domingo, junho 09, 2019

Relaxar

As técnicas de relaxamento são tão ou mais importantes que os próprios momentos em que estamos mais focados ou precisamos de mais energia. Tenho vivenciado esta realidade nos últimos anos. E cada vez acredito mais nisto que acabo de escrever.
Se há alguns anos a esta parte esta realidade me parecia um pouco fantasiosa, hoje em dia não percebo dessa forma. Os tempos livres são cada vez menos, e efectivamente, os que há, são dedicados ao relaxamento. Para que se consiga atingir o equilíbrio físico e mental. Um dos factores que, entendo que mais contribui para o relaxamento, será, sem sombra de dúvida, uma boa higiene de sono. O "obrigar" o organismo a deitar-se mais cedo. Proporcionar mais uma ou duas horas de sono, faz a diferença toda em termos de reposição de energia. O adoptar uma dieta alimentar equilibrada e regrada. A prática regular de exercício físico. São meios para um objectivo comum que será o relaxamento. Evitar o tabaco e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Bem sei que é fácil falar, e que as nossas vidas, o nosso quotidiano nem sempre permitem que consigamos seguir integralmente estas boas práticas. Contudo, e para o nosso bem estar (e para que consigamos andar por cá mais uns bons anos) é necessário que sigamos estas recomendações. E respeitemos o nosso organismo.

domingo, junho 02, 2019

Frustração

Todos temos o nosso limiar de frustração. Que passa muito pela forma como lidamos com o imponderado. Com o imprevisto. E curiosamente, há quem goste. E que viva bem com essa realidade. Sem receios do que aí vem. E no plano oposto, há quem não goste. E que prefere estar preparado - sempre que possível - para algo que sabe que pode vir a acontecer de forma inusitada. Será este último grupo no qual me insiro.
A questão que se coloca é a forma como lidamos com estas situações. Há quem tenha sorte e lide bem com o facto de não conseguir resolver algo. E há quem não tenha essa sorte e acabe por não lidar bem com esse tipo de situação. Em ambos os casos falo de como se lida com a frustração.
Tenho-me como um excelente conselheiro. Conheço algumas pessoas igualmente boas conselheiras. Mas aqui para nós, sou fantástico a dar conselhos. Só para outras pessoas, não para mim. Lá diz o adágio popular "Em casa de ferreiro, espeto de pau".
É facílimo dizer a alguém que os azares acontecem e que melhores dias virão. Que não vale a pena perder muito tempo a pensar na desgraça. Que a vida continua e que para a frente é que é o caminho. Já o disse milhares de vezes a muitas pessoas. Mas continuo com a minha eterna questão sem solução à vista: lido mal com a frustração. Consome-me. Faz com que tenha de desenvolver um trabalho interior substancialmente superior ao da generalidade das pessoas - em particular as que lidam bem, ou por outra, sabem lidar (melhor) com este tipo de sentimento.
Vou tentando melhorar isto no meu dia-a-dia. Com a ajuda de pessoas que estão perto de mim e que me mostram, por vezes, ângulos diferentes daqueles em que estava focado. Faz parte da aprendizagem. E faz-nos crescer como pessoas. E ajuda-nos a ter (mais) qualidade de vida.

domingo, maio 26, 2019

Competição

Ao longo da minha vida - pessoal, académica e profissional - tenho experimentado, ao longo destes anos todos, vários momentos de competição. Não me tenho como sendo uma pessoa naturalmente competitiva, no sentido de querer o mal do próximo, mas tenho constatado que, à excepção de meia dúzia de pessoas que conheço, devo ser caso único.
Creio que a razão para tal estará alicerçado na questão de gostar de ajudar. Ora, se gosto de ajudar, não posso querer que alguém se dê mal. Parece-me lógico. E por dar-se mal, entenda-se, passa por não ser bem sucedido num determinado objectivo pessoal. 
Não obstante o que refiro acima, acredito que todos nós, em algum momento das nossas vidas já tenhamos tido este tipo de pensamento. Mas percebo agora que é um pensamento menos bom. Desejar a nossa sorte suportada no azar do outro, é errado. E mais. Gera más energias. E más energias consomem-nos. Contribuem para que sejamos pessoas piores e, acredito eu, num qualquer dia, sem estarmos à espera, pagamos esse preço. Que poderá ser alto ou não. A vida encarregar-se-á de decidir.
Tudo nesta vida tem uma explicação. À medida que os anos passam, chego cada vez mais rapidamente à conclusão que a nossa passagem por "cá" é curta. E que nada vale desenvolvermos determinado tipo de energias que nos consomem e nos fazem ser pessoas piores. Competição sim, mas com conta, pêso e medida. E sempre, sempre, sempre não perdendo a nossa identidade de ser humano que nos faz, como sendo uma das principais razões de ser, ajudar o próximo.

domingo, maio 19, 2019

Eleições Europeias

A fantochada de sempre. Tenho pensado para mim, que quanto mais avanço na idade, menos credibilidade me merece a classe política. Particularmente falando dos deputados que são eleitos para o Parlamento Europeu (PE). 
O meu ponto é simples. Ninguém sabe o que lá fazem. Se, por exemplo, vão aos grupos de trabalho a que pertencem. E se, como seria de esperar, representam dignamente o País nas votações e nos assuntos que nos interessam em particular. Tenho as minhas dúvidas. Profundas.
Para mim, quem está no PE tem responsabilidades acrescidas. Muito mais exigência do que aquela que é expectável para um deputado que (quando se lembra) vai à nossa Assembleia da República. Imagine-se os deputados que estão lá fora. Sem qualquer controlo. E inseridos num meio de outras pessoas, provenientes de outros Estados Membros, com hábitos diferentes dos nossos. Mas que ainda assim trabalham. Estão deslocados dos seus países de origem, mas acredito que trabalhem justificando a aposta que foi feita pelos eleitores dos seus países bem como o avultado vencimento que auferem. Às tantas não será assim tão avultado para alguns, já que nos seus países receberão quase tanto como no PE!
Esta minha forma de ver as coisas não é inusitada nem descabida de fundamento. São conhecidos casos de deputados que sistematicamente não comparecem na Assembleia da República, bem como são do conhecimento público os casos dos deputados do PE que recebem ajudas de custo para vir a Portugal e que por lá ficam... 
Não obstante tudo isto, bem como o não vislumbrar qualquer tipo de mais valia em qualquer um dos programas eleitorais que já foi apresentado - e exactamente por saber que não são exequíveis - não deixo de ir exercer o meu direito de voto. Para votar em branco. Em sinal de protesto. Vale o que vale.

domingo, maio 12, 2019

Estudo em grupo

Depois de quase 20 anos sem estudar em grupo, volto este Domingo a reunir-me com dois colegas para o fazer. Não faço a mínima ideia como vai correr. Sei que a minha maturidade e foco são diferentes. E que me parecem ser duas pessoas igualmente maduras e focadas. Temos todos o mesmo objectivo.
Há vantagens no estudo em grupo. Começando pela capacidade de explicação de aspectos que sozinhos dificilmente conseguimos. Por outro lado, há a disciplina e obrigação que assumimos com quem estudamos de....estudar. Como desvantagem, o facto de haver pessoas que se "encostam". e vão para um grupo destes para passar o tempo. Causar entropia. E isso atrasa o estudo dos demais. Vamos ver como corre! Foco máximo. O que tem de ser tem muita força!

domingo, maio 05, 2019

Demissão do Governo

Tenho evitado comentar política neste espaço. Começando e acabando pelo facto de ter ideias fracturantes sobre grande parte dos temas actuais. E exactamente por achar que tenho essa visão mais radical, entendo que devo guardar estas opiniões para mim e não partilhar. Uma questão de bom senso e contenção, se preferirem.
Mas não posso deixar de comentar o tema desta semana: a demissão do Governo. Por muito que discorde das políticas seguidas pelo mesmo, ou da forma como chegou ao poder, não consigo perceber o objectivo de voto a favor por parte da direita parlamentar no sentido de ser pago aos professores aquilo que exigem e por outro lado, da abstenção, relativamente ao mesmo tema, da esquerda que integra a geringonça. Não deveria ser este um momento em que a esquerda (que agora se abstém) se devia manter de "pedra e cal" ao lado daquele que é o partido político que está à frente dos desígnios do nosso País? Será complicado para essa mesma esquerda entender que o facto de os professores verem agora pago o montante relativo aos nove anos, quatro meses e dois dias, vai abrir um precedente gravíssimo? Então e que resposta será dada aos demais funcionários públicos, que viram as suas progressões congeladas, quiserem o mesmo - e que se calhar, por via de entenderem que os cofres do Estado estão a recuperar não exigiram nada desta forma quase autista? Esvaem-se os cofres de Estado? Quem suportará os 800M€ (milhões) anuais que o Executivo terá de suportar, só relativos aos professores? Enfim. A resposta será dada dia 15 do corrente. Mas temo que venha aí grande conturbação. Talvez fosse bom o Presidente dos afectos dar um murro na mesa. Deixar de andar a tirar "selfies" e pusesse ordem na barraca. Para bem de todos.

domingo, abril 28, 2019

Pais separados, educações diferentes

Nos últimos Domingos, e com uma regularidade (quase) semanal, tenho feito umas caminhadas pelo fresco da manhã com um dos meus melhores amigos. Aquilo que começou por ser uma caminhada num Domingo específico, rapidamente se transformou numa rotina, e já temos alguns quilómetros nestas pernas. A andar e a conversar.
Aproveitamos este tempo juntos para, não só pôr a conversa em dia - e já vai sendo muita - como  também para eu assumir o papel de confidente/psicanalista em quem este meu amigo deposita muitas das suas questões existenciais. Em particular as relacionadas com a sua filha de 10 anos.
Não me incomoda absolutamente nada que o faça. Muito pelo contrário. Sinto que tem essa necessidade. A questão é que poderei não ter comigo todos os dados para poder, com propriedade, ajuizar e opinar de forma construtiva. Pelo meio fica uma relação afectiva conturbada que teve, um passado (dele) marcado por algumas situações menos boas que conduziram naturalmente a alguma insegurança da, na altura, cara metade. E uma criança. Até sou capaz de entender todo este "puzzle".
Tenho para mim que os filhos são para a vida. E que, como tal, é imperioso que haja um (obrigatório) entendimento entre os pais. Mais do que o "entendimento-básico-para-tratar-dos-assuntos-relacionados-com-os-filhos". Tem de haver conversa. Debate de ideias. Por outro lado, é importante não esquecer que haverá sempre, mas sempre a questão monetária em que um dos pais sentir-se-á sempre mais prejudicado. E tudo isto importa ser debatido para que, no final do dia, as crianças não apanhem por tabela.
Neste caso específico, estou à vontade para falar porque conheço este meu amigo desde há mais de 30 anos. É daqueles que cresceu comigo e com quem passei muita coisa. Umas melhores e uma ou outra pior. Refiro isto porque sei que é da minha criação. Da minha geração. Vivemos as mesmas experiências, na mesma altura. E sei bem como é aquela cabeça estruturada.
A mãe da criança penso ser um pouco mais nova que nós. E substancialmente mais rica que eu. E que eventualmente o meu amigo. Refiro isto, necessariamente, porque é daqueles casos em que dinheiro não significa necessariamente melhor educação ou saber estar. Conheço a mãe da criança circunstancialmente e de ter estado com ela uma ou duas vezes. E a criança em si (estragada com mimos), estive uma vez. Os desabafos que este meu amigo tem comummente comigo são o reflexto de situações em que há, notoriamente, uma choque de formas de educar. E claro, o normal e expectável choque geracional. A filha consegue com muita facilidade ter coisas que nem o pai não tem e/ou dificilmente teria. E não sabe dar valor. Talvez por não ter sido educada nesse sentido. Enfim. Os passeios matinais irão continuar. E as confidências idem. Afinal, é esse o papel de melhor amigo.

domingo, abril 21, 2019

A greve dos camionistas

Sou contra todo e qualquer tipo de greve. Bem sei que é um direito consagrado na Constituição Portuguesa e devida e legitimamente "ganho" desde 1974. Mas não tenho por isso uma opinião diferente.
Talvez seja importante clarificar ou desenvolver um pouco mais o que refiro acima, para não receber mais tarde e-mails de pessoas a "mimar-me", como já aconteceu, por parte de pessoas mais "sensíveis".
Defendo que há fóruns específicos para o debate das ideias. Reuniões, por exemplo. É para isso que servem esses momentos (que tenho como absolutas perdas de tempo) e que detesto. Mas que outras pessoas podem utilizar para especificamente resolver os seus diferendos. E não é correcto que, resultante do não acordo, se parta para a decisão unilateral da realização de uma greve, causando ou interferindo com a vida de outras pessoas. No limite, se de cada vez que alguém não conseguir chegar a um acordo pensar numa greve, o País pára. E foi o que aconteceu com estes camionistas, esta semana.
Importa neste momento, e naturalmente referir que o título do texto desta semana não tem como objecto estes camionistas em si. Não têm culpa de nada. No fundo, lutam pelos seus direitos. Mas, tal e qual como os enfermeiros e os professores, escolheram mal o momento para o debate das suas ideias e as greves que organizam afectam terceiros que nada têm a ver com as suas pretensões: Há doentes que morrem pela falta de enfermeiros, o calendário das provas/exames das escolas fica prejudicado e houve, esta semana, pessoas à beira de um ataque de nervos com os postos de abastecimento de combustível sem se poder abastecer. 
Bem sei que não há um momento certo para a realização de um evento desta magnitude. Mas estamos em plena época Pascal. Foi mau o momento, Mais uma vez, entendo o direito à greve, como forma de contestação de algo com o qual não concordamos. Assim não interfira com a vida das outras pessoas. Aqui reside o problema. Enquanto um dos objectivos da realização de uma greve for, efectivamente, causar o incómodo e interferir com a normal vida de terceiros, serei contra a realização das greves. Respeito tudo e todos. Mas também exijo que me respeitem. Simples. E já agora, Santa Páscoa...sem greves!

domingo, abril 14, 2019

IRS 2019

Teve início recentemente o período de entrega do IRS referente ao ano passado. Para mim, todos os anos por esta altura, fico (ainda mais) ansioso do que normalmente costumo estar. Imagino sempre que no momento em que clicar no "Submeter" da minha declaração, alguém do outro lado vai ser notificado que a mesma deu entrada, vai escrutiná-la integralmente e de imediato vai encontrar uma série de desvios, inviabilizando a minha vontade de voluntária e atempadamente informar o Estado Português quanto à minha situação fiscal.
Para quem como eu, que cada dia que passa abomina ainda mais e de forma perfeitamente assumida a utilização do papel, ter de guardar provas documentais (i.e. físicas) das minhas despesas é o mesmo que me pedir com jeitinho que enfie farpas de madeira por baixo das unhas. Manter os meus certificados - por ex., dos cursos que tiro - e que obrigatoriamente tenho de manter algum controlo, é um feito notável e que devia ser objecto de um estudo científico por parte de uma qualquer universidade dos Estados Unidos da América. Mas, por favor, não me peçam muito mais do que isso. Defendo há muitos anos (mesmo) que deverão ser as entidades que emitem recibos de pagamento, em articulação com o Sr do Portal das Finanças quem deverá garantir a comunicação dos dados referentes a despesas dos contribuintes portugueses. E que o sistema deverá estar sempre bem lubrificado. Sem areia na engrenagem. E para evitar que pessoas como eu, avessas ao papel, tenham quase ataques de pânico sempre que se aproxima a época da entrega do IRS. Para bem da sociedade. 

domingo, abril 07, 2019

Contratação de Familiares

Desde há muitos anos a esta parte que tenho uma opinião muito própria relativamente à contratação de pessoas conhecidas: família ou não, não diferencio. Para mim, e no final do dia, é tudo a mesma coisa. Alguém intercede por alguém. O chamado "colocar-o-cv-na-mesa-certa".
Não me choca absolutamente nada numa sociedade como a nossa. Chocar-me-ía se me contassem que tinha sucedido numa Alemanha, Noruega ou Dinamarca. Por cá, não me choca nada.
E isto em contraciclo com aquilo que muitos poderão ter pensado que seria a minha opinião sobre o tema. Principalmente aqueles que me seguem há alguns anos a esta parte. Mas sou coerente com o que sempre defendi. E passo de seguida a explicar.
Interceder junto da pessoa certa é fácil. Qualquer pessoa bem relacionada, e com um mínimo de influência, consegui-lo-á. Facilitará enormemente a questão de conhecer os "timings" de contratação inerentes a cada sector/empresa. Ou seja, no momento certo e local certo surge uma candidatura de alguém conhecido. É assim que as coisas funcionam.
Que essa candidatura seja de alguém conhecido (familiar ou não) não me choca. Por uma razão simples. Quem o submete, naturalmente não irá, em circunstância alguma, atravessar-se se as coisas correrem mal. Costumo dizer que "a cunha" é facilitadora ou promotora de um processo, mas não é a garantia que tudo fica bem se algo correr mal. Não mantém ninguém. A partir do momento em que alguém seja admitido, esse alguém deverá começar a mostrar trabalho. Não só em tributo à pessoa que lhe estendeu a mão, bem como para assegurar o posto de trabalho. Agora, se esta pessoa é conhecida, familiar, pouco interessa. Tem é de ser boa no que faz. Ponto.

domingo, março 31, 2019

Ambientadores Auto

Aqui está um tema que não interessa para nada. Mas à falta de melhor, porque não dar a minha opinião sobre o mesmo?
Desde há muitos anos que sempre me intrigaram os artefactos que usamos nos carros para tornar o ambiente mais respirável no interior dos mesmos. Acredito que em primeiro lugar o façamos para nós próprios, donos desses carros, e para quem connosco viaja, em segundo lugar. Até aqui tudo bem.
As questões que se me colocam são duas (ainda estou para perceber porque perco eu tempo a pensar nisto): o que usamos para perfumar e onde posicionamos os dispositivos para que se sinta mais o perfume. E aqui começa a diferença de gostos.
Se pouco ou nada posso dizer quanto aos objectos que perfumam (desde frascos pequenos com líquido, árvores de cheiro ou difusores), o mesmo raciocínio não se aplica à questão da localização. Na minha opinião, claro, e respeitando sempre as outras.
Desde as luvas de boxe,  socas da Holanda, "espanta-espíritos" e os terços de Fátima, tudo dá para ser pendurado no retrovisor interior. Para "compor o ramalhete", há quem acrescente aqui o objecto que possibilita a difusão do aroma perfumado. E passamos a ter um retrovisor que em nada fica a dever a uma árvore de Natal bem ornamentada. Dou comigo a pensar se tanta coisa pendurada não interferirá com a boa visibilidade necessária para a condução segura. 
Gosto de um habitáculo perfumado. Mas com os ambientadores posicionados em locais discretos. Por exemplo, manete do pisca ou dos pára-brisas. Mas isso sou eu e falo do meu gosto. Contudo, em todo o caso, diverte-me ver o que os outros usam nos seus carros. Junto dos "espanta-espíritos" e dos "CD" que alguém disse uma vez que inibem o funcionamento dos radares de velocidade. Diverte-me. Só isso.

domingo, março 24, 2019

Reivindicações

Temos assistido num registo quase diário às reivindicações cada vez mais frequentes de várias classes sociais: professores, enfermeiros e técnicos auxiliares de acção educativa (acho que se chamam assim as pessoas que trabalham nas escolas). Pese embora a classe dos magistrados bem como algumas hierarquias das forças armadas (i.e. sargentos) já terem vindo a público referir que se os professores vieram a conseguir ganhar a sua causa dos 9 anos, 4 meses e 2 dias, haverá necessidade do Governo ter de ir ao encontro das pretensões de outras classes profissionais, por forma a evitar réplicas deste tipo de mal estar social que se vive presentemente.
Em ano de eleições europeias e legislativas, acredito que não haja pior sonho para alguém que se quer reafirmar como a alternativa viável nas urnas do que este tipo de arruadas. Pior que lidar com isto, só ter de lidar com catástrofes similares aquelas de 2017, marcadas pela total descoordenação ou ingerência dos orgãos de coordenação de emergência. E onde rolaram cabeças erradas. Mas esse será outro campeonato que por aqui fui falando na altura.
Das classes sociais que elenco acima, há duas que me parecem particularmente importantes, não menosprezando, naturalmente, a importância das outras. Falo dos professores e dos enfermeiros. Por razões óbvias. A questão, penso eu, prende-se com o facto de terem sido feitas promessas eleitorais que não podem ser cumpridas. Aliás, poder podem. Para os professores. Apenas. O resto das classes sociais que também reivindicam as suas exigências próprias teriam, acredito eu, de esperar. Estou convicto que se o Governo pagasse aos professores, os cofres públicos ficariam próximo do zero. Mas este será mais um problema com o qual o Executivo terá de lidar. E que aqui entre nós, que ninguém nos ouve, terá criado. O que não é bom, e que piora quando os demais partidos da "geringonça" atacam o próprio e minam a sua consolidação e coerência nesta maratona para os dois momentos de sufrágio. Até ao final do ano, veremos quem terá sorte naquilo que reivindica. E que mais classes sociais irão fazê-lo. Legitimamente.

domingo, março 17, 2019

Burocracias e Função Pública

Uma grande parte de pessoas que conheço tem emprego na função pública. Atrevo-me a dizer que mais de metade das pessoas com quem privo. Nada contra.
A função pública, até há uns bons anos atrás, era sinónimo de segurança. Estabilidade. Um emprego para a vida. Uma progressão na carreira tímida, mas garantida. E o Estado por trás, a garantir os direitos dos trabalhadores, devidamente "alavancados" por sindicatos fortíssimos e com um inquestionável poder de negociação agressiva que lhes permite lavrar contratos colectivos de trabalho sem paralelo no sector privado. Tudo isto sabemos.
Nada a opôr ao que refiro acima. Há muitos anos que estou no sector privado. Contudo, tenho com muita frequência de recorrer ao sector público, onde estão centralizados todos os serviços estatais que todos os cidadãos portugueses como eu recorrem, por necessidade individual ou profissional. No meu caso, ambas.
Na semana que passou houve necessidade de recorrer a uma destas instituições públicas. O ridículo, e não me orgulho nada do que vou dizer, é que tive de "fazer uma espera" a algumas pessoas para obter uns documentos assinados com uns carimbos. É verdade. Um dia inteiro de trabalho perdido para isto. Incrível e perfeitamente descabido. Pelo meio, não almocei porque não queria perder de vista as pessoas visadas. No final do dia, as coisas correram bem, mas como refiro atrás, com um claro prejuízo para mim (em primeiro lugar), para quem me paga o vencimento e claro, corroborando a tese que as coisas não funcionam no Estado.
A burocracia está demasiado intrincada por cá. Há uma enorme tentação dos vários partidos que vão estando no poder em angariar votos com a questão da diminuição dos impostos, incremento do poder de compra e mostrar obras públicas. No limite, é isso que se vê e é isso que se reflecte em bons resultados nas urnas. Contudo, ninguém tem interesse em mexer nos processos e procedimentos das várias instituições públicas, por forma a agilizar processos. Numa era informática e digital, ter de gastar um dia inteiro de trabalho à espera de meia dúzia de papéis, é só anedótico. Poderá não ter relevo ou impacto quando analisado individualmente. Bem sei. Mas o exercício que convido o/a meu amigo/a a realizar, é replicar esta minha seca por uma centena ou milhar de exemplos por dia, neste nosso País. E aí começamos a perceber que há mossa na nossa economia. E que por esta e por outras, nunca iremos crescer de forma sustentada. Sem que tenhamos a coragem de mexer e remexer nos sistemas que perduram há décadas e que ninguém tem coragem de olhar e melhorar.

domingo, março 10, 2019

Cautela e caldo de galinha...

...nunca fizeram mal a ninguém. Este é um dos imensos provérbios portugueses que não raro se ouve dizer.
Muito resumidamente, é um provérbio cujo significado não é mais do que alertar para a necessidade do cuidado e da ponderação na tomada de decisões importantes. E ser sensato e comedido. 
Foi preciso recentemente ter ficado um ano mais velho, bem como ter pensado na sequência dos últimos acontecimentos da minha vida, para perceber que se há coisas em que sou (demasiado) ponderado e onde prevalece a sensatez, há outras em que tal não acontece. Um dos exemplos, que aqui tenho falado ao longo dos anos, é precisamente o dinheiro (mal) gasto em carros.
Penso que essa questão faz ou começa a fazer parte do passado. Por um lado, porque o mercado automóvel vive um momento claro de indefinição, muito derivado das últimas declarações do Ministro do Ambiente sobre o futuro dos automóveis a gasóleo. Por outro lado, quero ter tempo para pensar e acompanhar qual será a melhor aposta: gasolina, híbrido ou eléctrico. Mas isso será algo que quero ter tempo para pensar. Sem pressão. Sem correr o risco de realizar uma compra sem informação. Ou só porque sim.
Com tudo isto, a minha ideia, depois de algum amadurecimento na semana que termina, é de aplicar o dinheiro que consegui na venda do último carro e mais algum que tinha amealhado num fundo de investimento. "Esquecê-lo" durante uns tempos. Ter dinheiro à ordem, no meu caso, é uma temeridade. Já não falando no facto de não render absolutamente nada. Penso ser uma das (entre muitas) boas decisões que tomei este ano. P.S.: No meio disto tudo, esta semana, perfiz 417 quilómetros com o "frigorífico" e o depósito, atestado faz uma semana, pouco ou nada mexeu. Não tenho de memória há quanto tempo isto não acontecia. 

domingo, março 03, 2019

Os carros

Já aqui referi anteriormente que, se há coisa que gosto/adoro, são automóveis.
Em grande parte, foi algo que foi uma paixão desde sempre alimentada pelos meus pais. Não por falta de tentativa minha e do meu irmão, para que tivéssemos uma mota, quando todos os amigos e primos tinham. Mas porque foi acordado na altura que motas não entrariam lá em casa, mas que quando tivéssemos a carta de condução, haveria um carro para cada um. E assim foi.
Depois desse(s) primeiro(s) carro(s) vieram vários. Muitos deles novos. Hoje olho para trás e vejo bem o dinheiro gasto em carros. Não posso dizer que me arrependo, mas posso dizer que tive muita sorte em ter pais que me foram dando carros novos. Quase sempre os que queríamos. A mim e ao meu irmão.
Com o passar dos anos, comecei a realizar que não faz sentido comprar carros novos. O "impacto" da maior despesa é sempre para quem compra o carro novo. Quem vem a seguir - e compra o mesmo carro, mas já usado - negoceia enormemente o valor pelo qual o mesmo está a ser vendido. A menos que o valor de venda seja fixo e inegociável - o que nem sempre acontece.
Esta semana vendi mais um dos meus carros. Falo em plural porque vendi um carro mas fiquei com outro, um carro comercial, que tenho usado para andar com o Paco e algumas voltas na cidade. Vendi bem o carro, porque não perdi dinheiro e ainda usufruí do mesmo durante quase dois anos. Este carro com que ando é um carro pequeno, super económico e branco. Exactamente. Branco frigorífico para nem me preocupar com riscos na pintura.
Confesso que há efectivamente uma possibilidade residual de comprar um outro carro. Para andar de vez em quando. Dar umas voltas maiores. Mas penso que vou esperar uns tempos. Não comprar nada por impulso. Para já, ir vendo em que param as modas no mercado de usados. Há uma grande indefinição, que também decorre das declarações do Ministro do Ambiente relativamente aos carros a gasóleo. Até lá, vou analisando e sonhando. Para já com um comercial. Branco. Quem diria. 

domingo, fevereiro 24, 2019

Venezuela

Por motivos profissionais estive há dois anos na Venezuela. Há um texto sobre isso mesmo algures nessa altura. 
É por isso natural que acompanhe com alguma curiosidade o desenvolvimento dos acontecimentos naquela parte do globo. Porque de alguma forma estive naquele País e porque falei e convivi com pessoas que lá vivem e percebi que o que têm para viver (vencimento mensal) é cerca de 1/3 do que pagamos por cá num jantar fora. É isso mesmo. Pensem, para já, nesta realidade de pessoas que têm, por exemplo, 2 filhos. E percebam a angústia.
Tenho muita pena de perceber que as coisas se vão adensar e complicar por ali. São várias as potências mundiais interessadas na Venezuela, que, como se sabe, tem uma das maiores reservas petrolíferas a nível planetário. Acredito que um qualquer Presidente de uma dessas nações interessadas nessas reservas não tenha, objetivamente, qualquer interesse no bem-estar dos venezuelanos. Mas terá sim, uma genuína vontade em mostrar uma posição de força para resolver este impasse. Quase como....promover uma campanha eleitoral em terreno alheio e conquistar o respeito de um povo muitíssimo carenciado e ávido de bens essenciais / de 1ª necessidade.
Não sou vidente e como tal não posso dizer com toda a certeza o que irá acontecer. A sensação que tenho, se quiserem, é que algo vai acontecer. Muito em breve. E não será necessariamente bom. Esperemos que não seja derramado (muito) sangue inocente.

domingo, fevereiro 17, 2019

O bruto

Não serei a pessoa mais calma do mundo. Mas também não me tenho como sendo uma pessoa de mau trato. Ou como sendo uma pessoa hostil. Ou se quiserem, alguém com quem não se possa falar.
É bom e interessante, de forma desprendida e descontraída, que consigamos perceber como os outros nos vêem. Fi-lo recentemente - por ocasião de uma avaliação a que fui sujeito. Efectivamente, fiquei a saber que passo a imagem de alguém bruto (ou brusco, não me recordo bem do termo utilizado) na forma como falo com as pessoas.
Não me irei desculpar pelo facto de ser militarista. Nem tampouco pelo facto de ter sido educado de forma rigorosa e disciplinada sem grandes complacências. Com o intuito de me incutir os bons valores que fazem de mim aquilo que sou hoje em dia. Cada um será como cada qual. E haverá sempre, do meu lado, respeito pelo meu próximo. Lá está, um entre tantos outros valores com que cresci.
A questão parece-me ser outra. Passa pela exigência que tenho comigo próprio. Dou comigo a pensar por vezes nisso mesmo. Por breves momentos, ocorre-me o meu dia-a-dia. As minhas semanas. O que acontece na minha vida. A intensidade das coisas. E não digo isto com o intuito de ser melhor ou pior que os outros. É a minha realidade. No limite, aquela que escolhi e com a qual terei de viver porque assim quero. Daqui, directamente, decorre um grau de exigência superior para com aqueles com quem me relaciono. Quem quer que seja. Melhorar sempre. Conseguir que as pessoas tentem todos os dias melhorar um pouco. Acontece, penso eu,  que nem todas as pessoas querem ou estão preparadas para tal. E quando não estão para aí viradas e ouvem o que não querem, vem a adjectivação do "bruto". Há coisas piores. 

domingo, fevereiro 10, 2019

Casino de Lisboa

Depois de muitos anos sem ir ao Casino de Lisboa, passei por lá há uns dias, para beber um copo, por ocasião da vinda de um Amigo meu a Lisboa. Continua igual. O mesmo ambiente de vício. Pessoas que deixam de viver a vida real e "entram" nas máquinas. Fumando cigarro atrás de cigarro, vidradas no écran. Confesso que esta visão sempre me deixou extasiado. Sempre pensei para mim como será possível que tal aconteça. Já não falando de pessoas que apostam a quase totalidade dos (parcos) vencimentos. Triste. Na verdade, eu não vou aos casinos para jogar. Nunca tive esse "chamamento". Vou sim aos Casinos porque, como refiro anteriormente, a adição do jogo e o estado absolutamente "petrificado" e absorto da realidade em que ficam as pessoas exerce um efeito magnético em mim. Havia nessa noite um trapezista que fez algumas coisas que pensei serem impossíveis de serem feitas por um ser humano! Chamo ao que vi muita hora de treino e conhecimento dos limites físicos. Sei bem o que isso é. P.S.: Não sei como está o Casino do Estoril, na medida em que não vou lá há muito tempo, mas no de Lisboa, agora, a entrada é conseguida através do cartão de cidadão. Um pouco para (penso eu) controlar a lavagem de dinheiro que pode - como se sabe - ser realizada nestes espaços.

domingo, fevereiro 03, 2019

Ócio

Ócio é algo que não tenho tido nos últimos tempos. É verdade. Hoje em dia, olhando para trás, realizo que até quase ao ano passado tinha algum tempo livre que me permitia, por exemplo, gerir o tempo em que não trabalhava e descansar. Actualmente o meu tempo livre resume-se, efectivamente, ao tempo que tenho para dormir.
Escrevi em tempos, neste espaço, algo que, dia para dia, me parece ser cada vez mais óbvio. Tudo na vida acontece por alguma razão. E há sempre dois caminhos: o fácil e o que exige mais de nós. Tem-me mostrado a vida que invariavelmente escolho os caminhos menos óbvios (ou lógicos) e os que exigem mais de mim. Foi sempre assim.
Desde o ano passado, ao abraçar este meu novo desafio pessoal, que sabia ao que ía. E que os tempos livres iriam ser francamente reduzidos. Mas como refiro antes, foi opção. Minha opção que assim fosse. E irei seguir o meu rumo e determinação. Custe o que custar.

domingo, janeiro 27, 2019

Green Book

Retomo neste espaço a partilha da minha opinião relativamente a filmes recentemente assistidos. Ontem assisti ao "Green Book: O Guia", um filme que estreou esta semana que agora termina e que estará de certeza absoluta numa sala de cinema perto do(a) meu/minha amigo(a).
O filme desenrola-se na década de 60 abordando o já tantas vezes explorado -e agora mais uma vez - tema do racismo. Numa América em que se vivia o auge da tensão racial, e se começava a vislumbrar o reconhecimento dos direitos dos negros com a ajuda importantíssima do então Presidente Kennedy, desta vez o realizador leva-nos a ver a história de outro ângulo - um pianista negro bem sucedido e a forma como isso era visto, naquele tempo, pela sociedade. O resultado é bom. Muito bom. Para quem consegue perceber todo o enquadramento deste filme, será possivelmente, tal como a mim foi, avaliar esta película como  uma das que será merecedora de algumas estatuetas douradas. Vinte valores para os dois papeis principais (Viggo Mortensen e Mahershala Ali). P.S.: Green Book, o nome do filme, era o livro que os negros tinha, na altura, com os locais que podiam frequentar (e.g restaurantes, hotéis onde podiam pernoitar, etc.). Recomendo.

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...