domingo, abril 07, 2019

Contratação de Familiares

Desde há muitos anos a esta parte que tenho uma opinião muito própria relativamente à contratação de pessoas conhecidas: família ou não, não diferencio. Para mim, e no final do dia, é tudo a mesma coisa. Alguém intercede por alguém. O chamado "colocar-o-cv-na-mesa-certa".
Não me choca absolutamente nada numa sociedade como a nossa. Chocar-me-ía se me contassem que tinha sucedido numa Alemanha, Noruega ou Dinamarca. Por cá, não me choca nada.
E isto em contraciclo com aquilo que muitos poderão ter pensado que seria a minha opinião sobre o tema. Principalmente aqueles que me seguem há alguns anos a esta parte. Mas sou coerente com o que sempre defendi. E passo de seguida a explicar.
Interceder junto da pessoa certa é fácil. Qualquer pessoa bem relacionada, e com um mínimo de influência, consegui-lo-á. Facilitará enormemente a questão de conhecer os "timings" de contratação inerentes a cada sector/empresa. Ou seja, no momento certo e local certo surge uma candidatura de alguém conhecido. É assim que as coisas funcionam.
Que essa candidatura seja de alguém conhecido (familiar ou não) não me choca. Por uma razão simples. Quem o submete, naturalmente não irá, em circunstância alguma, atravessar-se se as coisas correrem mal. Costumo dizer que "a cunha" é facilitadora ou promotora de um processo, mas não é a garantia que tudo fica bem se algo correr mal. Não mantém ninguém. A partir do momento em que alguém seja admitido, esse alguém deverá começar a mostrar trabalho. Não só em tributo à pessoa que lhe estendeu a mão, bem como para assegurar o posto de trabalho. Agora, se esta pessoa é conhecida, familiar, pouco interessa. Tem é de ser boa no que faz. Ponto.

domingo, março 31, 2019

Ambientadores Auto

Aqui está um tema que não interessa para nada. Mas à falta de melhor, porque não dar a minha opinião sobre o mesmo?
Desde há muitos anos que sempre me intrigaram os artefactos que usamos nos carros para tornar o ambiente mais respirável no interior dos mesmos. Acredito que em primeiro lugar o façamos para nós próprios, donos desses carros, e para quem connosco viaja, em segundo lugar. Até aqui tudo bem.
As questões que se me colocam são duas (ainda estou para perceber porque perco eu tempo a pensar nisto): o que usamos para perfumar e onde posicionamos os dispositivos para que se sinta mais o perfume. E aqui começa a diferença de gostos.
Se pouco ou nada posso dizer quanto aos objectos que perfumam (desde frascos pequenos com líquido, árvores de cheiro ou difusores), o mesmo raciocínio não se aplica à questão da localização. Na minha opinião, claro, e respeitando sempre as outras.
Desde as luvas de boxe,  socas da Holanda, "espanta-espíritos" e os terços de Fátima, tudo dá para ser pendurado no retrovisor interior. Para "compor o ramalhete", há quem acrescente aqui o objecto que possibilita a difusão do aroma perfumado. E passamos a ter um retrovisor que em nada fica a dever a uma árvore de Natal bem ornamentada. Dou comigo a pensar se tanta coisa pendurada não interferirá com a boa visibilidade necessária para a condução segura. 
Gosto de um habitáculo perfumado. Mas com os ambientadores posicionados em locais discretos. Por exemplo, manete do pisca ou dos pára-brisas. Mas isso sou eu e falo do meu gosto. Contudo, em todo o caso, diverte-me ver o que os outros usam nos seus carros. Junto dos "espanta-espíritos" e dos "CD" que alguém disse uma vez que inibem o funcionamento dos radares de velocidade. Diverte-me. Só isso.

domingo, março 24, 2019

Reivindicações

Temos assistido num registo quase diário às reivindicações cada vez mais frequentes de várias classes sociais: professores, enfermeiros e técnicos auxiliares de acção educativa (acho que se chamam assim as pessoas que trabalham nas escolas). Pese embora a classe dos magistrados bem como algumas hierarquias das forças armadas (i.e. sargentos) já terem vindo a público referir que se os professores vieram a conseguir ganhar a sua causa dos 9 anos, 4 meses e 2 dias, haverá necessidade do Governo ter de ir ao encontro das pretensões de outras classes profissionais, por forma a evitar réplicas deste tipo de mal estar social que se vive presentemente.
Em ano de eleições europeias e legislativas, acredito que não haja pior sonho para alguém que se quer reafirmar como a alternativa viável nas urnas do que este tipo de arruadas. Pior que lidar com isto, só ter de lidar com catástrofes similares aquelas de 2017, marcadas pela total descoordenação ou ingerência dos orgãos de coordenação de emergência. E onde rolaram cabeças erradas. Mas esse será outro campeonato que por aqui fui falando na altura.
Das classes sociais que elenco acima, há duas que me parecem particularmente importantes, não menosprezando, naturalmente, a importância das outras. Falo dos professores e dos enfermeiros. Por razões óbvias. A questão, penso eu, prende-se com o facto de terem sido feitas promessas eleitorais que não podem ser cumpridas. Aliás, poder podem. Para os professores. Apenas. O resto das classes sociais que também reivindicam as suas exigências próprias teriam, acredito eu, de esperar. Estou convicto que se o Governo pagasse aos professores, os cofres públicos ficariam próximo do zero. Mas este será mais um problema com o qual o Executivo terá de lidar. E que aqui entre nós, que ninguém nos ouve, terá criado. O que não é bom, e que piora quando os demais partidos da "geringonça" atacam o próprio e minam a sua consolidação e coerência nesta maratona para os dois momentos de sufrágio. Até ao final do ano, veremos quem terá sorte naquilo que reivindica. E que mais classes sociais irão fazê-lo. Legitimamente.

domingo, março 17, 2019

Burocracias e Função Pública

Uma grande parte de pessoas que conheço tem emprego na função pública. Atrevo-me a dizer que mais de metade das pessoas com quem privo. Nada contra.
A função pública, até há uns bons anos atrás, era sinónimo de segurança. Estabilidade. Um emprego para a vida. Uma progressão na carreira tímida, mas garantida. E o Estado por trás, a garantir os direitos dos trabalhadores, devidamente "alavancados" por sindicatos fortíssimos e com um inquestionável poder de negociação agressiva que lhes permite lavrar contratos colectivos de trabalho sem paralelo no sector privado. Tudo isto sabemos.
Nada a opôr ao que refiro acima. Há muitos anos que estou no sector privado. Contudo, tenho com muita frequência de recorrer ao sector público, onde estão centralizados todos os serviços estatais que todos os cidadãos portugueses como eu recorrem, por necessidade individual ou profissional. No meu caso, ambas.
Na semana que passou houve necessidade de recorrer a uma destas instituições públicas. O ridículo, e não me orgulho nada do que vou dizer, é que tive de "fazer uma espera" a algumas pessoas para obter uns documentos assinados com uns carimbos. É verdade. Um dia inteiro de trabalho perdido para isto. Incrível e perfeitamente descabido. Pelo meio, não almocei porque não queria perder de vista as pessoas visadas. No final do dia, as coisas correram bem, mas como refiro atrás, com um claro prejuízo para mim (em primeiro lugar), para quem me paga o vencimento e claro, corroborando a tese que as coisas não funcionam no Estado.
A burocracia está demasiado intrincada por cá. Há uma enorme tentação dos vários partidos que vão estando no poder em angariar votos com a questão da diminuição dos impostos, incremento do poder de compra e mostrar obras públicas. No limite, é isso que se vê e é isso que se reflecte em bons resultados nas urnas. Contudo, ninguém tem interesse em mexer nos processos e procedimentos das várias instituições públicas, por forma a agilizar processos. Numa era informática e digital, ter de gastar um dia inteiro de trabalho à espera de meia dúzia de papéis, é só anedótico. Poderá não ter relevo ou impacto quando analisado individualmente. Bem sei. Mas o exercício que convido o/a meu amigo/a a realizar, é replicar esta minha seca por uma centena ou milhar de exemplos por dia, neste nosso País. E aí começamos a perceber que há mossa na nossa economia. E que por esta e por outras, nunca iremos crescer de forma sustentada. Sem que tenhamos a coragem de mexer e remexer nos sistemas que perduram há décadas e que ninguém tem coragem de olhar e melhorar.

domingo, março 10, 2019

Cautela e caldo de galinha...

...nunca fizeram mal a ninguém. Este é um dos imensos provérbios portugueses que não raro se ouve dizer.
Muito resumidamente, é um provérbio cujo significado não é mais do que alertar para a necessidade do cuidado e da ponderação na tomada de decisões importantes. E ser sensato e comedido. 
Foi preciso recentemente ter ficado um ano mais velho, bem como ter pensado na sequência dos últimos acontecimentos da minha vida, para perceber que se há coisas em que sou (demasiado) ponderado e onde prevalece a sensatez, há outras em que tal não acontece. Um dos exemplos, que aqui tenho falado ao longo dos anos, é precisamente o dinheiro (mal) gasto em carros.
Penso que essa questão faz ou começa a fazer parte do passado. Por um lado, porque o mercado automóvel vive um momento claro de indefinição, muito derivado das últimas declarações do Ministro do Ambiente sobre o futuro dos automóveis a gasóleo. Por outro lado, quero ter tempo para pensar e acompanhar qual será a melhor aposta: gasolina, híbrido ou eléctrico. Mas isso será algo que quero ter tempo para pensar. Sem pressão. Sem correr o risco de realizar uma compra sem informação. Ou só porque sim.
Com tudo isto, a minha ideia, depois de algum amadurecimento na semana que termina, é de aplicar o dinheiro que consegui na venda do último carro e mais algum que tinha amealhado num fundo de investimento. "Esquecê-lo" durante uns tempos. Ter dinheiro à ordem, no meu caso, é uma temeridade. Já não falando no facto de não render absolutamente nada. Penso ser uma das (entre muitas) boas decisões que tomei este ano. P.S.: No meio disto tudo, esta semana, perfiz 417 quilómetros com o "frigorífico" e o depósito, atestado faz uma semana, pouco ou nada mexeu. Não tenho de memória há quanto tempo isto não acontecia. 

domingo, março 03, 2019

Os carros

Já aqui referi anteriormente que, se há coisa que gosto/adoro, são automóveis.
Em grande parte, foi algo que foi uma paixão desde sempre alimentada pelos meus pais. Não por falta de tentativa minha e do meu irmão, para que tivéssemos uma mota, quando todos os amigos e primos tinham. Mas porque foi acordado na altura que motas não entrariam lá em casa, mas que quando tivéssemos a carta de condução, haveria um carro para cada um. E assim foi.
Depois desse(s) primeiro(s) carro(s) vieram vários. Muitos deles novos. Hoje olho para trás e vejo bem o dinheiro gasto em carros. Não posso dizer que me arrependo, mas posso dizer que tive muita sorte em ter pais que me foram dando carros novos. Quase sempre os que queríamos. A mim e ao meu irmão.
Com o passar dos anos, comecei a realizar que não faz sentido comprar carros novos. O "impacto" da maior despesa é sempre para quem compra o carro novo. Quem vem a seguir - e compra o mesmo carro, mas já usado - negoceia enormemente o valor pelo qual o mesmo está a ser vendido. A menos que o valor de venda seja fixo e inegociável - o que nem sempre acontece.
Esta semana vendi mais um dos meus carros. Falo em plural porque vendi um carro mas fiquei com outro, um carro comercial, que tenho usado para andar com o Paco e algumas voltas na cidade. Vendi bem o carro, porque não perdi dinheiro e ainda usufruí do mesmo durante quase dois anos. Este carro com que ando é um carro pequeno, super económico e branco. Exactamente. Branco frigorífico para nem me preocupar com riscos na pintura.
Confesso que há efectivamente uma possibilidade residual de comprar um outro carro. Para andar de vez em quando. Dar umas voltas maiores. Mas penso que vou esperar uns tempos. Não comprar nada por impulso. Para já, ir vendo em que param as modas no mercado de usados. Há uma grande indefinição, que também decorre das declarações do Ministro do Ambiente relativamente aos carros a gasóleo. Até lá, vou analisando e sonhando. Para já com um comercial. Branco. Quem diria. 

domingo, fevereiro 24, 2019

Venezuela

Por motivos profissionais estive há dois anos na Venezuela. Há um texto sobre isso mesmo algures nessa altura. 
É por isso natural que acompanhe com alguma curiosidade o desenvolvimento dos acontecimentos naquela parte do globo. Porque de alguma forma estive naquele País e porque falei e convivi com pessoas que lá vivem e percebi que o que têm para viver (vencimento mensal) é cerca de 1/3 do que pagamos por cá num jantar fora. É isso mesmo. Pensem, para já, nesta realidade de pessoas que têm, por exemplo, 2 filhos. E percebam a angústia.
Tenho muita pena de perceber que as coisas se vão adensar e complicar por ali. São várias as potências mundiais interessadas na Venezuela, que, como se sabe, tem uma das maiores reservas petrolíferas a nível planetário. Acredito que um qualquer Presidente de uma dessas nações interessadas nessas reservas não tenha, objetivamente, qualquer interesse no bem-estar dos venezuelanos. Mas terá sim, uma genuína vontade em mostrar uma posição de força para resolver este impasse. Quase como....promover uma campanha eleitoral em terreno alheio e conquistar o respeito de um povo muitíssimo carenciado e ávido de bens essenciais / de 1ª necessidade.
Não sou vidente e como tal não posso dizer com toda a certeza o que irá acontecer. A sensação que tenho, se quiserem, é que algo vai acontecer. Muito em breve. E não será necessariamente bom. Esperemos que não seja derramado (muito) sangue inocente.

domingo, fevereiro 17, 2019

O bruto

Não serei a pessoa mais calma do mundo. Mas também não me tenho como sendo uma pessoa de mau trato. Ou como sendo uma pessoa hostil. Ou se quiserem, alguém com quem não se possa falar.
É bom e interessante, de forma desprendida e descontraída, que consigamos perceber como os outros nos vêem. Fi-lo recentemente - por ocasião de uma avaliação a que fui sujeito. Efectivamente, fiquei a saber que passo a imagem de alguém bruto (ou brusco, não me recordo bem do termo utilizado) na forma como falo com as pessoas.
Não me irei desculpar pelo facto de ser militarista. Nem tampouco pelo facto de ter sido educado de forma rigorosa e disciplinada sem grandes complacências. Com o intuito de me incutir os bons valores que fazem de mim aquilo que sou hoje em dia. Cada um será como cada qual. E haverá sempre, do meu lado, respeito pelo meu próximo. Lá está, um entre tantos outros valores com que cresci.
A questão parece-me ser outra. Passa pela exigência que tenho comigo próprio. Dou comigo a pensar por vezes nisso mesmo. Por breves momentos, ocorre-me o meu dia-a-dia. As minhas semanas. O que acontece na minha vida. A intensidade das coisas. E não digo isto com o intuito de ser melhor ou pior que os outros. É a minha realidade. No limite, aquela que escolhi e com a qual terei de viver porque assim quero. Daqui, directamente, decorre um grau de exigência superior para com aqueles com quem me relaciono. Quem quer que seja. Melhorar sempre. Conseguir que as pessoas tentem todos os dias melhorar um pouco. Acontece, penso eu,  que nem todas as pessoas querem ou estão preparadas para tal. E quando não estão para aí viradas e ouvem o que não querem, vem a adjectivação do "bruto". Há coisas piores. 

domingo, fevereiro 10, 2019

Casino de Lisboa

Depois de muitos anos sem ir ao Casino de Lisboa, passei por lá há uns dias, para beber um copo, por ocasião da vinda de um Amigo meu a Lisboa. Continua igual. O mesmo ambiente de vício. Pessoas que deixam de viver a vida real e "entram" nas máquinas. Fumando cigarro atrás de cigarro, vidradas no écran. Confesso que esta visão sempre me deixou extasiado. Sempre pensei para mim como será possível que tal aconteça. Já não falando de pessoas que apostam a quase totalidade dos (parcos) vencimentos. Triste. Na verdade, eu não vou aos casinos para jogar. Nunca tive esse "chamamento". Vou sim aos Casinos porque, como refiro anteriormente, a adição do jogo e o estado absolutamente "petrificado" e absorto da realidade em que ficam as pessoas exerce um efeito magnético em mim. Havia nessa noite um trapezista que fez algumas coisas que pensei serem impossíveis de serem feitas por um ser humano! Chamo ao que vi muita hora de treino e conhecimento dos limites físicos. Sei bem o que isso é. P.S.: Não sei como está o Casino do Estoril, na medida em que não vou lá há muito tempo, mas no de Lisboa, agora, a entrada é conseguida através do cartão de cidadão. Um pouco para (penso eu) controlar a lavagem de dinheiro que pode - como se sabe - ser realizada nestes espaços.

domingo, fevereiro 03, 2019

Ócio

Ócio é algo que não tenho tido nos últimos tempos. É verdade. Hoje em dia, olhando para trás, realizo que até quase ao ano passado tinha algum tempo livre que me permitia, por exemplo, gerir o tempo em que não trabalhava e descansar. Actualmente o meu tempo livre resume-se, efectivamente, ao tempo que tenho para dormir.
Escrevi em tempos, neste espaço, algo que, dia para dia, me parece ser cada vez mais óbvio. Tudo na vida acontece por alguma razão. E há sempre dois caminhos: o fácil e o que exige mais de nós. Tem-me mostrado a vida que invariavelmente escolho os caminhos menos óbvios (ou lógicos) e os que exigem mais de mim. Foi sempre assim.
Desde o ano passado, ao abraçar este meu novo desafio pessoal, que sabia ao que ía. E que os tempos livres iriam ser francamente reduzidos. Mas como refiro antes, foi opção. Minha opção que assim fosse. E irei seguir o meu rumo e determinação. Custe o que custar.

domingo, janeiro 27, 2019

Green Book

Retomo neste espaço a partilha da minha opinião relativamente a filmes recentemente assistidos. Ontem assisti ao "Green Book: O Guia", um filme que estreou esta semana que agora termina e que estará de certeza absoluta numa sala de cinema perto do(a) meu/minha amigo(a).
O filme desenrola-se na década de 60 abordando o já tantas vezes explorado -e agora mais uma vez - tema do racismo. Numa América em que se vivia o auge da tensão racial, e se começava a vislumbrar o reconhecimento dos direitos dos negros com a ajuda importantíssima do então Presidente Kennedy, desta vez o realizador leva-nos a ver a história de outro ângulo - um pianista negro bem sucedido e a forma como isso era visto, naquele tempo, pela sociedade. O resultado é bom. Muito bom. Para quem consegue perceber todo o enquadramento deste filme, será possivelmente, tal como a mim foi, avaliar esta película como  uma das que será merecedora de algumas estatuetas douradas. Vinte valores para os dois papeis principais (Viggo Mortensen e Mahershala Ali). P.S.: Green Book, o nome do filme, era o livro que os negros tinha, na altura, com os locais que podiam frequentar (e.g restaurantes, hotéis onde podiam pernoitar, etc.). Recomendo.

domingo, janeiro 20, 2019

Época de Estudo

Há muitos anos que não pegava em livros para estudar. No sentido de ter de apreender conhecimentos. Absorver. Interiorizar. Assimilar. Com este novo desafio tudo se altera e toda uma série de aspectos tiveram/estão de/a ser revistos. Incluindo a parte do tempo dedicado ao estudo que até agora não havia. E que naturalmente acaba por ser ao fim de semana. É um esforço grande. Depois de uma semana de trabalho - e tenho tido as últimas semanas bem intensas - é complicado. Mas não impossível. É preciso é saber relativizar as coisas. Valorizar o que tem de ser valorizado e desvalorizar o que, opostamente, não merece ser valorizado. Deus me dê forças e garanta o foco para conseguir levar este meu novo desafio até ao fim.

domingo, janeiro 13, 2019

Falecimento Pai

Foi a semana que findou agora. Estranho estar a escrever sobre isto. Mas é a realidade. Doença prolongada. Várias idas ao hospital - com consequente internamento - uma pneumonia contraída há pouco tempo antes do Natal. Alta para vir passar o Natal a casa, com a Família. Internamento a partir do dia 26 de Dezembro último. E nova alta - por via da estabilização dos sinais vitais - dia 09 de Janeiro. Uma noite muito inquieta, de 09 para 10. Ainda o vi vivo, antes de sair. Acabou por falecer nos braços da minha mãe, a meio da manhã de dia 10 de Janeiro. O fim do ciclo. Onde está, estará muito melhor do que estava nos últimos tempos. Paz à sua alma. Obrigado por tudo, Pai.

domingo, janeiro 06, 2019

O frio

O mês de Janeiro é dos mais severos (senão o mais severo) do ano. É sempre assim. Costumo dizer que prefiro o frio à chuva, mas o que é certo é que não é bem assim. Ou por outra, poderá até ser, mas o que é certo é que as baixas temperaturas que se têm feito sentir só promovem o surgimento de gripes, constipações e resfriados.
Este ano já vou na 2ª gripe. Contraí a primeira gripe por via da vacina contra a gripe. Não em mim, mas sim nos meus pais. O sistema imunitário das pessoas com mais idade não é o mesmo que das pessoas com menos idade e daí aos sintomas gripais, é um fósforo. Precavido, comecei logo com medicação e em menos de uma semana, aparentemente, já teria a gripe controlada. Até que por via de estar em ambientes contaminados - e utilizados pelas mais variadas pessoas - tive uma recaída. Até agora.
A ver vamos se curo isto depressa. 

terça-feira, janeiro 01, 2019

Primeiro dia do Ano

Mais uma vez, eis que somos chegados ao primeiro dia do ano. E é tempo de ser feito o "inventário".
Globalmente, o saldo é positivo. Atingi vários dos objectivos a que me propus. E isso será, para mim, o mais importante. Profissionalmente, acabei por experimentar alguns desafios novos que permitiram que conhecesse realidades novas. Embora tenha conseguido ligeiras melhorias no feitio, há ainda alguns pontos que tenho de melhorar. E vou consegui-lo. Foco e determinação. Disciplina. Resiliência. Espírito de sacrifício. São tudo nomes que me irão acompanhar este ano (e nos seguintes) para me ajudar a ser uma pessoa melhor. Gostava que todos pensássemos assim. No melhorarmos continuamente o que somos. Ser mais ambiciosos. Sermos audazes. Seguirmos o nosso instinto. E acima de tudo, sermos fortes. Persistentes. Tenazes. Desejo que o ano que agora começa seja repleto de sucessos pessoais. Que consigamos encetar e terminar de forma exímia os desafios que se avizinham. Que tenhamos saúde. E que haja dinheiro. Excelentes entradas em 2019! 

domingo, dezembro 23, 2018

Acidente com Helicóptero INEM

O mais recente acidente aéreo que envolveu um helicóptero do INEM atesta bem o quão voraz pode ser a comunicação social na busca do "furo" jornalístico. Nada contra. Mas que o façam de forma digna e bem informada. Não foi o caso.
Tal como todos os demais portugueses, fui surpreendido pela notícia do desaparecimento de um helicóptero na região Norte de Portugal. E desde o primeiro momento em que vi a notícia, naturalmente acompanhei em permanência todas as actualizações da mesma.
A minha experiência aeronáutica permite-me avaliar as coisas de forma diferente do telespectador comum. Quando refiro "forma diferente", não quero dizer com isto que seja profundamente conhecedor. Mas há toda uma sequência de eventos, uma terminologia técnica, detalhes que sei antecipadamente que terão de ser abordados. Afinal, e nas primeiras horas, tratava-se de um desaparecimento de uma aeronave em território nacional e há um protocolo que tem de ser seguido.
Um dos aspectos que me terá chamado desde logo a atenção foi o facto de, ainda sem sequer se ter descoberto o paradeiro da aeronave e já se falar em mortos. Não é mais do que jornalismo do pior nível. Medíocre.
Convido o/a meu/minha leitor(a), a, conjuntamente, analisar a minha forma de pensar (na medida em que me parece que a mesma faz sentido).
Condições climatéricas
A questão das condições climatéricas em que foi efectuada esta missão de socorro merece um comentário. Este helicóptero estava baseado em Macedo de Cavaleiros. Foi realizado o transporte de uma doente para o Porto com condições climatéricas adversas. Sabe-se que o normal seria, no regresso, realizar uma paragem técnica (para abastecimento) antes de regressar à base. Não foi isso que aconteceu. O Comandante terá pedido ao controlo de tráfego aéreo - por via das más condições climatéricas e da consequente má visibilidade - para realizar o vôo de regresso a baixa altitude. Aqui reside a minha questão. Não havendo necessidade de regressar naquele dia específico à base, e conhecendo as condições climatéricas adversas que conduziram a que tivesse de pedir para voar a baixa altitude - porque razão não decidiu este experiente piloto aguardar até que as condições do tempo melhorassem? Esta parece ser uma questão que nunca será respondida cabalmente. Afinal estamos a falar do carácter subjectivo de avaliação de um piloto bem experiente. Porventura outro piloto, na medida em que não havia urgência no regresso, teria optado por aguardar que as condições climatéricas melhorassem antes de prosseguir com o vôo.
Tempo de resposta
Importará perceber, assim termine a investigação já encomendada pelo MAI (Ministério da Administração Interna), a razão pela qual há 2,00H de hiato de tempo em que não houve resposta a uma emergência. As comunicações com o helicóptero perderam-se por volta das 1830H e o sistema de emergência só é accionado pelas 2015H. Em situações ou eventos em que todos os minutos contam, importa perceber o porquê de (mais uma vez) o sistema de emergência ter falhado.
Localizador de Emergência
Outro ponto que me tem dado que pensar é a questão do "ELT" (Emergency Locator Transmitter) e do qual pouco ou nada se fala. Toda e qualquer aeronave registada no espaço comunitário tem de ter instalado um "ELT". Sem complicações, trata-se de um dispositivo que, para situações de acidente aéreo, transmite numa frequência específica auxiliando na sua localização (e salvamento) dos ocupantes de determinada aeronave. Se há componente ou dispositivo indestrutível, este será um bom exemplo. Imaginem o que é ter de resistir à queda de uma aeronave (meio aquático ou terrestre) e ainda ter de transmitir numa frequência para que as equipas de busca e salvamento o detectem. Curiosamente pouco ou nada se falou neste equipamento. E a "melhor" explicação que ouvi foi que a antena se tinha partido (???). Sem comentários.
Conferências de Imprensa / Protecção Civil
O "centro de crise", usualmente estabelecido neste tipo de infeliz evento, foi criado. Os responsáveis pela busca e salvamento estiveram sempre juntos nas várias conferências de imprensa (também previstas no estabelecimento deste centro de crise) por forma a ir actualizando o ponto de situação. Nota positiva para a forma como o mesmo foi imediatamente criado, desde o "momento zero" e a ponderação nas respostas dadas - quando a comunicação social já falava em mortos, o responsável  da Protecção Civil retorquia referindo que a aeronave ainda não tinha sido encontrada. Como que a serenar os ânimos. Nota negativa para o facto deste mesmo responsável não ter nunca tirado o "bivaque" (boina dos militares) durante todas as conferências de imprensa. Ao longo de décadas tenho visto várias entrevistas televisivas e não me recordo de militares com a boina colocada ou mesmo o chapéu da farda. E alguns dos militares da classe de generais. Um detalhe, bem sei, mas que reparei. 
Detalhe Mórbido
Há situações em que me envergonho de ser português ou, indo mais longe, de ser humano. Tenho dito ao longo dos tempos, que quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais. E aqui temos um pequeníssimo exemplo de onde quero chegar. O acesso ao local do acidente foi complicado durante a noite. Muitos foram os voluntários locais (praticantes de todo-o-terreno) que o tentaram, mas que desistiram face às condições de tempo adversas experimentadas naquela noite. O que não se entende é como é que no dia seguinte, quando os acessos foram tornados possíveis e já havia luz natural, já havia peças da aeronave acidentada à venda no OLX. É verdade. Eu vi um anúncio - que terá sido removido entretanto. Mas confirmo que esteve efectivamente publicado um anúncio da tampa do bocal de abastecimento de combustível da aeronave. Incrível o mórbido da situação e a falta de respeito pelo próximo que fica bem patente neste comportamento de algumas "pessoas".
Papel da Comunicação Social
Tenho já dito que há muitos maus profissionais na comunicação social. Na generalidade das vezes, há detalhes que não são explorados e que podem tornar a notícia mais fidedigna. O que interessa é desde o primeiro momento - sem olhar a meios - garantir o "furo" jornalístico. Temos em Portugal verdadeiros conhecedores do sector aeronáutico/emergência/helicópteros que poderiam ter certamente contribuído com a partilha do seu conhecimento e evitando-se que a notícia fosse fraca.    

domingo, dezembro 09, 2018

Jantares de Natal

No final desta semana já conto com 3 jantares e um almoço de Natal. É verdade. Se por um lado são momentos em que se consegue uma maior sociabilização, por outro lado é "alocar" uma refeição a uma determinada quadra. Ganha a restauração. Esvazia-se o significado do evento clássico de "jantar de Natal".
Na sua essência (ou por definição), o jantar de Natal é em casa de cada um com a sua família. Um ambiente íntimo. Familiar. Sem estranhos. Só família. Perto da árvore de Natal. Com o bacalhau cozido ou com o perú recheado. Isso sim,  faz todo o sentido na minha cabeça. 
O que acontece actualmente é um claro aproveitamento desta data. Com, uma coisa que acho ridícula: a troca de prendas. Quase tão bom como me pedirem para ir cantar no "karaoke" no final da noite. Já tenho pouco tempo para me coçar e ainda tenho de arranjar-algum-tempo-sabe-Deus-onde-para-ir-comprar-uma-prenda-de-5,00€. Patético.
Contudo, com a idade, vamos inevitavelmente "arredondando" a nossa forma de pensar. Neste aspecto tive de o fazer e passar a ir com a carneirada evitando assim dissabores e comentários mais à frente. Os jantares de empresa são importantes. Para mostrar que há um comprometimento pessoal com aquele momento para o qual fomos convidados a participar e em que abdicámos por umas horas do conforto do nosso lar na companhia dos nossos. Os almoços e jantares de família são igualmente importantes. Na medida em que é possível reunir família que usualmente não vemos com frequência. Ainda assim, não gosto do "rótulo" de jantar de Natal ou almoço de Natal. A serem realizados, que sejam com mais regularidade. Concluindo: não me choca absolutamente nada que sejam feitos. Mas por favor, não estraguem a quadra. Arranjem outro nome para estes convívios!

domingo, dezembro 02, 2018

Auto-Estima

Possivelmente um dos temas que mais vezes desenvolvi aqui no blogue. Não por necessidade pessoal, mas porque diariamente lido com pessoas com auto-estima a roçar o valor mínimo dos mínimos ou mesmo, em alguns casos, inexistente.
Entendam mais esta opinião como sendo minha e sem qualquer tipo de fundamento científico. Decorre da minha experiência de vida e do contacto que vou tendo com pessoas que vou conhecendo ou que já conheço e cuja vida é marcada por momentos bons e menos bons.
A auto-estima pode ser desencadeada por vários factores. Mas todos eles partem de um ponto em comum: nós. Do indivíduo. Da pessoa em si.
Uma das maiores contribuições para a auto-estima de alguém é, sem qualquer dúvida, a sociedade. É verdade. A forma como os outros nos vêem e o tipo de comentários que tecem sobre nós. Decerto concordarão comigo que um elogio trabalha a nossa auto-estima de uma forma positiva, contrariamente à ausência de comentário ou de um comentário negativo ou crítica - sendo que aqui reconheço um potencial de severidade latente assim o comentário seja injusto - que trabalhará de forma inversa, ou seja, má. Ainda no casos das críticas, piora tudo quando o fazem de forma injusta.
O problema associado com uma baixa auto-estima é o quão isso interfere ou poderá interferir com outros domínios. Não conheço ninguém que tenha uma auto-estima "beliscada" e que dê tudo no trabalho. Impossível. Quem disser que o consegue, mente. Pessoas com auto-estima bem consolidadas, que estão de bem com a vida em todos os domínios (i.e. afectivo, pessoal, profissional) são pessoas mais felizes. Nota: Não digo que sejam felizes porque o conceito de "felicidade plena" é utópico. Não existe. Daí ter empregue a conjugação de palavras "mais felizes".
Uma das formas para contrariar a "espiral negativa" tão comum em casos de baixa auto-estima é partilhar o que se sente com alguém mais próximo. Ninguém imagina o quão simples fica tudo quando isso é tornado possível ou quando acontece. É partilhar o pêso que trazemos às costas. É ter uma opinião de alguém que nos conhece e que passa a estar envolvido(a) nessa questão. É bom. É positivo. No final do dia poderá ajudar-nos a ver outro ângulo da questão e no final do dia, aliviar-nos de um qualquer sentimento de culpa / redutor e que trabalhe a nossa auto-estima no sentido de fortalecer a mesma.

domingo, novembro 25, 2018

O dia (refeição) livre

Quem já consultou um nutricionista sabe que há um dia da semana em que é possível comer o que quisermos. Sem restrições. A questão é que andei vários anos enganado. Não será um dia, mas uma refeição. Esse foi um dos mitos urbanos que foi "desmontado" na minha primeira consulta com o Sérgio.
Também já aqui partilhei que na altura em que comecei a olhar mais por mim, de há 6-7 anos a esta parte, li bastante sobre a actividade desportiva e a alimentação. Na altura sem o necessário acompanhamento profissional de um nutricionista, mas ainda assim consegui absorver alguns conceitos que se aplicam integralmente.
Retive que esta questão da refeição livre funciona de duas formas na nossa mente. Em primeiro lugar, um prémio pelo facto de, em alguns casos e estoicamente, termos conseguido comer areia e ar durante uma semana. Isto sem cair na tentação de ir a uma pizzaria e devorar 5 pizzas familiares. Em segundo lugar, trata-se de uma refeição semanal em que os nutricionistas entendem ser mais vantajoso que haja a quebra de algumas regras, do que as ir quebrando ao longo da semana. Tipo, estar acordado entre as partes (nutricionista e pessoa) que naquele dia, tipicamente, e numa das refeições do dia há a loucura.
Há contudo uma ressalva que ecoa na minha mente desde que a li, há alguns anos. Não se deve confundir, nestes momentos mais "livres", o "à vontade" com o "à vontadinha". Uma coisa será comer uma ou outra coisa que, durante a semana não comemos. Outra coisa será comer 9 "Vianettas". Mal comparado, será como aquelas pessoas que dizem que só fumam socialmente. Penso várias vezes que essas mesmas pessoas a dada altura devem passar a ter tantos eventos sociais, que do fumar apenas e só ao fim de semana extrapolam para um ou dois dias por semana. No fim de contas, fumam tanto ou mais que um fumador normal.
Como tudo na vida, tudo o que é excessivo é mau. Mantenho bem presente esta máxima. Tento aplicá-la à minha refeição livre. Que tanto penso durante a semana!

domingo, novembro 18, 2018

Foco e Determinação

Foco e determinação são dois aspectos que nos últimos anos têm, inquestionavelmente, norteado a minha vida e forma de estar. O deixar de fumar. O ter seguido o meu caminho depois ter terminado uma relação afectiva longa e com tanta coisa já construída. O desporto que comecei a praticar e a olhar mais para mim tendo actualmente um resultado que não tinha, por exemplo, há 20 anos. E claro, alguns novos desafios que tenho vindo a abraçar. 
Nada do que refiro anteriormente seria possível sem o foco. Sem a perseverança e determinação. Pelo caminho fica, naturalmente a minha (menor) capacidade de tolerância e compreensão para com todas as coisas que de alguma forma fogem daquilo que considero normal e aceitável. Bem sei que todos os anos, daqui por algum tempo (determinações para 2019) me vou repetir. E dizer que tenho de melhorar o feitio. Bla, bla, bla. Sempre a mesma conversa. Mas começo a chegar à conclusão que se calhar não sou eu quem está mal. Tenho é tido azar com as pessoas que conheço e que passam pela minha vida.
Foram essas mesmas pessoas que passaram pela minha vida que não compreenderam de todo a pessoa que sou. Não lhes foi possível valorizar a pessoa que sou ou o Amigo que sei ser. Não conseguiram entender porque estão demasiado centradas em si mesmas, para o seu bem-estar não conseguindo ver para além disso mesmo. Para essas pessoas, não posso deixar de desejar o melhor deste mundo e boa viagem. Não preciso de más energias neste momento da minha vida. Agora, mais do que nunca, preciso de força, incentivo e reconhecimento. Que por acaso até consigo ter para comigo mesmo. Mas os verdadeiros Amigos ajudam. Não colocando obstáculos.

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...