domingo, dezembro 01, 2019

Black Friday

Se há dia que materializa o consumismo desenfreado, é o dia da Sexta-Feira passada. O tão nosso conhecido "Black Friday"

O conceito, à semelhança de tantos outros, não é nosso. É importado. Tal como foi e está enraizado na nossa cultura o dia do "Helloween". E em ambos os casos há um denominador comum: o consumismo. Que replicar-se-á noutros dias, como refiro acima e que o português tanto aprecia e adere a todo o vapor!

Particularizando esta última Sexta-Feira. Afinal, o conceito de "Black Friday" passou a ser alargado até ao Domingo imediatamente a seguir. Logo aqui há um desvio claro ao conceito original. Isto por um lado. Por outro, e aquilo que me deixou mais curioso e acompanhei com especial atenção este ano, foi a questão dos dias de saldos ou baixa de preços - e esta Sexta-Feira não foi/é mais do que isso. E a recente obrigatoriedade legal dos estabelecimentos comerciais terem de garantir que o preço dos produtos comercializados e identificados como tendo sofrido uma redução não ser superior ao praticado nos últimos 3 meses. Para quê?
Para que o consumidor realize a compra de forma informada. Imagine-se a compra de um bom par de sapatos. Durante um ano, o preço ronda os 200,00€. Num passado recente - 3 meses antes da época dos saldos - essa marca desses sapatos incrementa em 60% o preço desse produto - passando o valor para 320,00€. Na altura dos saldos, ou numa altura como um "Black Friday", é promovida uma redução de, pasme-se, 60% do valor do preço deste par de sapatos. E qual o valor final? Pois. Fácil. Os tais 200,00€ iniciais. Ou seja, no "final do dia", o consumidor/a incauto/a acaba por pagar um valor que não sofreu qualquer tipo de desconto. E esta foi/é uma prática comercial seguida durante décadas. Cá e em qualquer País onde haja este dia. Ou épocas de saldos. Até há bem pouco tempo, esperava eu. Mas percebo, depois de ter visitado algumas superfícies comerciais nestes últimos dias, que de pouco valeu a promulgação desta Lei - cujo objectivo não é mais do que proteger o consumidor!

Como em tudo na vida, acredito que a informação dos preços dos produtos por parte dos estabelecimentos comerciais seja uma realidade (ainda) bem distante. Mais uma vez, o legislador não produz diplomas legais cuja aplicabilidade seja devidamente aferida e exequível. O que seria se todas as superfícies comerciais deixassem de praticar a especulação. Ou a inflacção (propositada) dos preços dos produtos. Nota: Quase que sou tentado a apostar que a não verificação imediata do cumprimento desta recente Lei, dê jeito aos senhores/as que fiscalizam a aplicabilidade da mesma.  Afinal também são filhos de Deus. Principalmente nesta altura do ano - antes do Natal. Ou seja, tudo continua na mesma. Legisla-se para nada.

domingo, novembro 24, 2019

Pequenas vitórias

Tenho para mim que as pequenas vitórias se materializam naqueles feitos que vamos conquistando ao longo da nossa vida e que nos motivam a continuar focados. Comprometidos com um determinado objectivo. Superando, eventualmente, opiniões contrárias e testando diária e continuamente os nossos limites. Isto resume a nossa razão de viver. Vencer e continuar. Sempre.
Olhando para trás consigo perceber isto. Várias vitórias no meu percurso já percorrido. Vejo também o imenso desafio que abracei no final do ano passado. O curso. Claro que já houve, há e haverá sempre algum aspecto que corre menos bem. Alguma frustração ou algum tema relativamente ao qual, hoje em dia, vou lidando, de forma diferente. Com o "coaching" por parte dos amigos, família e naturalmente, o trabalho interior que tenho vindo a desenvolver ao longo dos anos. Tudo isto faz-me acreditar nas minhas capacidades. Faz-me acreditar que sou capaz. E isso é meio caminho andado para a vitória. O pensamento positivo. Vamos em frente!

domingo, novembro 17, 2019

Saber relativizar

A um dia de começar mais uma época de exames do desafio pessoal abraçado o ano passado. Tenho estudado nas últimas semanas de forma consistente, regrada e disciplinada. Naturalmente, hipotecando o meu tempo livre, que tanto necessito, para poder dar tudo no meu trabalho e o que resta, no curso.
Sabemos que a vida é feita de opções. Costumo dizer, parafraseando alguém, que há sempre o caminho mais fácil e o caminho menos fácil. Invariavelmente, e naturalmente, o ser humano procura seguir o caminho mais fácil. O caminho célere e confortável, que nos permite manter na nossa zona de conforto. Ninguém - acredito eu - gosta de seguir o caminho que dá mais trabalho e consome mais da nossa energia anímica.
Há alguns meses, de alguém mais novo, ouvi umas palavras sábias que guardei para mim: com a idade aprende-se a relativizar as coisas. Na verdade, o contexto era outro. Era adequado a um contexto profissional e versava sobre aquilo que se espera de determinado activo, enquanto responsável máximo naquele momento. Ainda assim, não deixa de merecer alguns momentos de reflexão da minha parte, de quando em quando.
As experiências de vida que cada um terá,  bem como a forma como foram geridas, ajudam-nos a construir uma escala. Gosto de chamar a essa escala, a minha escala das prioridades. Contudo, há uma particularidade: o que é prioritário para alguém poderá não o ser para mim. E o recíproco também acontece, com toda a certeza. O que é desafiante, no final do dia, é que as partes percebam que as prioridades são diferentes e que nem sempre poderemos ter aquilo que queremos naquele momento, tipo já.
É precisamente nesta escala que irá prevalecer o saber avaliar cada situação e consequentemente saber relativizar (ou não). Primeiramente isolar a situação e seguidamente enquadrá-la com as demais situações já existentes, para possibilitar perceber o impacto que tem. Esta avaliação tem de ser realizada continuamente, o que obriga a um foco diferente daquele que estamos habituados. E isso sugere-me maturidade. Além da boa avaliação e acima de tudo, do discernimento e da humildade para, quando esta avaliação de prioridades não é passível de ser realizada exclusivamente por nós, pedirmos ajuda a algum/a amigo/a.
Para terminar, todos/as temos estímulos diários diversos. Podemos ter estímulos novos, e aí teremos de ter a capacidade de, com a bagagem que temos, saber avaliar e agir em linha ou podemos, por outro lado, receber estímulos que já são nossos conhecidos. E para esse tipo de estímulos, é outra experiência que nos é exigida. Uma experiência nova mas que nos permitirá resolver a situação e avançar. Em qualquer um dos casos, o importante é que as situações não nos consumam. E que, individualmente (ou com ajuda de alguém) aprendamos a relativizar as situações. Para nosso bem.

domingo, novembro 10, 2019

Ecografias

No seguimento da minha lesão - e que faz com que não treine há quase um mês - fiz esta semana que agora termina, ecografias a ambos os ombros. A ambos porque interessava perceber se o ombro (esquerdo) que tinha originado tudo isto no ombro direito poderia ter algum tipo de mazela - embora não tenha dado sinais disso.
Ambas as ecografias revelaram estar tudo em óptimas condições nos tecidos moles e nas articulações:  ou seja, sem tendinites e sem calcificações, o que é bom sinal. Ainda durante este mês terei consulta com médico ortopedista para mostrar os exames agora realizados e conversar um pouco com o mesmo sobre o que aconteceu. E o que recomenda. A ver vamos!

domingo, novembro 03, 2019

Tempo livre

Tempo livre é algo que desde há um ano a esta parte não abunda por estes lados. Com o trabalho e aulas, pouco tempo me sobra para poder ver as minhas séries ou relaxar um pouco. Acabo por fazer isso, é certo, mas de forma bem mais controlada.
Consigo perceber que, para aqueles que me rodeiam não seja entendido com facilidade a questão do eu ter pouco tempo. Afinal, tal como eu também trabalham e querem que o fim de semana chegue depressa para descansar e relaxar um pouco. Fazer algum programa e estar com amigos. Espairecer. Tudo isso é perfeitamente legítimo. Mas quando se tem responsabilidade e o tempo durante a semana não é suficiente para estudar, é necessário aproveitar o fim de semana. Ah, e o trabalho continua. Não pára. O que não ajuda à festa.
E é isto. Esta será a minha realidade durante os próximos tempos. Quem compreende e aceita, fica. Quem não compreender e não aceitar, tem bom remédio! 

domingo, outubro 27, 2019

Os Esqueletos no Armário

Todos os temos. E quem disser que os não tem, mente com todos os dentes que ainda lhe restam
Para os/as mais distraídos/as, esta expressão é commumente usada pelo comum mortal. E mais não significa do que problemas mal resolvidos. Quando se fala em esqueletos no armário, pretende-se referir a problemas mal resolvidos. E também sabemos que há certos temas que dificilmente terão uma resolução simples, se é que alguma vez irão ser interiorizados e arrumados nas gavetas. São precisamente esses temas, que usualmente temos como pendentes, que mal resolvidos fazem com quem a nossa leitura de determinadas situações que possam surgir seja, na generalidade das vezes, condicionada a experiências passadas.
Também os tenho, naturalmente. Aliás, começo este texto fazendo essa mesma referência. E acaba por ser muito curioso avaliar a forma como analiso ou respondo perante alguma situação nova. Para essa avaliação concorrerá, naturalmente, a experiência de vida acumulada. Os anos que já vivemos. E se determinada questão ficou bem resolvida. Ou por outra, se resolvi a questão sozinho (e aí é expectável que, ainda que tenha demorado mais tempo,  tenha conduzido ao devido enterro do tema) ou se foi um daqueles temas em que houve necessidade de ter uma ajuda externa. De algum/a amigo/a que me permitiu abordar o assunto através de outro ângulo - na maior parte das vezes até permitindo uma análise mais pragmática e uma resolução mais célere de determinado assunto. Posteriormente há sempre a fase de integração dos resultados dessas resoluções. Ou seja, que lições foram retiradas (se as houver) e como as gerimos. Ou seja, se quiserem, como arrumámos os temas nas devidas gavetas.
E é precisamente esta arrumação que acaba por reflectir o tema que vos trago hoje. Imagine-se que se quer encontrar um par de meias azuis escuras. Porque sim. Se tivermos as meias azuis escuras misturadas com as pretas, tudo ao monte, sem estarem devidamente agrupadas, a probabilidade de aparecermos em algum lado com uma meia de cada côr calçada é tão elevada como os debates no Parlamento passarem a ser mais demorados quando a nova deputada Joacine tiver a palavra!
É muito importante que os temas fiquem devidamente arrumados, sempre que possível. Com ajuda ou sem ajuda. Se assim não fôr, corre-se o risco de pessoas com quem nos cruzamos mais tarde acabem por ter de lidar com determinadas reacções nossas (na sua generalidade irreflectidas e derivadas de vivências passadas) que não irão entender. E mais não é do que o resultado de existirem esqueletos no armário....

domingo, outubro 20, 2019

Fisioterapia

Derivado do treino estou com o ombro direito lesionado. Assim não sei bem até que ponto. Ou quanto tempo terei de ficar em repouso absoluto. Ou a própria extensão da lesão. E por último, ainda não consegui identificar em concreto onde está a lesão. Se é muscular ou articular. O que não facilita em nada este processo.
Há, contudo, algo que estou seguro: é de má postura. Ou seja, é algo que acontece em consequência de uma má postura. Quer num exercício em concreto, quer mesmo da adopção de uma má postura corporal durante anos.
Não será uma dor lancinante. É sim uma dor mais incómoda. O suficiente para, sempre que a sinto chegar,  tentar encontrar uma posição de maior conforto. Acaba por melhorar um pouco, mas nada significativo.
Comecei há pouco tempo a ter umas consultas de fisioterapia. Depois de alguma resistência e de alguma (confessa) complacência para comigo próprio, tentando convencer-me que não seria nada de especial e que em menos de nada deixaria de ter dores. Enganei-me.
A primeira consulta foi uma massagem. Massagem desportiva. Nunca tinha feito. Permitiu perceber o estado das costas, ombros, e, por exemplo, se havia contraturas ou se era percebido outro tipo de lesão.
Não foi percebido nada disso. Foram feitos uma série de testes de mobilidade, sendo que não houve queixas de dor/não conseguir realizar determinado movimento o que afasta de certa maneira a questão do articular.
A segunda consulta já foi de acupunctura. Nunca tinha feito. Não se sente muito as agulhas a entrar. na pele. Dá sim uma sensação de maior incómodo nas agulhas que são espetadas no braço, entre os tendões. Isto porque quando se tenta mexer um dedo, mexe a agulha e pica um dos tendões.
As lesões dos ombros são complicadas de sarar. Trata-se de um músculo/articulação de onde partem muitos movimentos do braço/mão e do próprio ombro onde é igualmente gerada a mobilidade/força/potência para os vários movimentos. Para já, veremos no que vai dar esta brincadeira. Ando com aquelas fitas de suporte mecânico colada ao corpo (ombro e costas). A ver no que dá. Mas tendo consciência que não será algo rápido. Muita paciência.

domingo, outubro 13, 2019

A Escritura

Desde há muitos anos a esta parte que não realizava uma escritura e esta semana que passa, realizei uma. É verdade, sou um feliz proprietário de um imóvel.
Houve alguns factores que contribuíram para esta minha decisão. Em primeiro lugar, a questão da banca não oferecer taxas de rentabilidade interessantes. Uma destas semanas irei escrever sobre este assunto (Banca), sector que me parece estar cada vez mais asfixiado e refém das regras europeias. Nada contra. As coisas são como são. E claro, há uma transferência de custo para o Cliente final. E aqui poderá residir uma das razões pelas quais não compensa a ninguém ter o dinheiro no banco.
Outro factor foi a questão de ser uma oportunidade de negócio que surgiu e me pareceu ser o momento certo para investir um dinheiro que tinha de parte e outro que tinha à ordem, sem que houvesse um destino adequado. O que irei fazer com este imóvel só a mim me diz respeito. É meu. 
Para terminar, há aqui uma grande vitória da minha parte. 
A questão do valor seguro. Independentemente das oscilações de mercado e da especulação imobiliária, o investimento num imóvel é sempre um valor seguro. Este aspecto foi um dos que mais pêso teve na minha decisão.
Por último e talvez algo "lógico" e "normal" para qualquer outra pessoa. O dinheiro não foi gasto por mim em automóveis. É verdade. Parece estupidez, mas esta minha paixão foi a justificação de muito dinheiro gasto em automóveis ao longo dos anos. Uns bons negócios (os últimos) mas vários maus negócios, consequência de vendas precipitadas. Transacções essas (compras e vendas de automóveis) que a esta distância, e à data de hoje, faziam sentido para mim. Naquela altura. Não fazem mais. E eis que voltei ao mundo dos imóveis. Para ficar e continuar!

domingo, outubro 06, 2019

Dia de Eleições Legislativas

E eis que somos chegados ao dia que importa para a classe política. Dia de eleições legislativas.
Acompanhei de forma distante - mas atenta - a campanha eleitoral para as eleições legislativas que têm lugar este ano. Cheguei a escrever sobre isso mesmo há umas semanas atrás.
Tenho para mim que não existe uma fórmula milagrosa que resolva o problema de todos os portugueses. O actual Governo vive uma época boa, sendo que deriva directamente de um período em que foi realizado um resgate financeiro e foram pedidos - pelo partido político legitimamente eleito - sacrifícios aos portugueses. Uma analogia bem simples que consigo imediatamente pensar e que reflecte bem o que aconteceu nos últimos anos, é imaginarmos alguém que esteve durante algum tempo pendurado nalguma coisa (um galho, se quiserem) para não cair num precipício. E é quando "aparece uma mão" que o puxa esse alguém para cima. Explicando a imagem: o precipício foi onde Portugal esteve, devido à crise financeira. O "galho" foi aquilo a que os portugueses se agarraram. Foram as economias de uma vida e foram também as medidas implementadas pela "troika". Foram as políticas de contenção e políticas de austeridade determinadas por quem nos emprestou dinheiro. E claro, a "mão" era da geringonça. Parece-me óbvio que ao ser agarrada essa mão - que salva da queda para o precipício - e ao olhar-se para cima e ver-se esta coligação de partidos de Esquerda, de imediato se pensa, com facilidade, que a Direita é a culpada de termos sido atirados para o precipício. Que é a culpada de todo o infortúnio que aconteceu em Portugal desde o tempo de D. João V (não sei porque fui buscar este exemplo, mas também não interessa nada para agora).
Contra tudo e todos, o modelo da geringonça funcionou durante estes últimos anos. Uma coligação que, com o tempo, mostrou ser possível ter bons resultados. Ou pelo menos, permitiu respirar de novo. Sendo que a geringonça teve como timoneiro o secretário geral do PS. Importa referir que a política tem destas coisas. Foi este mesmo secretário geral que, a alguns meses do dia de hoje, se quis distanciar dos demais partidos que constituem a geringonça. E começou a sacudi-los. A partilhar na comunicação social uma desejável governabilidade (a solo) com uma maioria absoluta - na altura era ajudado pelas sondagens. Sondagens essas, na altura, que apontavam precisamente nesse sentido, perspectivava-se uma maioria absoluta fácil e para a qual também contribuía também (e de forma decisiva) o estado comatoso do maior partido da oposição, derivado de questiúnculas internas que, durante os últimos meses, marcaram o mau ambiente interno daquele partido político e fragilizando de forma inegável o poder de fogo do seu presidente.
Quando todos pensavam que a vitória estava garantida, foi lançada a bomba atómica na campanha destas legislativas. O caso Tancos. Um assunto sem fim à vista. Sem que haja uma culpa clara. Com uma confusão de quem sabia e não sabia. Uma confusão de todo o tamanho. Creio que não será o facto do caso em si. Há outros assuntos igualmente importantes e fracturantes: Professores, Enfermeiros, BES, motoristas de substâncias perigosas que quase pararam o País, a TAP (que vi falarem muito timidamente) entre outros. É sim o momento em que o assunto é trazido de novo à baila. E, ainda que o presidente do maior partido da oposição se tenha tentado demarcar deste assunto, chegando a aludir ao facto do não oportunismo político, o que é certo é que não o conseguiu fazer de forma credível. E sem querer e sem saber como, capitalizou votos. E instava instalado o caos naquela harmonia que (aparentemente) existia e que levaria tranquilamente à maioria absoluta. Este "virar da mesa" foi imediatamente reflectido nas intenções de voto dos portugueses, e se o maior partido da oposição se demarcou da questão do oportunismo político, o mesmo não aconteceu com outros partidos de direita, que, encontrando-se moribundos (após os péssimos resultados nas últimas europeias, com o complemento da falta de carisma da Direcção, nada tinham a perder em agarrar-se a este assunto qual tábua de salvação. Infelizmente, o estado em que se encontra este partido é tão débil que nada conseguiram. Nada mesmo. Muito pelo contrário. O que até poderá custar uma pesada derrota e um entregar a pasta por parte de quem dirige este partido político.
Estou seguro que o actual Governo ganha, mas sem maioria absoluta. Significa isto que, já hoje, após terem sido conhecidos os resultados eleitorais, será reatado o namoro com aquele partido político de esquerda que tanto criticou e de quem se pretendeu o distanciamento. Analogamente, esse mesmo partido de esquerda aceitará o reatar do namoro e sai muito fortalecido e vitorioso deste acto eleitoral sendo, penso eu, que até será uma das forças políticas que, à partida, terá um dos melhores resultados de sempre. 
O que não tenho dúvida alguma é que aquilo que houve nos últimos anos, não irá existir mais. Governar sem maioria absoluta e depois de terem sido ditas tantas coisas que fragilizaram a relação entre o partido do Governo e quem o apoia..só trará instabilidade. E muita negociação. Numa altura em que tudo indica que se avizinha uma nova crise económica. A ver vamos. Agora vou andando, que quero preparar-me para ir cumprir com o meu dever cívico!

domingo, setembro 29, 2019

Mais uma morte na estrada...

A semana passada soube que alguém que conheci em tempos, e com quem cheguei a treinar, morreu num brutal acidente de viação (mota) em Lisboa.
Não o conhecia bem. Mas um dos meus melhores amigos conhecia-o muito bem e nos últimos anos tornou-se muito próximo dele. Também sei que esse meu amigo está (embora não o admita conscientemente) a sofrer. Afinal é o mesmo meu amigo que há vários anos perdeu o irmão num acidente de viação. É, portanto, dose dupla.
Nesse dia e nos outros dias a seguir, coincidência ou não, li nas notícias mais alguns acidentes de viação. O denominador comum acabava por ser sempre o mesmo: mota. E isso mexeu com a minha cabeça e a quase, quase compra de uma mota para me poder deslocar. Mota foi, é e será sempre  um meio de transporte perigoso. Digam o que disserem. Os carros também serão, dirão os acérrimos defensores das duas rodas. E até sou capaz de concordar em parte. Mas as motas são mais perigosas porque o nosso corpo funciona como "escudo". Adoro motas (enquanto veículo motorizado), mas tenho muito receio de andar na estrada. Creio que em tempos terei aqui partilhado isso mesmo. Nos meus passeios de bicicleta pela cidade de Lisboa percebi que os carros andam muito depressa, junto das bicicletas e isso fazia-me medo. Já não falando na continuada falta de respeito na estrada para quem anda de duas rodas. Talvez por falta de hábito. Assumo.
Houve um outro aspecto que voltou à minha mente. A morte em idade jovem. É natural que alguém parta deste mundo por idade ou por doença (prolongada ou não). Mas uma pessoa jovem, praticante regular de desporto e tudo mais, não é normal. É anti-natura. Ninguém neste mundo está preparado para receber a notícia da morte de alguém que estima. E muito menos de alguém que partiu de forma violenta. É apodera-se de nós o tal pensamento que a despedida da manhã foi a última. E a última vez que vimos essa pessoa. Paz à sua alma.

domingo, setembro 22, 2019

Multa de Trânsito

Há dias foi multado perto do trabalho. Depois de alguns anos, sim, quase uma década, voltei a ser multado. Desta vez uma multa de estacionamento. Com identificação no local do proprietário (eu) do carro.
Tenho para mim que qualquer multa (à excepção de um ou outro caso) tem uma razão de ser e raramente não tem um fundamento legal justificativo do levantamento do auto. Neste caso, e em consequência do cada vez mais crítico fenómeno de falta de lugares para estacionar perto do meu emprego, estacionei o carro num local onde até o costumo fazer, sendo que por acaso até tem um dístico de paragem e estacionamento bem grande afixo num muro ao lado onde deixei o carro estacionado. Hora errada e lugar errado. Moral da história: lá voaram mais 30€ para o Estado. Fáceis.
De novo, não estou contra a multa. Nem acho que haja ou tenha havido caça à multa neste caso. E mais. Defendo que quem prevarica, tem de estar preparado para aceitar as consequências. O que me caiu mal é que naquele dia, paguei para ir trabalhar. Foi chato. Irritou-me. Mas serviu-me de emenda. E hoje em dia, mesmo com lugares vagos, não estaciono o carro ali. 

domingo, setembro 15, 2019

Debates televisivos

A poucas semanas das eleições legislativas, tenho tido alguma curiosidade em acompanhar, sempre que possível, alguns debates entre líderes partidários. Sempre gostei destes momentos televisivos.
Acontece que este ano, particularmente, não tenho visto debates de ideias. Vejo namoro. Vejo piscares de olhos. Vejo toques nas pernas por baixo da mesa. Mas não vejo discussão de temas nucleares e que estão na ordem do dia como sejam: educação, saúde, justiça, impostos, segurança social, ambiente e claro, actualização dos vencimentos. Entre outros, certamente. Nenhum líder ousou entrar nesse tipo de discussão. Porque são temas profundos. Porque sabem que a opinião pública espera com ansiedade uma clarificação por parte dos vários quadrantes políticos relativamente a esses temas. Porque também sabem que a partilha de determinada ideia poderá condicionar o sentido do voto. E estão preocupados, tal como a Presidência da República (legitimamente) com a abstenção. Aqui sim, reside o calcanhar de Aquiles. E todos os líderes, sem excepção, querem capitalizar votos com estes eleitores desacreditados e que desde há muitos anos a esta parte contribuem para uma das maiores taxas de abstenção de que há memória.
Espero que durante estas próximas semanas se assista ao debate sério e lúdico das agendas políticas. Espero igualmente que haja uma melhor preparação dos líderes partidários para esses mesmos debates. É importante que todos conheçamos a opinião e estratégias partidárias para os temas nucleares e que a todos dizem respeito. Sem debates "combinados". Sem namoros. 

domingo, setembro 08, 2019

Presentes envenenados

Tenho para mim, e partilho a ideia há anos, que não há almoços grátis. Ou seja, ninguém dá nada a ninguém. 
O tema de hoje é precisamente sobre aquilo a que chamo de presentes envenenados. Num País em que os vencimentos são baixos, é importante seguirem-se os modelos adoptados noutros países. Os modelos poderão passar - não sendo exclusivos a - pela "oferta" do PC portátil, do telefone, do carro para usufruto total. No final dia, feitas as contas, estaremos a falar num incremento no vencimento que rondará, em alguns casos, entre 1.500,00€ a 2.000,00€, isto não significa necessariamente que sejam boas notícias. Passo a explicar.
Resume-se tudo a um ponto: o colaborador está sempre contactável e com todas as condições para estar sempre pronto a trabalhar. Sem desculpa absolutamente alguma. Ou seja. Virtualmente pensar-se-á que são condições de trabalho excelentes, na realidade, o que difere é a qualidade do que é oferecido. No final do dia, é tudo para o mesmo objectivo ou compromisso e com o mesmo resultado: sacrifício do tempo de descanso e familiar. E sem desculpas.

domingo, setembro 01, 2019

Treino e Suplementação

Nos últimos dias vieram a público algumas notícias sobre um actor e modelo que está internado com problemas derivados da administração de testosterona no seu organismo. E aparentemente está em estado grave, na medida em que algumas funções vitais estão, no momento, comprometidas. Não irei falar de um caso que não conheço com profundidade e, para o qual, me parece que há algum aproveitamento mediático. Como é usual.
Para quem como eu pratica exercício físico regularmente, é normal e até usual que sinta necessidade de suplementação. Há naturalmente vários tipos de exercício físico, de intensidade e de grau de exigência e consequentemente, há vários tipos de suplementação adequada e produzida para determinados propósitos ou fins que se pretende atingir.
Li bastante sobre este tema há muitos anos. Em particular quando comecei a correr. Foi nessa altura que absorvi muita informação e li alguns artigos de inestimável valor, que de alguma forma desmistificaram a questão da suplementação e me abriram os horizontes e consolidaram opiniões.
O cerne da discussão entre os que fazem suplementação e os que não fazem, assenta no facto de o nosso organismo, por si só, não ser capaz de produzir aquilo que é necessário para que os treinos sejam mais eficientes ou seja melhorada a condição física: aumento da disponibilidade de substrato proteico para um sustentado incremento da massa muscular, disponibilidade de cadeias de macro-nutrientes que permitam, por exemplo, maior resistência da fadiga ou mesmo mais força para treinos específicos (de força, no caso).
Há um claro nicho de mercado neste mundo da suplementação. Se há uns anos, quando comecei a olhar para isto com olhos de ver, já havia uma enorme possibilidade de escolha, hoje em dia é de perder de vista. É a realidade. Também sei que há muito "passa palavra" do(a) amigo(a) no sentido de comprar este ou aquele produto, o que não é necessariamente bom. Poderá haver aqui uma orientação errada e com más consequências. É sempre preferível uma consulta prévia com um nutricionista - preferencialmente que entenda da prática desportiva - para se ter uma opinião profissional ajustada às necessidades individuais. Já não falando na massificação de lojas que iniciaram actividade e que vendem marcas com produtos de qualidade duvidosa, ou seja, que não têm qualquer tipo de vantagem na sua toma. Muito pelo contrário. Começando na carteira!
A qualidade do produto é importante. E a qualidade paga-se. Claro que há muitos produtos caros que não valem um cêntimo, mas se nos abstrairmos desse grupo e nos focarmos na comparação dos rótulos da composição dos produtos (exercício obrigatório) chegamos à conclusão que o que é bom, paga-se (e bem). E aí, com a tal orientação profissional que refiro acima, chegam os resultados pretendidos.
Para terminar. O que refiro acima é suplementação "normal" ou trivial. Algo que qualquer pessoa, minimamente informada e devidamente informada poderá seguir. Há outro mundo. De hormonas animais / esteróides. Injecções de testosterona e por aí fora. Os objectivos são outros. Os resultados são outros. O problema é o "caminho". Os meios não justificam os fins. O esforço do organismo é aumenta substancialmente e há sistemas (e.g. renal) nos quais é induzido um esforço muito maior e que pode culminar na sua falência (deixar de trabalhar). Aqui reside um dos preços a pagar pela exigência que é feita com o organismo. Preço esse, infelizmente, muito alto para algumas pessoas.

domingo, agosto 25, 2019

Cruzadex

Se alguém me perguntasse há, imaginemos, 10 anos atrás, se eu gostava daqueles livrinhos de palavras cruzadas e números - tamanho de bolso - diria que precisavam de ajuda. Urgente.! Mais a sério agora...foi algo que sempre vi os meus pais comprarem durante anos a fio (mais no Verão) para levar para a praia ou por outra, algo que sempre associei a momentos de lazer e descontracção.
Volvidas algumas décadas, é curioso ter experimentado, este ano, este tipo de entretenimento. E por acaso, a primeira experiência, foi um engano. Passo a explicar porquê. As capas destes livros são todas similares. Têm umas donzelas bonitas. Algumas destas damas estão em trajes reduzidos (nunca percebi bem a razão).
O engano que refiro acima resume-se a ter comprado um l livrito destes mas de...números. É verdade. Talvez distraído com a capa do livro, comprei um livro de números. Qual a diferença? Simples. O (quase) ter um ataque de nervos porque se demora quase 1H a descobrir um número numa "sopa de números". Ou o ter de refazer um jogo inteiro porque o número de 5 algarismos que tínhamos escolhido no início....está errado. E tenho de recomeçar tudo. É frustrante. 
Comprei mais dois livritos. Não de números. Desta vez confirmei mesmo que eram de palavras cruzadas / sopa de letras. Era o que queria ter comprado de início. Não tivesse a minha atenção sido roubada para outro foco. Agora é terminar este livro - pelo andar da carruagem vai demorar. Há números que não consigo descobrir. Deve haver engano de tipografia!

domingo, agosto 18, 2019

Férias

Nunca duas semanas de férias me souberam tão bem. Tem sido um ano intenso. Bastante intenso. Trabalhar e estudar, como tem acontecido nos últimos meses, é algo que coloca imensa coisa em perspectiva. Outra forma de ver as coisas. Outra (necessária) gestão do tempo. Mas como em tudo, há um preço a pagar. E esse preço é o chegar a Agosto de "língua de fora". Derreado.
Desde há alguns anos a esta parte que opto por ficar em Lisboa por forma a economizar algum dinheiro, e em particular, nesta altura do ano, altura em que os preços sofrem uma inflacção notória, tipicamente ajustada para o turismo.
Desconheço sinceramente o que o futuro me reserva, mas a alternativa a estas férias por cá, e que mais me agrada será, sem hesitar, uma opção que preveja um sítio calmo, com cheiro a terra e onde possa dormir grandes sestas - Alentejo, portanto.
Não vos vou fazer perder mais tempo hoje, a ler este texto. Bom regresso para os que retornam ao trabalho. Boas férias para quem como eu, iniciam agora o período de descanso.

domingo, agosto 11, 2019

A Greve dos Camionistas

Tenho acompanhado - penso que à semelhança do que tem acontecido com todos os portugueses nos últimos dias - com atenção a greve dos camionistas de matérias perigosas. Para começar porque se perspectiva que venha a parar o País. E para terminar porque quis desta vez, contrariamente ao que aconteceu no passado recente, perceber melhor as motivações dos sindicatos dos motoristas e que estão subjacentes à realização desta greve.
Importa, para início de partilha, relembrar que há 3 partes interessadas: camionistas, patrões e claro, o Governo.
Camionistas: Na minha opinião, é o primeiro grupo que perde. Porquê? Porque tem como representantes sindicais pessoas que são inflexíveis e que acredito, não representam efectiva e genuinamente os interesses desta classe. Preferem defender a sua agenda pessoal até às últimas consequências. Por outro lado, os camionistas, da maneira como as negociações com os patrões estão a evoluir até ao momento em que escrevo estas linhas, não vão conquistar absolutamente nada mais do que aquilo que foi acordado com os mesmos no início desta semana. Com efeitos, pasme-se, daqui por um e dois anos, respectivamente. Ou seja, a greve que se fala (que começa às 2400H de manhã, é uma greve que será realizada na sequência de direitos já acordados e com as datas de efectividade que refiro acima). Outro aspecto ou argumento utilizado por estes profissionais - assisti a um debate durante a semana passada - é a distribuição da riqueza gerada pela empresa. Que há empresa que têm muito lucro e praticam pouco a distribuição do mesmo. E que isso resolveria esta questão reivindicada. Este argumento peca por ser perigoso e reflecte o desconhecimento de disciplinas da contabilidade ou mesmo da vontade da Gestão de Topo das empresas. O facto da empresa ter lucro não significa que o mesmo tenha de ser distribuído equitativamente pelos empregados. Onde está isso escrito? Se assim fosse, como haveria dinheiro para comprar equipamentos novos ou investir em infra-estruturas? Ou alguém imagina que isso acontece por obra do acaso? É importante perceber que o empregador não tem obrigação alguma para com o empregado, além de pagar o devido salário e garantir as condições laborais acordadas contratualmente. Já o recíproco é aplicável. O empregado tem o dever de honrar o também acordado contratualmente. E claro, ser devidamente ressarcido do período de tempo que gasto em horas extraordinárias.
Patrões: Claramente preocupados com todo o desenrolar e claro, do desfecho deste diferendo. Mas mostraram abertura e boa-fé ao concederem os aumentos salariais para o ano que vem e para o ano seguinte. Poucas pessoas entendem que o grosso da nossa economia depende de mercadoria (perigosa ou não) transportada via rodovia. Com isto, quero dizer que sendo este transporte bloqueado ou interrompido, ou realizado em menor escala, vai ter como consequência imediata que em menos de nada se sinta o impacto na nossa economia. Com tudo isto, os patrões não deixam de ficar bem vistos pela opinião pública na medida em que não cederam aos intentos dos sindicalistas. Demonstraram firmeza e tentaram, propondo via negociação, chegar a um consenso. Sem que tal fosse aceite pelos camionistas.
Governo: O claro e mais que expectável vencedor. Consegue, sem grande esforço, manipular a opinião pública mostrando boa preparação para a greve e claro, capitalizar votos para as eleições de Outubro e com uma aprovação maciça da opinião pública. Tenho de tirar o chapéu à habilidade com que tem gerido tudo. E a dois meses das eleições, gerir este evento com mão de ferro, é seguramente um passo de gigante na direcção da maioria absoluta. A horas de ser iniciada a greve, o Governo criou um grupo de trabalho para gerir esta situação de emergência. Ministros que estavam (e deixaram de estar) em férias constituem esse grupo. Mobilização de militares e polícias (inclusivé polícias à paisana) para que seja garantida a ordem pública e os portugueses possam ter normalidade nas suas vidas. Foi mobilizado o corpo de intervenção da PSP, o grupo de operações especiais PSP e ainda polícia de choque. Nada falta. Foi dada formação às autoridades para poderem conduzir os camiões de transporte de matérias perigosas, caso haja necessidade. "De cima", veio a ordem de disponibilidade total. Veremos se a greve acontece. E a acontecer, se dura. Esperemos que não. A bem de Portugal.

domingo, agosto 04, 2019

Erros ortográficos

Se há algo que me tira verdadeiramente do sério, são os erros ortográficos. A sério. Não consigo deixar de corrigir alguém sempre que vejo um erro. É mais forte que eu. Já aqui escrevi no blogue sobre este tema. Mas é algo que vejo todos os dias...
Há erros que decorrem do teclado do computador ou do teclado do telefone. São os chamados "typos" ou "type errors". Percebo isso. E até me incluo aqui, neste grupo. Já não falo da escrita inteligente que já me deixou em situações delicadas. Depois, há os chamados erros de distracção. Alguém que sabe escrever, mas que por alguma razão, naquele momento, e por estar distraído, erra. Também consigo perceber. Mas há um grupo restrito de pessoas que não entendo.
Em pleno século XXI, o que não entendo são alguns erros gramaticais, de concordância ou o simples e habitual "à 2 anos atrás" que muita gente de forma recorrente e irritantemente insiste em dar. Em alguns casos,  e no caso de me relacionar com essas pessoas, depois de já ter corrigido algumas vezes. O que me deixa transtornado. Porque afinal, o que eu disse, em jeito de ajuda para não se tornar a errar, não surtiu qualquer efeito.
Infelizmente, constato que as pessoas não têm hábitos de leitura. Essa será a principal causa dos erros. Falta de ler. Preguiça em comprar um livro e ler. Não me venham com a treta da falta de tempo. Se têm tempo para estar nas redes sociais, têm tempo para ler um bom livro. Ponham de lado os "tablets" e os telefones. Agarrem num livro. Leiam. Leiam muito. Para vosso bem.

domingo, julho 28, 2019

Merecidas férias

A altura do ano mais desejada por todos aqueles que trabalham. Este ano, por via de agenda, quer profissional quer académica, só vou tirar férias em Agosto. Na verdade, serão duas semanas de férias, em que dividirei o dia em praia e estudo.
Não tenho memória de um ano em que tivesse demorado tanto tempo a gozar férias. Talvez o tenha feito na altura em que gozava férias com os meus pais. Há mais de 30 anos, portanto. E claro, por altura das minhas férias escolares. Dos saudosos 3 ou 4 meses que havia na altura e que religiosamente dividia entre a paz do meu tão querido Alentejo e da loucura daquele que nunca dorme Algarve. Pelo meio algumas viagens para fora de Portugal, numa altura em que éramos só 4 lá em casa.
Preciso de gerir bem estes dias. Fazer "reset" mental de tudo. Descansar e orientar estudo para os exames de Setembro. Tem de ser. Sem esforço, nada se consegue. E sem descansar, também não! Boa continuação de férias para quem me lê na praia e boas férias para quem como eu tem de penar ainda um pouco!

domingo, julho 21, 2019

Voltas ao Domingo de Manhã

Depois de um interregno de alguns anos, voltei às voltas de carro clássico nas manhãs de Domingo. Gosto deste expediente. Acordar cedo, tirar o carro da garagem e ir passear em ritmo de passeio.
Na minha rotina de fim de semana, o que muda agora, na verdade, é o ir dar a volta com o clássico. Porque o acordar cedo já acontece naturalmente. No Verão, para que estas voltas possam mesmo acontecer, tem de se escolher horas bem cedo, para evitar o período de mais calor e ou o trânsito do pessoal que vai para a praia.
A volta de hoje foi até ao Cabo da Roca. Em ritmo de passeio com duas ou três toadas mais fortes só para sentir a pujança do motor deste pequeno desportivo irrequieto. Mais Domingos virão...

Vozes incómodas

Existem temas que evito desenvolver em público porque tenho uma opinião bem construída sobre os mesmos. E mais, não são temas em que a minh...