as notas do mais novo fossem raramente abaixo do "Muito bom" ou "Excelente" e as minhas fossem "Bom" e "Suficiente", dependendo da disciplina em causa. Penso que o facto de eu falar nas aulas, a converseta, se preferirem, não ajudava nada.
Concluído o curso superior veio a pós-graduação. Em regime pós-laboral e na altura optei pelas aulas ao Sábado. O dia todo. Desconfio que pior que isso, só mesmo o que tenho agora, que passa por ter as aulas depois de um dia de trabalho. Todos os dias. Quer num caso, quer no outro, 95% das pessoas que estão nas aulas são, tal como eu, trabalhadores estudantes e que merecem a minha total compreensão e respeito, quanto mais não seja pelo facto de estarem ali, naquele momento, depois de um dia de trabalho e em busca de um objectivo comum.
Voltar a estudar neste altura da minha vida, é diferente. Outra idade. Outra maturidade. É pedir para falarem mais baixo ou mandar calar nas aulas. É colocar as coisas em perspectiva, ou seja, definir prioridades. E sim, sem dúvida, abdicar de algumas coisas, em particular, todo o tempo livre passa a ser utilizado para estudar e para me actualizar. E será assim durante os próximos tempos. Sem sombra de dúvida. E já o começou a ser. Já são alguns fins de semana (ainda poucos) em que me dedico ao estudo e tenho reservado um pouco do final do dia de Sábado para ir espairecer.
Com o tempo vou melhorar, certamente alguns processos que já são meus conhecidos. A concentração elevada leva a que haja um alheamento do mundo à minha volta. Como tal, uma pressão auto-induzida superior e consequentemente mau humor. Respostas bruscas. Intolerância. Pouco poder de encaixe e paciência. E sofre quem comigo se relacionada. Invariavelmente e inevitavelmente. Mas estou genuinamente interessado em melhorar isso. Só tenho a ganhar e todos, por inerência.

domingo, outubro 21, 2018

Semana preenchida

Com o abraçar deste meu novo desafio penso recorrentemente que o dia devia ter mais de 24H. É verdade. Entre treinos, trabalho, aulas e as aulas em regime pós-laboral, sobra o tempo para ir jantar fora ao Sábado, ir a um cinema (sessão das 2130H) e pouco mais. É a minha realidade e será durante os tempos mais próximos.
Em boa verdade, gosto de semanas assim. Preenchidas. Ocupadas. Em que o tempo passa depressa. Pelo caminho fica naturalmente uma vida mais boémia, de há uns anos a esta parte em que me esticava mais ao fim de semana. Pouco mais, é certo, mas o suficiente para chegar a casa até às 3 badaladas do relógio do cuco. Lamentavelmente (ou não), não consigo mais fazer isso. Aliás, quem me acompanha neste meu espaço de opinião, já terá entendido que noitadas e discotecas não fazem parte da minha vida há algum tempo. Contar-se-ão pelos dedos de uma (meia) mão as vezes que saí até tarde nos últimos tempos (anos).
Para quem trabalha, estudar à noite é complexo. Uma das coisas que obriga, sem dúvida, é que haja método e disciplina. De nada vale ir para as aulas dormir. Os professores compreendem, mas não deixam de dar a matéria por isso. Importa portanto, a montante, prevenir isso. Como? Deitando cedo e dormindo bem na noite anterior. Só assim se poderá aguentar os dias longos. Assim, obrigo-me a deitar pouco depois das 2200H todos os dias. Ao fim de semana, como referi acima, dá para ir para a cama um pouco mais tarde. Mas nada de muitoooo mais tarde. A minha capacidade de recuperação de uma noitada não é a mesma que alguém com 19-20 anos. A idade começa a pesar, pois claro. Outra questão que decorre do estudo à noite é a necessidade de termos de colocar em perspectiva as nossas prioridades pessoais. Claro que todas as pessoas gostam de ir passear ao fim-de-semana e fazer 1001 programas com os amigos após uma semana de trabalho. Ir almoçar fora. Passar a tarde invernosa a ver filmes ou uma qualquer série. Mas a minha realidade actual não passa tanto por aí. Comecei a aproveitar o tempo livre ao fim de semana para actualizar o estudo. Para procurar informação. Para ler apontamentos dos professores e consequentemente actualizar os meus cadernos. Só assim me sinto confiante e com o dever da missão cumprida que estou certo que trará bons resultados mais à frente. Como costumo dizer (parafraseando algo que não é da minha autoria) - "O único sítio onde sucesso vem antes de trabalho é no dicionário". Faço disto um (dos vários) lemas de vida.

segunda-feira, outubro 15, 2018

Esperar pela vez

Se há coisa que me irrita, é precisamente a falta de respeito que há nas filas do supermercado (ou noutras filas). Passo a explicar.
Penso que ninguém discordará de mim se referir que as senhas das filas de espera existem para que a própria da espera se faça ordeiramente. E que as pessoas esperem pela vez. Parece-me óbvio.
Acontece que por vezes, quando a fila é grande, tira-se a senha e vai-se adiantando outras compras. Acho lógico. O que não me parece aceitável é que quem está à espera da sua vez tenha de esperar um pouco mais porque entretanto apareceu a senha que já foi chamada - e que entretanto deixou passar a vez por estar noutra secção. E outra senha. E mais uma. Aconteceu-me isto há pouco tempo. E foi quando tive de mergulhar no telefone, à procura de e-mails novos que não existiam para não me saltar a tampa.
É tudo uma questão de respeito por quem está na mesma fila. Se toda a gente tirar a senha e for à sua vida e quiser ser atendido(a) quando vier - e já tiver passado a vez - de nada serve a senha. Apenas a minha opinião.

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...