Ao longo da minha vida - pessoal, académica e profissional - tenho experimentado, ao longo destes anos todos, vários momentos de competição. Não me tenho como sendo uma pessoa naturalmente competitiva, no sentido de querer o mal do próximo, mas tenho constatado que, à excepção de meia dúzia de pessoas que conheço, devo ser caso único.
Creio que a razão para tal estará alicerçado na questão de gostar de ajudar. Ora, se gosto de ajudar, não posso querer que alguém se dê mal. Parece-me lógico. E por dar-se mal, entenda-se, passa por não ser bem sucedido num determinado objectivo pessoal.
Não obstante o que refiro acima, acredito que todos nós, em algum momento das nossas vidas já tenhamos tido este tipo de pensamento. Mas percebo agora que é um pensamento menos bom. Desejar a nossa sorte suportada no azar do outro, é errado. E mais. Gera más energias. E más energias consomem-nos. Contribuem para que sejamos pessoas piores e, acredito eu, num qualquer dia, sem estarmos à espera, pagamos esse preço. Que poderá ser alto ou não. A vida encarregar-se-á de decidir.
Tudo nesta vida tem uma explicação. À medida que os anos passam, chego cada vez mais rapidamente à conclusão que a nossa passagem por "cá" é curta. E que nada vale desenvolvermos determinado tipo de energias que nos consomem e nos fazem ser pessoas piores. Competição sim, mas com conta, pêso e medida. E sempre, sempre, sempre não perdendo a nossa identidade de ser humano que nos faz, como sendo uma das principais razões de ser, ajudar o próximo.
